Para onde vamos?

Não faz tanto tempo assim desde que entrei de cabeça nesse hobby. Tinha 17 anos quando ganhei um Shure SE530 de aniversário, então ano que vem serão exatos 10 anos. Mas como as coisas mudaram…

Sob alguns aspectos, o mundo dos fones de ouvido está irreconhecível. Naquela época, os melhores headphones disponíveis no mercado, fora os exóticos Stax e um ou outro ponto fora da curva, como o Grado GS1000, custavam no máximo 500 dólares. O mesmo acontecia com os in-ears, que não passavam dessa marca, exceto pelos personalizados – e mesmo estes não custavam mais do que mil e poucos dólares.

Hoje, para começarmos a falar em topo de linha, já estamos no dobro desse valor. E parece que a cada ano que passa o teto sobe mais. E, veja, não estou falando de fones one-off, estado da arte, como Sennheiser Orpheus ou Sony Qualia… e sim de equipamentos de prateleira. Veja por exemplo a Audez’e e a HiFiMAN. A primeira lançou em 2010 o LCD-2, por US$995 que logo passou por algumas revisões, e já em 2011 era introduzido um novo topo de linha, o LCD-3, por quase o dobro do preço, US$1.995 – mas, de acordo com boa parte dos entusiastas, as diferenças entre ambos é sensível. Em 2015 foi lançado o LCD-4 por (adivinhem!) US$3.995.

HiFiMAN HE1000

Já a fabricante chinesa foi bastante frenética com seus primeiros lançamentos, e foi um pouco difícil entender o posicionamento de seus modelos em sua linha. Ela finalmente pareceu se entender quando ficou com o HE300, o HE400, o HE500 e o HE6 – este último custando US$1.299. Em 2015 era lançado seu novo topo de linha, o HE1000, por US$2,999. Mas pouco mais de um ano depois já foi lançada uma versão atualizada, a HE1000V2 e um outro planar-magnético ainda mais sofisticado, o Edition 6, por US$5.999. Além disso, a marca também introduziu um novo eletrostático acompanhado de um energizer por (pasmem) 50 mil dólares – apesar de apresentar a mesma construção de plástico que imita madeira do HE1000.

Outro exemplo do que parece ser um teste de quanto o mercado aceita pagar por produtos é a Astell&Kern. É uma marca de luxo da iRiver que pegou carona na onda dos players high-end com o medíocre AK100, lançado em 2013 por US$699. Vou pular o que aconteceu pelo caminho, mas basta dizer que a marca hoje vende seu player mais caro, o AK380 Copper, por US$3.999.

Entendo, é lógico, que melhor desempenho custa mais caro. Mas isso está fazendo sentido? Já tendo ouvido equipamentos de todos os tipos e faixas de preço, sinceramente, acho que separar o joio do trigo está ficando cada vez mais difícil. Existem sim equipamentos que são muito caros porque o custo é alto e há muita engenharia e P&D por trás – um exemplo disso para mim é o Sennheiser HD800, que levou fones dinâmicos a um patamar nunca antes alcançado numa série de aspectos. Ou então o Stax SR-Omega, feito por uma pequena fabricante japonesa com o melhor do que havia disponível à época.

McIntosh MHA100

Mas tenho a impressão de que muitas fabricantes aumentam o preço numa proporção descabida simplesmente porque podem (a clássica “se tem quem pague…”), e porque há uma verdadeira indústria baseada em fóruns e sites de avaliações que alimentam esse mercado, justificando o que não pode muito bem ser justificado. Também acredito haver casos em que coloca-se uma eletrônica medíocre dentro de cascas luxuosas e cobra-se como se todo o aparelho fosse exorbitante.

Até há alguns anos atrás, o mercado de fones era muito diferente do de caixas de som porque parecia estar imune a estes problemas. As pessoas pareciam ser guiadas por desempenho. Hoje, o vejo da mesma forma: repleto de fabricantes querendo tirar vantagem dos hobbistas, ajudados por sites que ajudam a perpetuar a ideia de que o mais caro é sempre melhor. Sinceramente, a cada lançamento que vejo a um preço de outro planeta com avaliações positivas intermináveis, tenho ficado mais cansado disso.

