AKG N90Q

Há muito o que falar sobre o N90Q. Esse é um fone totalmente diferente do que existe no mercado, e por isso vale a pena ter um pouco mais de paciência para entender, de fato, do que se trata. Esses assuntos são complexos, e vale observar que não sou suficientemente versado e que é possível que, em minhas pesquisas, eu tenha entendido algo errado e que, consequentemente, cometa algum equívoco. Encorajo mais pesquisa do leitor caso ele se interesse pelo assunto.

Além disso, essa avaliação se tornou muito longa, mas é porque há muito o que falar – e esse assunto, em minha opinião, é muito interessante.

POR QUE O N90Q EXISTE PARTE I: A HARMAN TARGET RESPONSE CURVE

Os que têm mais experiência no hobby já devem ter reparado que existem diversos fones muito sofisticados amplamente considerados neutros, mas que possuem sonoridades distintas. Basta ver, por exemplo, Sennheiser HD800, Audez’e LCD-X e Grado HP1000. Eles não poderiam ser mais diferentes, mas os três são capazes de apresentar sonoridades naturais e fidedignas.

Como isso é possível? Existem diversas razões, mas uma delas é que, por incrível que pareça, ainda não existe consenso sobre como fones de ouvido devem soar.

Pense no seguinte: uma caixa acústica, idealmente, deve apenas soar neutra com relação à mídia, ou seja, sua resposta de frequência deveria ser uma linha reta. Afinal, é esperado que ela toque o que está gravado de forma isenta e, se a sala onde ela estiver for acusticamente tratada, as informações espaciais da performance original virão da gravação e serão recriadas pela caixa. Essa performance original, os instrumentos, os músicos e seu espaço serão, de certa forma, recriados por essa caixa de som em sua sala.

Mas imagine que você tenha essa caixa de som utopicamente neutra tocando numa sala acusticamente morta, e que você coloque um microfone de medição na posição do ouvinte. Esse microfone medirá uma linha reta. Entretanto, se você se colocar na posição do microfone e aferir a resposta em seus tímpanos, o que será medido estará longe dessa linha reta: seu torso trará um aumento na região média, a parte externa das orelhas amplificarão as frequências entre 2kHz e 5kHz e seu canal auditivo alterarão os agudos significativamente.

Além disso, o simples fato de você mexer a cabeça em relação a uma caixa acústica ou a fontes reais de som faz com que a resposta em seus tímpanos varie bastante – é o que permite que você saiba de onde está vindo o som, mas em fones, é mais uma das ausências que faz com que a experiência de ouvir fones de ouvido seja, em suma, artificial.

Para compensar essas duas questões, e fazer com que fones sejam percebidos como mais naturais, há uma série de curvas de resposta que modelam essas alterações que nosso corpo impõe ao que ouvimos. Elas são chamadas de Head Related Transfer Function, ou HRTF. Por exemplo, uma delas é a curva de Campo Difuso, que modela o que você ouviria nos tímpanos se você estivesse numa sala acusticamente viva, com inúmeras caixas de som em todas as direções tocando em alto volume.

Em outras palavras: fones são modelados usando alguma dessas curvas, que simulam alguma situação. O problema, porém, é que para muitas pessoas nenhuma das curvas utilizadas atualmente é satisfatória. Idealmente, o que um fone deveria imitar é um par de caixas de som numa sala acusticamente tratada, já que é nesse meio que a vasta maioria das músicas é mixada e masterizada, e com a qual se terá um melhor resultado.

O Grupo Harman, atual dono da austríaca AKG, tem realizado uma série de pesquisas nesse campo para, justamente, chegar a uma nova HRTF que traga um resultado mais prazeroso e, principalmente, fidedigno, e que consiga trazer avanços reais no mundo dos fones de ouvido. O N90Q é um dos primeiros fones realmente high-end a incorporar a Harman Target Response Curve.

POR QUE O N90Q EXISTE PARTE II: ACÚSTICA VS. ELETRÔNICA

Para chegar a qualquer sonoridade que se deseja, tanto num fone quanto numa caixa de som, a norma é utilizar a acústica. Ou seja: trabalha-se (arduamente) no falante – em seus materiais, comportamento, formato… –, no gabinete e em toda a parte física do equipamento que pode surtir efeito em sua resposta.

