Philips Fidelio L2

INTRODUÇÃO

A Philips é uma marca geralmente associada a fones de ouvido mais baratos, mas recentemente a fabricante holandesa aumentou as apostas com sua linha Fidelio. Não são fones incrivelmente sofisticados, mas miram no mercado entusiasta com uma proposta de alto desempenho e estética luxuosa a um preço honesto.

Já tive o prazer de testar o X2 e encontrei nele o que é com facilidade um dos melhores fones disponíveis abaixo dos 500 dólares, e também já pude ouvir, brevemente, o L1. Esse, um pequeno circunaural portátil (abaixo dele ainda há o M1, um supra-auricular), não me impressionou tanto por apresentar o que via como uma sonoridade mais “hi-fi”, por assim dizer – algo como um Bose –, apesar de ser realmente bonito e bem construído.

Philips Fidelio L1

Philips Fidelio L1

Desde então, houve uma atualização na linha e foi lançado o L2, seu sucessor. Ainda é um pequeno circunaural, mas foram feitas diversas melhorias, especialmente em termos de construção. O preço de tabela é 300 dólares, mas como costuma ocorrer com a marca, nas ruas é possível encontrá-lo por muito menos. Hoje, nos Estados Unidos, o L2 pode ser encontrado por aproximadamente 180 dólares.

Mas é aqui que as coisas ficam interessantes: apesar de no Brasil o preço oficial do modelo ser R$1.200 – ou seja, até menos que os 300 dólares do preço de tabela indicariam –, por alguns curtos períodos de tempo é possível encontrá-lo aqui por R$460, especificamente na KaBuM! (reitero que não tenho vínculos com qualquer marca ou loja). Isso mesmo: seu preço de rua por vezes é menor aqui do que nos Estados Unidos. Não faço ideia de como isso é possível, mas é algo que está acontecendo há algum tempo. Aparentemente, não se trata de uma queima de estoque, e sim da venda de pequenos lotes que vêm e vão.

Será a maior barganha do mercado de áudio no Brasil? É o que vamos ver.

 

ASPECTOS FÍSICOS

Esteticamente, considero o L2 bastante interessante. É um fone atraente, ergonomicamente bem resolvido e possui qualidade de construção acima da média mesmo em sua faixa de preço de tabela. Mas apesar de ter sido projetado com o uso portátil em mente, é relativamente grande – não pelo fato de ser circunaural, mas pelo seu próprio desenho. Tanto o Sony MDR-1R quanto o BeoPlay H6, em comparação, são bem mais compactos na cabeça e chamam menos a atenção. Além disso, curiosamente, é semi-aberto. Isso significa que as conchas possuem aberturas na parte traseira (aquela grade), mas a abertura não é total, como num Sennheiser HD600, por exemplo.

IMG_8206Ele é todo preto e cinza, com acentos em laranja, e há bastante metal em sua construção: tanto as conchas quanto a estrutura da alça que não é coberta por courino são feitos desse material. As espumas laterais também são revestidas por courino. E já aqui vai a minha primeira crítica ao L2: estamos no século XXI, e não é mais possível construir produtos sem responsabilidade ambiental. As almofadas do Fidelio não são removíveis e são de um tipo de courino que não parece que vai durar tanto. Em minha opinião, isso é absolutamente inaceitável – afinal, a durabilidade do fone será limitada pelas almofadas, que são provavelmente os componentes que sofrem o maior desgaste –, principalmente num fone cujo preço no exterior fica em torno de 180 dólares. Não há justificativa para isso.

Felizmente, porém, o cabo é removível e usa um conector P1 na parte do fone. Na caixa, estão inclusos dois cabos, ambos revestidos de tecido: um comum e outro com um microfone e controle remoto de um botão. Com ele, é possível apenas pausar, avançar a faixa e atender chamadas telefônicas.

O único outro acessório incluso na (simples) embalagem é um simples saquinho de tecido para transporte de veludo e um adaptador P2-P10.

Ao passo em que o Fidelio L2 é extremamente confortável – as almofadas circundam muito bem as orelhas, e não há pressão lateral ou superior significativa –, o isolamento definitivamente não é dos melhores. Essa característica deixa a desejar devido ao fato de o fone ser semi-aberto. No entanto, é um defeito de que o MDR-1R, que é fechado, também sofre. Já o Sennheiser Momentum, por exemplo, é muito superior aos dois nesse quesito.