Eu, pessoalmente, tenho seguido o caminho inverso. Hoje, o fone que mais uso é meu BeoPlay H6. Vendi o Sennheiser HD800, o HD600, o Audio-Technica W3000ANV e o JH Audio Roxanne. Pretendo comprar um Focal Elear – afinal ainda considero seu preço justo para o que ele parece trazer – e um DUNU DN-2000. Do que tinha antes, vou manter apenas o Grado HP1000. E até meu sistema de mesa vai embora, dando lugar a um bom tudo-em-um como um Oppo HA-1 ou até mesmo um Marantz HD-DAC1.

E tenho certeza de que vou aproveitar minhas músicas mais do que nunca.

41 Comments
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  • Thiago A.

    Mais um belo artigo Leonardo, concordo com cada linha, esse mundo de equipamentos hi-ends está cada vez com preços mais exorbitantes e absurdos, ainda mais aqui no Brasil que tem um dos maiores juros do mundo. Às vezes penso em fazer um upgrade no meu equipamento, mas quando vejo os preços me desanimo totalmente, vou ficar com meu Sony HDR-1R enquanto puder e quando pintar algo que realmente valha a pena por um preço justo eu troco. Ficar nesse hobby está cada vez mais difícil e caro.

    • Pois é, Thiago… mas acho que tem solução, afinal é uma questão de separar o joio do trigo – existem muitos equipamentos que têm preço justo, mas infelizmente é cada vez mais difícil identificá-los!

  • jjaguar

    Estou no hobby há pouco tempo, mas rapidamente aprendi que o que nos faz curtir a música (ou outro sons: filmes, videos) é a capacidade de nos desprender de certos purismos. Por isso sou partidário do bom custo X benefício. Leio muita coisa, compro os baratos, e, raramente me arrependo. Como tenho baixo poder aquisitivo (professor no Brasil, já sabe, né?), não vou deixar de curtir um bom som por que não posso ter um aparelho mais caro. Fico na faixa dos 250 dólares/1000 reais e não tenho do que reclamar. Agora, o famigerado custo Brasil realmente atrapalha um bocado quem gosta de áudio por aqui.
    Abraços!!!

    • Pois é, jjaguar!

      Eu já percebi que me contento com o “simples” mid-fi! Pra mim, já está de bom tamanho. E não sinto mais aquela pressão do upgrade como sentia antigamente!

  • Aluisio

    Mas que Artigo! Como aspirante a entusiasta (pelo financeiro principalmente, haha), vejo uma certa “obscuridade” em relação ao quanto é bom determinado produto e o seu preço. Ano passado iniciei o hobby, e sei que pra se ter uma boa qualidade requer um bom gasto(ou seja, longe disso estou e agora tou num 668b da vida). Percebi uma falta da “quantificação” desses fones mais de entrada (compará-los com os mids atuais ao menos). A experiência sonora é pessoal, óbvio, mas não deixa de ser comparável, afinal compramos muitas vezes pela análise de alguém.

    • Olá Aluisio, muito obrigado!

      O maior problema é que no mundo do áudio, o subjetivismo é quem dá a última palavra – afinal, mesmo se, em termos de medições, o equipamento X for melhor que o Y, de nada adianta se nosso ouvido preferir o Y. O problema é que essa realidade se torna terreno fértil pra muito obscurantismo, falsa ciência e mais muita coisa que vemos por aí…

      Abraço!

  • Coliformes

    Leo, vim pedir uma sugestão de fone in ear, ano passado eu comprei um Ath m50x, ele é bom, mas os graves são meio cansativos para mim, embora em filmes e jogos eles ficam legais. Eu ouço Power metal, folk, instrumental e acústicos principalmente, não consigo gostar de eletrônica e rap, já que o que não gostei do m50x foi os graves, essa vez quero um in ear mais focado nos agudos/médios, vou comprar no Canadá, algo em torno de 100 dólares.
    Obrigado pelo site, é um dos melhores.

    • Olá Coliformes,

      Eu ando muito por fora do mundo dos in-ears atualmente, e por isso fico um pouco receoso em fazer uma indicação assim… eu daria uma olhada na lista do ljokerl, do The Headphone List.

      Um abraço!