Atualmente, porém, tem se tornado cada vez mais comum utilizar a eletrônica para cumprir esse mesmo objetivo. É o que é feito em caixas de som ou fones bluetooth, por exemplo. Já que esses aparelhos já possuem internamente um DAC e um amplificador, não é difícil adicionar um DSP (digital signal processing) que fará uma série de alterações no sinal para corrigir quaisquer anomalias e chegar ao resultado desejado.

É isso que permite que vejamos caixinhas bluetooth com um som que vai muito além do que seu tamanho sugere, capazes de encher uma sala de uma forma que antigamente só era possível com um par de caixas com 3 vezes o seu tamanho. Outra demonstração do poder da eletrônica é o Parrot Zik. Ainda lembro de ter ficado chocado, quando o testei, com o quão terrível ele era no modo passivo – não era distante de um fone de 50 reais do camelô. Isso significava que todo o excelente desempenho que eu ouvia com o Zik ligado se devia quase inteiramente ao DSP, que corrigia toda a resposta do falante.

Essa abordagem também tem se popularizado no mundo das caixas de som, ainda que seja desprezada por muitos audiófilos puristas (em minha opinião, totalmente sem motivo). Marcas como Linn, Grimm Audio, Meridian e Cabasse são marcas renomadas andam explorando essas possibilidades.

Entretanto, o mundo dos fones nunca havia visto um produto realmente high-end que confia na eletrônica para atingir um altíssimo desempenho. E é justamente isso que o N90Q se propõe a fazer.

ASPECTOS FÍSICOS

Justamente por conta disso, várias de suas características são um tanto inusitadas, como veremos na próxima seção. Ele é um circunaural grande, mas ao contrário da maioria dos fones em sua faixa de preço, é fechado, e não parece se decidir se é um portátil ou não. Vamos por partes:

Ele é gigantesco. O diâmetro das conchas não é tão grande quanto ao de um HD800 por exemplo, mas elas são consideravelmente mais longas. Apesar de isso ser perfeitamente possível, eu pessoalmente não usaria um fone como esse na rua. Existem duas opções de cores disponíveis: uma é majoritariamente preta (a que tenho aqui), com apenas poucos detalhes em dourado, e outra que abusa mais dessa cor. Nenhuma delas é particularmente discreta, até por conta do tamanho.

A qualidade de construção é muito boa, utilizando metal e courino em quase todo o fone – plástico é aplicado em poucas partes do fone. Mas o conforto poderia ser um pouco melhor: o N90Q é muito pesado, e falta acolchoamento no arco. Após alguns minutos com ele na cabeça, já começo a sentir o peso e um incômodo.

Em termos de acessórios, ele é um caso à parte. Primeiramente, ele vem numa caixa imensa. E, dentro dela, a lista é vasta. Há uma case rígida para transporte do fone, e dentro dela é encontrado um compartimento para guardar o adaptador P2-P10 e os cabos (que aliás são 4 – dois para celulares, um para iOS e outro para Android, ambos bastante finos porém revestidos de tecido, outro USB e o último um TRS comum), uma bateria portátil de 2.400 mAh para carregar o fone e, curiosamente, um cabo microUSB que indica uma função inusitada: a própria case possui uma bateria interna também de 2.400 mAh, que também pode ser usada para carregar o fone ou, ainda, a bateria portátil.

Há também uma case de couro, para transportar o fone mais convenientemente (que possui um compartimento fechado por zíper, possivelmente para guardar os cabos), uma outra case de couro para o carregador portátil e um pano para limpeza do fone. Tudo indica que esse é um fone feito para uso portátil (os cabos para celulares, as baterias…), mas eu não consigo imaginar alguém usando algo desse tamanho fora de casa.

E vou ser sincero: achei um pouco exagerado. Me parece uma forma um pouco artificial de a AKG tentar te convencer de que esse é um produto de alto luxo e que vale, de fato, os quase US$1.500 cobrados.

ASPECTOS TÉCNICOS E FUNCIONALIDADES

Como o N90Q é construído ao redor de uma sofisticada eletrônica, é natural que a conexão mais indicada para seu uso seja a USB. Ele pode ser usado tanto com computadores quanto com smartphones Android com cabos USB-OTG. A AKG não diz, mas imagino que aparelhos iOS com o Camera Connection Kit também sejam capazes de lidar com ele. Dessa forma, ele atua como um sistema completo: DAC, DSP, amplificador e fone. Gosto bastante dessa proposta, visto que é um pacote completo. Não é necessário se preocupar com outros equipamentos com esse fone.