  • Rafael Lopes

    Acredito que o pessoal gosta de ser enganado e acha vantagem em comprar esses equipamentos com preços absurdos e sem sentido. Parei de querer entender e questionar isso, se a pessoa é feliz dessa forma o negócio é correr atrás de fazer o seu e quem sabe (como empresário) aproveitar essa “onda”.

    Está no mesmo caminho dos cabos, quando chegarem no limite aparecerá outra coisa.

    • Pois é, Rafael!

      Agora, na maior parte do tempo, fico (muito) feliz com meu “simples” BeoPlay H6. E não curto menos música por isso!

  • Willians Boves

    Diante o exposto, seu trabalho é louvável no sentido de fornecer informações imparciais acerca dos pontos fortes e fracos de equipamento que seja. Esclarecer que, para certos casos, um fone de US$ 100,00 faz mais do que um de US$ 1.000,00. Por aqui é possível encontrar as mais variadas soluções para os mais variados orçamentos. Evita que, alguém como eu, que houve rock clássico na maior parte do tempo, desavisadamente, adquirisse algo como um HD800 que, por melhor (e mais caro) que seja, é muito menos capaz que fones de um décimo de seu valor.

    Você citou o BeoPlay H6. É um fone que está disponível no mercado brasileiro. Um pouco salgado no preço, ok, mas será que cabe um review?

    • Obrigado, Willians! Concordo – não é à toa que tenho um Superlux HD681 em minha coleção.

      Sobre o H6, é um excelente fone, mas se comprado no exterior. Aqui, até onde sei, ele custa R$4.000, e por esse preço não chega perto de valer a pena.

      Com certeza cabe um review, mas é que o que tenho é o de primeira geração, que aparentemente é diferente do de segunda. Por isso, não faço uma avaliação! Afinal, já está defasado.

      Um abraço!

      • Willians Boves

        Entendido quanto ao H6.
        De fato, é preciso discernimento para adequar as nossas necessidades àquilo que há disponível no mercado. Sobretudo se não temos dinheiro sobrando… Caso contrário, é simples: o Orpheus está aí para quem possa pagar. E para quem não se incomode como o valor, a experiência sonora deverá ser algo incrível. Não que justifique os US$ 50.000,00, friamente falando.
        Eu mesmo estou com o HD700 que é ótimo com boas gravações. E só. E não paguei mil dólares. E tenho o Grado SR80 que cobre o repertório não tão bem gravado assim e custa 1/10 do HD700. Pretendo incrementar o sistema, especializá-lo, mas de modo economicamente viável. De resto, um bom Marantz HD-DAC 1 e uns transportes decentes. E curto bastante…

  • Alexandre Favero

    Tenho um H6 tambem e vc não sabe o quanto queria um review teu, mano!!! rss.. Hoje, é meu fone number one também. Um fechado que me abriu os ouvidos. E os olhos também. Abs!

    • Opa, não sabia cara! O teu é geração 1 ou 2? Eu só não faço review do meu porque ele é geração 1, e já tem um mais novo… aí ficaria um review meio sem sentido. Mas gosto MUITO do fone!

      Abraço!

  • HyperKnight

    Wow! Gostei do artigo. Me incomoda o fato de equipamentos de audio high-end estarem com preços exorbitantes, pois acho que afeta também os preços dos headphones em faixas de preços menores. Só espero que não comecem a subir a faixa de preço dos heaphones mid-end, porque se isso acontecer, não irei mais seguir este hobby.

    • Exatamente, HyperKnight. Hoje os fones mid-fi custam mil dólares! Claro que ainda dá pra encontrar produtos com uma boa relação custo x benefício, mas ainda assim, é ruim saber que esses muitas vezes têm o preço que têm simplesmente por posicionamento.

      O maior exemplo disso é o Sennheiser HD700. Foi lançado a US$999 se não me engano, porque estava, na linha da Sennheiser, entre o HD650 (US$400) e o HD800 (US$1.500). E aí o que aconteceu foi que o fone não foi bem recebido, e foi alvo de muitas críticas. Resultado? Ele agora custa R$423,50, tanto com a própria Sennheiser quanto com revendedores oficiais.

      Isso mostra quanta gordura havia pra queimar em seu preço original, afinal a US$420 eles certamente ainda têm lucro. Só custava US$999 porque as pessoas iriam comprar e porque faz mais sentido na linha da marca.