Você pode estar se perguntando se ele não ficaria melhor se ligado a um sofisticado sistema de mesa, mas em suma, a resposta é não, e há um motivo simples: esse AKG não pode ser usado passivamente. Isso significa que ele deve estar ligado para que funcione, e toda a sua eletrônica está sempre ativa. Logo, quando você o liga a alguma coisa por meio de alguma conexão analógica, como os cabos para smartphones, o sinal não vai diretamente para os alto-falantes. Ele é enviado para um ADC (conversor analógico-digital) que o converte num sinal digital, que é então processado pelo DSP, convertido pelo DAC, enviado ao amplificador e aí sim chega aos alto-falantes.

Portanto, é possível conectá-lo analogicamente, mas não recomendado porque isso irá adicionar um passo a mais que é um tanto artificial. Nada que trará um efeito notável, mas certamente um esquema que desvia do ideal.

Geralmente, a necessidade de o fone estar sempre ligado é um belo inconveniente, mas tendo em vista que em média a do N90Q dura 12 horas e que há duas formas inclusas no pacote de carregá-lo sem precisar de uma tomada, isso é amenizado. O que me incomoda é que, estranhamente (isso eu ainda não consegui entender), esse fone possui cancelamento ativo de ruídos, e essa função não pode ser desativada (!). Pessoalmente, não gosto de noise-cancelling porque sinto uma desagradável sensação de pressão na cabeça, ainda que isso diminua com música tocando. Independente disso, é um circuito bem implementado, que traz bons resultados e, para os meus ouvidos, de maneira alguma compromete a qualidade de som do N90Q.

De toda forma, vamos ao que ele pode fazer: do lado esquerdo, há o botão de ligar e desligar, a entrada USB e P1 e um botão dourado. Esse botão possui duas funções: a primeira é navegar pelo Stage Control, que é como a AKG chama os modos do que é, basicamente, um controle de espacialidade/reverberação. Há o modo Standard, o 2.1 Studio e o 5.1 Surround Sound. Acho que esses nomes nos induzem a achar que o efeito é mais dramático do que é, mas ele é sim bastante notável.

A segunda é ativar a tecnologia TruNote. Na frente de cada alto-falante, há um microfone, e quando pressionamos esse botão dourado por 5 segundos, o N90Q emite uma série de ruídos e tons que são captados pelo microfone – e o processamento interno do fone então molda a sua resposta de acordo com o formato dos seus ouvidos, para que o resultado esteja mais próximo da Harman Target Response Curve. É o tipo da coisa que só é possível eletronicamente.

Além disso, há na parte externa da concha um botão giratório, que controla o volume do fone – e esse botão também existe no lado esquerdo, mas nele serve para controlar o Tone Control, que apresenta três tipos diferentes de sonoridade: um mais neutro e outros dois com incrementos gradativos de graves e agudos. Os efeitos são novamente sutis, mas notáveis.

Tanto no Tone Control quanto no Stage Control, a navegação é feita por sinais sonoros, que sinceramente não são tão inteligíveis. Demorei um pouquinho para entendê-los. Mas quando se entende, as alterações se tornam bastante fáceis e intuitivas.

O SOM

Mas nada disso importa se o som não estiver a par do que se espera de um fone de US$1.500. Em suma… está.

Sua sonoridade para os meus ouvidos é bastante natural, pendendo um pouco para um lado mais brilhante, com alguma agressividade e frontalidade. É muito aberto e detalhado, e seu equilíbrio tonal me lembra muito o do Sennheiser HD600 – o que, apesar de estarmos falando de um fone de uma categoria bem superior, é excelente. Consequentemente, assim como o alemão, trata-se de um fone que se encaixa bem em qualquer estilo musical.

Os graves têm bom impacto e presença. Para os meus ouvidos, são neutros quando o botão da esquerda está na posição neutra, e aumentam sensivelmente conforme o giramos. Gosto desse incremento, e em termos de qualidade os graves são um meio termo perfeito entre melodia e precisão (o ronco do baixo na Invernia, da Larissa Baq, é incrível) – porém, esse aumento dos graves é uma faca de dois gumes, porque não gosto muito do boost dos agudos. Por mais que eles ainda façam sentido dentro do espectro, acho que fica um pouco fatigante, principalmente em músicas com muita atividade (inclusive, em algumas situações, ele ressalta algum ruído de fundo). Em faixas mais calmas, não é algo que me incomoda.