      • HyperKnight

        E isso continua acontecendo, pois lançaram o HD800S em 2016 e ele custa quase US$ 1.700,00, e o HD800 baixou para US$ 995,00.
        E gostaria de ouvir sua opinião se isso acontece também com os Dac’s e Amp’s, por que não tenho acompanhado os preços destes, e estou começando a procurar um Dac/Amp, e seu artigo me serviu como alerta de certa forma.

  • Marcelo

    Não me causa surpresa essa explosão nos preços , aliás , acredito que tenha até demorado a acontecer e a triste constatação é que ,assim como no estéreo , o céu é o limite. Afinal ,qual o problema de pagar esse preço num fone se tem gente pagando isso num cabo de força ?

    É um setor que abre margem a “alegações extraordinárias ” desacompanhadas das ” provas extraordinárias “. As últimas são facilmente substituíveis por palavras de ditos especialistas que recebem equipamentos e dinheiro do próprio fabricante e não é de se estranhar que a lista de adjetivos cresça a medida que valor do produto suba. Qualquer resquício de senso crítico costuma ser ostensivamente moderada nos fóruns ditos “abertos”. E deixo aqui meus parabéns ao Leonardo por deixar o MTH livre desse mal ,sendo um dos poucos. Musica é arte , mas áudio é ciência e aonde tiver um “bobo” chorando sempre vai haver muitos “espertos ” vendendo lenço.

    • Marcelo, não poderia ter colocado de forma melhor. Penso exatamente da mesma forma. E a frase do Sagan sempre fica ecoando nos ouvidos 😉

  • Paulo Vinícius

    Mestre Leo!, Primeiramente te devo desculpas, fiquei com vergonha de expressar minha admiração, por ja acompanhar o site a algum tempo e nunca ter escrito nada, acabei me apresentando como novato, e sou de certa forma, me cadastrei realmente a pouco tempo, mas ja acompanho o site a um bom tempo e vc sempre é tão gente boa respondendo a galera que me senti constrangido em não desabafar. Quero primeiramente te parabenizar por esse excelente artigo, tenho 23 anos e estou completamente encantado pelo mundo da audiophilia, já fui um AudioFóbico totalmente incrédulo sobre a relação Custo X Beneficio, mas vc meu amigo conseguio me converter, hoje sei que existem phones que valem o preço, mesmo em terras Tupiniquins. Já te companho a um tempo mas nunca tive coragem de escrever nada, Achei utópico o seu projeto no Momento Pitch, nunca imaginei que o Brasil(brasileiro) que é extremamente avesso a tecnologia nacional fosse comprar a ideia e muito menos apoiar, e pela primeira vez você meu amigo, me surpreendeu, finquei muito feliz quando soube da sua vitoria! desde então leio os seus artigos, e sempre fico ansioso pelas próximas analises, no decorrer do tempo ja me flagrei varias vezes repetindo as suas palavras e fazendo as suas indicações, sei que sou muito jovem e inexperiente, mas amo musica, amo o som e suas particularidas e hoje pra mim você é a maior autoridade a nível nacional sobre esse Hobby incrível, não indico nem opino nada sem antes dar uma revisada nos seus artigos, até os mais polêmicos, como por o exemplo o analise do AKG K1000 (um dos meus artigos favoritos já ri e me angustie muito lendo ele), o que mais admiro é a sua honestidade e imparcialidade e quando me die conta a sua palavra ja era lei, difícil encontrar essas qualidades hoje em dia e vejo o seu esfoço pra mantelas intactas, mesmo quando anda em cascas de ovos. sei que Aqui talvez não seja o espaço, Pra te Fazer esse pedido mas ja que nunca te pedi nada e sou um GRANDE FÃ e ALUNO vou fazer um pedido muito especial, Pelo AMOR de DEUS faça uma analise NINJA do KUBA DISCO, ja to com o dinheiro em mãos, economizado a duras penas! Só falta isso, você usa o Fone? Você gosta? Aprova ou aceita? não me importa muito os defeitos vou comprar de qualquer forma e vou indicar tbm, todos tem algum defeito até o orpheus 2 deve ter os seus! mas preciso saber… pela primeira vez na vida o que estarei comprando de VERDADE. Sei que esse dever ser o teste mais insano de Etica que teria que exercitar, mas acredito segamente na sua imparcialidade, e preciso da sua opinião, des de que comessei a te acompanhar nunca mais comprei nada nem indiquei nada sem ela. Abraços amigo, vc é meu HEROI. Aguardo esse artigo FODÁSTICO!!!

    • Olá Paulo, muitíssimo obrigado pelas palavras! Fico muito feliz que vc goste do meu trabalho 🙂

      Mas esse é um caso em que infelizmente não posso me manifestar… apesar de eu ter confiança de que faria uma análise bastante justa (afinal sou designer, então muito crítico por natureza, quanto mais do que eu mesmo fiz), dificilmente minha opinião seria vista dessa forma! Então acho que isso poderia acabar sendo prejudicial tanto para o site quanto para a marca…

      Ainda estamos fazendo alguns pequenos ajustes no produto – por isso a entrega será feita apenas no final do primeiro trimestre, mas estamos com alguns protótipos e tenho usado bastante. Mas, resumidamente, ele é um portátil, meio termo entre um on-ear e um over-ear, e apresenta uma sonoridade mais energética – ou seja, não prioriza muito a neutralidade, apesar de ainda ser equilibrado.

      Quando ele for de fato lançado, pretendemos enviar para alguns lugares para que eles possam fazer suas avaliações 🙂

      Qualquer outra dúvida, é só falar!

      Um grande abraço!

      • paulo vinicius

        Mestre Leo! poderia me explicar as características de sonoridade mais energética e quais os estilos de musica mais agradáveis a essa característica e como um futuro cliente tenho uma duvida, se você pudesse compara-lo a algum outro fone, qual ou quais os fones que mais se aproximam do Kuba. Abraços meu amigo!

        • Então Paulo, uma sonoridade mais energética é aquela que está mais preocupada em divertir, então apresenta algumas faixas de frequência incrementadas, por assim dizer. Por exemplo, no caso do Disco, os médios e os agudos são mais para a frente, com “pegada”, entende? Já os graves são variáveis. É o oposto da sonoridade “relaxada” de um Sennheiser HD598 por exemplo.

          Ainda vamos fazer algumas pequenas melhorias na parte acústica antes da entrega dos fones, mas ele lembra um pouco um Sennheiser HD 25-1 II com uma grande quantidade a mais de médios e graves mais soltos e melodiosos. É igualmente “compacto” e vigoroso. Acho que essa é a melhor forma que encontro de descrevê-lo!

          Um abraço!

  • xXShakeXx

    Interessante, tenho a mesma idade que vc e comecei +/- na mesma época. Não passei por tantos modelos como vc passou mas posso citar alguns dos mais conhecidos: AD700, HE-400, HD 598, M50, Fidelio X2 e HD800. Hoje não uso nenhum desses e sim um simples HyperX Cloud Core 1 (também fechado) que custa apenas uma pequena fração destes acima. E para mim, neste momento, é tudo o que procurava.

    • xXShakeXx, que bom! Se vc se satisfaz mais com o HyperX, ótimo! É o que conta. Muitos audiófilos vão ter muito mais do que isso e nunca ficar satisfeitos.

      • Needy Nidi

        Xxsharake…adquiri a dois meses um sony mdr10r..perfeito em tudo,grave firme,sem muito medio grave pra incomodar,medios e agudos excelentes…palco grande to adorando o fone vai ser difícil sair dele..conforto então um dos melhores. …abraços

  • ochateador

    Parece que o mundo do áudio vai entrar na mesma espiral que o mundo da informática.
    Onde existe diversos equipamentos caríssimos (aka, assinatura de produto GAyMER) que só oferece uma embalagem diferente, mas o conteúdo é o mesmo de um produto que custa 5% do valor.

    Como exemplo, deixo um bem tosco aqui.
    Quando preciso comprar mouse para a empresa que eu trabalho, eu escolho um modelo que nunca custou mais que R$ 35,00 e que dura no mínimo 2 anos nas mãos dos usuários. Sempre que precisei (ou fui obrigado a) comprar outro modelo que sempre custa mais caro, os mouses nunca duram mais do que 6 meses…

  • fga

    Qual seria um bom fone para quem tem pouco dinheiro para gastar?
    O mundo está ficando louco com esses preços loucos, e não e só nos fones não.