Outra qualidade fantástica dos graves do N90Q é a extensão, que é incrível. A Big Boy, da Charlotte Cardin, é uma verdadeira porrada. Não é que os graves sejam exagerados – muito longe disso –, mas é um daqueles casos clássicos de graves que aparecem quando têm que aparecer. E eles vão muito mais abaixo do que o HD600 é capaz – há mais força e mais corpo. Também acho que são graves melhores que os do HD800, mas aqui a comparação é difícil, porque neste último, é como se fossem graves acústicos, enquanto no N90Q, eles parecem graves de estúdio. Pense na diferença entre o som de um contrabaixo acústico ao vivo e o de um contrabaixo elétrico ligado numa mesa e reproduzido por um belo par de monitores ativos. É outra pegada, por assim dizer.

Aliás, no modo 2.1 Studio e, principalmente, no 5.1 Surround, as baixas frequências aumentam – ou parecem aumentar, já que há mais espaço entre “nós” e os médios e agudos. Nesse último modo, principalmente, é interessantíssimo como eles apresentam uma característica de “sala”. É um efeito muito bem executado, e traz uma reverberação interessante que passa uma boa ideia do que é sentir esses graves no corpo, e não só nos ouvidos. Por mais que seja apenas uma ilusão psicoacústica, obviamente, nunca ouvi nada parecido.

E devido ao equilíbrio tonal mais neutro, os graves com corpo e a reverberação presente, no modo 5.1 e os graves e agudos no mínimo o N90Q se torna o fone mais próximo de um par de monitores ativos que já ouvi. É aquela sonoridade desenvolvida, com autoridade, corpo, força e incisão. Tudo tem muita segurança e assertividade.

Já nesse mesmo modo mas com os graves e agudos no máximo, o som se transforma e parece o de uma boate – sensacional para música eletrônica! Os graves ganham muita força, como a Drop the Poptart, do Deadmau5, deixa bem claro. E há uma ótima ambientalidade trazida pelo reverb. Ao mesmo tempo, devo dizer que o efeito me divide um pouco, porque em diversos casos ele me parece pouco natural – não é como em fones abertos, que de certa forma abrem um espaço que começa no fone… é como se o fone apresentasse uma câmara nele, mas essa câmara é grande e muito maior do que o normal. Vai muito além de qualquer fone fechado que eu já tenha ouvido, mas não é sempre natural.

Já os médios são muito naturais – mais abertos do que no Sennheiser HD600, com mais transparência, e em minha opinião mais naturais que os do HD800, que em comparação me soam aveludados e com um vale nos médios e pico nos médio-agudos. O N90Q tem essa região mais para a frente, sendo mais próximo do que chamo de neutro, e por incrível que pareça, me revela mais da música. Sinto que, em relação ao HD800, estou ouvindo mais, devido a uma maior linearidade dos médios até os agudos.

Ao lado do BeoPlay H6

Como já dito, a espacialidade vai muito além do que se espera de um fone fechado – mas, comparado ao HD800, não há como competir. É a espacialidade natural do alemão vs. a artificial do Austríaco. Ao mesmo tempo, o AKG é capaz de injetar essa sensação espacial onde ela de certa forma não existe, porque se o Sennheiser busca reproduzir o que está na mídia de forma isenta (logo, se não houver espacialidade ali, ela não será criada), o N90Q parece, ao menos nos modos 2.1 e 5.1, tentar imitar um sistema de caixas numa sala. E essa sala apresenta uma espacialidade clara.

Já os agudos são bons, e apresentam ótimo timbre, principalmente com o controle da esquerda no mínimo. Ao mesmo tempo, acho que eles poderiam ser mais limpos, como no Sennheiser HD800. Mas, sem dúvida alguma, são superiores ao que ouço do HD600. Com o boost, para os meus ouvidos, eles começam a incomodar um pouquinho em algumas situações. O resultado é coerente, mas acho que fica ligeiramente mais agressivo do que deveria. Na Talk Talk, da Charlotte Cardin, é demais. É um pouco como o HD800, apesar de este último ter mais presença na região baixa dos agudos.

CONCLUSÕES

O AKG N90Q me divide um pouco. Explico: ele é o melhor fone fechado que já usei. Mas fones fechados, principalmente os que (como parece ser o caso aqui) têm alguma intenção de ser usados de forma portátil, inclusive com cancelamento ativo de ruídos, apresentam comprometimentos. E, de fato, o N90Q não é perfeito, tanto fisicamente quanto em termos sonoros.

Se o que você busca é puro desempenho, talvez existam opções melhores em sua faixa de preço, apesar de, em diversos aspectos, esse AKG ser diferente de tudo o que já ouvi – como disse, nunca testei um fone que me lembra um par de monitores ativos como ele. É um fone que em geral é bastante neutro, mas pode ter sua sonoridade ligeiramente alterada de diversas formas, que se adequam mais ou menos a uma maior gama de estilos musicais. O principal é que em nenhum momento o considerei inadequado, como ocorre com o HD800, por exemplo. Nesse aspecto, ele está muito mais próximo da universalidade do fenomenal HD600.

Mas, acima de qualquer coisa, o N90Q representa uma mudança de paradigma. Uma nova possível direção no mundo dos fones. Mais de uma vez já ouvi como uma boa eletrônica é capaz de fazer milagres num par de caixas de som, e é muito bom saber que isso está, finalmente, chegando ao mundo dos fones.

Gostei muito do N90Q – é um fone fantástico. Mas gostei mais ainda do que ele representa. E estou muito ansioso pelo que está por vir.

 

AKG N90Q – R$4.999,00/US$1.450,00

  • Driver dinâmico único
  • Sensibilidade (1 mW): 110 dB SPL/mV
  • Impedância (1kHz): 32Ω
  • Resposta de Frequências: 10Hz-30kHz

 

Obs: Os equipamentos associados são irrelevantes, visto que o N90Q é um sistema completo.

18 Comments
0
  • Thiago A.

    Mais uma bela resenha Léo, parabéns! E quanto ao produto, me parece ser um fone muito bom, mas o preço é proibitivo como de costume.

  • João Pedro Montagna

    Top Léo !!

    • João Pedro Montagna

      kkk as entrelinhas:
      Obs: Os equipamentos associados são irrelevantes, visto que o N90Q é um sistema completo.

    • Valeu, João!

      Mas não tem nada nas entrelinhas nesse caso não, é só que, de fato, não tem muito porque listar os outros equipamentos porque com o N90Q eles não fazem diferença 🙂

      • João Pedro Montagna

        Esse é o ponto.. !

  • Ronald

    Excelente Leo! Grande abraço !

  • Eliezer Sarmento Dos Santos

    Show parabéns

  • Jeferson Diogo

    Vim do review do Audio Technica Ath-m50x e quero saber se ele ainda é um dos melhores pela faixa de preço, busco algo exatamente como esse fone, divertido, e de boa qualidade, pois será meu primeiro equipamento e vou usar pra tudo. Nesse limite de preço (vou pedir pra minha irmã mandar do japão, e não pode ser algo tão caro, como a empresa é de lá deve ser um produto mais barato) ainda é a melhor opção para meu uso ? / E vou sentir diferença grande por ouvir em smartphone ou compensa um player dedicado barato, como o sansa clip ? Desculpa pela pergunta longa, estou acompanhando o site a um tempo e é ótimo, parabéns!!

    • Oi Jeferson, obrigado!

      É um dos melhores fones disponíveis em sua faixa de preço sim – e não há necessidade de amplificação dedicada.

      Um abraço!

  • Aluisio

    Excelente artigo!! Leonardo, você acha que a médio prazo (5-7 anos), as marcas consagradas pensam em ter sua própria assinatura, decretando uma “guerra” aos sistemas de som no seguimento High End?

    • Obrigado, Aluisio!

      Mas como assim ter uma própria assinatura declarando guerra aos sistemas de som? Acho que não entendi!

      Um abraço!

  • Nicolas Kim

    Não se acham reviews como esse em português pela internet, parabéns. O bom desse modelo é que consegue se encaixar em um espectro amplo de estilos musicais e de usuários, já que por serem ativos, vão responder tecnicamente da mesma forma com qualquer fonte. E dessa forma, justifica mais o preço do que pagar o mesmo valor em fones passivos, para a maioria das pessoas.

    • Obrigado, Nicolas!

      Assim, acho que o fato de ele sempre responder basicamente da mesma forma independente da fonte faz com que ele seja interessante pra quem não quer se preocupar com um sistema, mas não acho que isso faça com que ele seja igualmente bom para qualquer gênero musical – afinal, isso só garante que sua assinatura sonora será sempre a mesma, e existem estilos para os quais outros fones podem ser mais interessantes!

      • Nicolas Kim

        Me empolguei um pouco com eles porque aqueles ajustes eletrônicos dele como calibragem automática TruNote (como se fosse um mini Audyssey MultEQ) e o Tone Control (um Loudness ajustável) são features que me agradariam muito!