    • Olá fga,

      Isso depende muito do que vc considera “pouco” 🙂

      Pode ser desde um Superlux HD681 ou Edifier H840, um Audio-Technica M50X, um Beyerdynamic DT770 Pro um Sennheiser HD600!

      Um abraço!

      • fga

        O pouco seria na faixa dos 500,00 reais.

  • Thiago

    Primeiramente parabéns pelo texto e atitude. Já ouvi outras pessoas se queixando dos preços, mas ninguém disposto a se desfazer dos seus fones, amps e dacs caríssimos.
    minha pergunta é, porque passar o Roxanne pra frente?
    Pergunto porque desde de que roubaram meu JH16Pro, nunca consegui usar um fone que me agradasse.
    Depois de ver alguns reviews, inclusive um seu, tomei coragem de comprar um Roxanne.
    Sei dá ótima avaliação da UM, mas não quero mais arriscar. Como já tive um JH audio sei que a probabilidade de não gostar é baixa.
    Com relação ao HD800, pouco uso, mas não me desfaço, nem vou tentar me justificar, afinal não faz sentido manter o que pouco usamos.
    Hoje eu sei que preciso de 1 ou dois fones in ears, um com fio para ouvir em casa em viagens e um sem fio exclusivo para andar de bicicleta. Aqui entra o motivo do texto, eu gostaria de sugerir um post sobre in-ears sem fio com fator diversão em primeiro lugar.
    Há anos já passei da faze de buscar a neutralidade maxima, algo que já supri com o HD800 e não preciso ir além disso.
    Agora busco um sem fio para andar de bicicleta, malhar com celular ou player no bolso, algo pratico e com baixos envolventes, boa duração de bateria…
    ps fiquei um bom tempo testando o BO H6, H7 e H8 e não gostei. Já o Parrot me arrependo de não te-lo comprado, que fone sensacional.

    • Opa, muito obrigado Thiago!

      Rapaz, a questão é que o desconforto que tenho com os custom (eu mesmo fiz o refit do Roxanne, então não era defeito nisso) fazia com que eu não conseguisse usá-lo mais mais de 1 hora, e sendo sincero, as situações em que eu usava não justificavam algo daquele preço. Hoje sou bem mais feliz com meu BeoPlay H6 e, agora, com o DUNU DN-2000.

      Com relação a esses in-ears sem fio, já pude testar dois! O Jarv NMotion e o Jaybird X2 – que achei incrível. Pra esse uso, é o que recomendaria. Adoraria fazer um texto mais abrangente sobre esse tipo de fone, mas é difícil ter acesso a eles por aqui…

      Um abração!

  • Diego Torres

    Léo,

    Durante muitos anos (desde 2012, creio eu) li vários de seus relatos. Sempre houve, neles, suas declarações de amor ao HD600 e hoje me surpreendo sabendo que você o vendeu. Posso perguntar o porquê? Acredita que o Dunu Dn2000 supre a falta do HD600?

    • Então Diego, é difícil explicar… o DN2000 certamente não supre a falta do HD600. É que, sinceramente, tenho escutado cada vez menos os meus fones, usando muito mais as caixas de som. Por isso, aliás, vendi as B&W MM-1 e tô querendo pegar, em breve, um par de JBL ativas.

      Quando estou ouvindo fones, fico bem satisfeito com o BeoPlay H6, que uso tanto em casa quanto na rua. Só de vez em quando acabo tendo a “ânsia” por algo realmente high-end, e não era esse o uso que eu fazia do HD600. E não sei, ando num momento em que estou querendo uma sonoridade mais forte e autoritária, e acho que só isso, hoje em dia, me satisfaria. Por isso encomendei um Focal Elear, que já está a caminho.

      Aí meu set vai ser:
      – Focal Elear (headphone high-end mesmo)
      – BeoPlay H6 (portátil)
      – Dunu DN2000 (in-ear)

      Também vou manter o Superlux HD681, porque é muito barato, então não tem muito por que vender, e o Grado HP1000 porque não tenho coragem hahaha

      É isso!

      • Julio da Gaita

        valeu pelas dicas de set! .)

  • Henrique Accioly

    Parabéns pelo excelente trabalho!