 

O SOM

O Fidelio L2 me provoca reações mistas. Sob alguns aspectos, o considero um fone extremamente competente e muito divertido – mas, para os meus ouvidos, ele tem um defeito significativo que faz com que eu simplesmente não consiga apreciá-lo totalmente. Além disso, é importante ter em mente que é não é fácil avaliar um fone com uma disparidade tão grande entre os preços pelo qual podemos encontrá-lo, principalmente se o custo no exterior continua sendo alto. Sob qual parâmetro devo julgar seus defeitos e qualidade? Considerando o preço de rua comum (150 dólares ou 1.200 reais) ou o preço inacreditavelmente baixo pelo qual a KaBuM! o vende (460 reais) quando ele está em estoque? O que é mais justo?

IMG_8222Se fosse um fone que não apresentasse defeitos notáveis, seria mais fácil – afinal, em vários aspectos ele de fato se comporta como um fone de mil reais, e teríamos uma gigantesca barganha quando o encontramos por menos da metade disso. Mas em minha opinião há um problema sério nele, e com base em que preço julgo esse problema? Devo compará-lo com outros fones de 450 reais ou com aqueles com os quais ele deveria, em teoria, competir? São perguntas que tenho muita dificuldade em responder.

Terminados os questionamentos, vamos adiante, a começar pelo melhor: os graves. Eles definitivamente não são neutros, mas assim como alguns outros fones que testei recentemente – como o DUNU DN-2000 e o Superlux HD681 –, é um incremento muito de meu agrado, posicionado principalmente nos sub-graves. Consequentemente, a região tem peso e muita autoridade, e não há interferência significativa nos médios.

Para alguns gêneros que tenho escutado recentemente, como tipos mais calmos de música eletrônica que definitivamente não sei definir (alguns exemplos são a Fences, da Isabel; a Into Dimensions do grupo IRAH e a Tobyjug de Doc Daneeka e Abigail Wyles – coisas obscuras sensacionais que se descobre pelo Spotify), o resultado é fantástico. Há um peso muito bem colocado que, por algum motivo, me lembra em muito o que tenho com um bom sistema de caixas de som. É como se eles batessem no peito, e com vontade, mas sem passar a impressão de exagero. Para outros estilos, costumo gostar igualmente do resultado.

IMG_8224E em termos de qualidade, tenho muitos elogios. São graves consideravelmente musicais, com uma boa dose de gordura, mas novamente sem grandes excessos – entretanto, em algumas situações acho que a capacidade de detalhamento e texturização dessa região acabam sendo ligeiramente prejudicadas por essa gordura a mais. O característico ronco do Fodera do baixista Anthony Jackson na belíssima Spark do trio composto por ele, Hiromi Uehara e Simon Philipps, fica um pouquinho escondido no corpo dos graves. Nada que incomode, mas basta trocar para o HD600 (não que seja justo) ou para o BeoPlay H6 que todo o espectro e a complexidade dessa região se tornam mais claros e audíveis.

Ao subir no espectro, porém, é que surge o que é, a meu ver, o Calcanhar de Aquiles do L2: para os meus ouvidos, sua região média simplesmente não me soa natural. É muito difícil apontar para o problema com precisão, ou então colocar em palavras o que ouço, mas o que ocorre é que a grande maioria dos fones parece apresentar uma linha razoavelmente reta (ou, no mínimo, coerente) nos médios. E nesse Philips, não é isso que ouço.

É como se houvesse um pico no “meio” dos médios, seguido por um vale, e depois por um outro pico nos médio-agudos. Esse vale é bem perceptível, e então a sensação que tenho é que há um pedaço dos médios faltando – e ele, aliado ao pico nos médio-agudos, acaba gerando um resultado que vejo como muito pouco realista e natural. Vozes não soam como elas deveriam soar. É evidente que neutro absoluto não existe em fones de ouvido – por exemplo, considero tanto o Grado HP1000 quanto os Sennheisers HD600 e HD800 fones com a região média bastante neutra, ainda que eles sejam muito diferentes. A questão é que há coerência, e dentro da personalidade e dos objetivos de cada um, o que ouço é fidedigno e faz sentido. Com o Fidelio L2, tenho sempre a sensação de que há alguma coisa errada. Penso “essa voz/essa guitarra não é assim”.

IMG_8210E para piorar, o pico nos médio-agudos acaba gerando um resultado que em diversos casos é muito agressivo. Ouvir rock, por exemplo, apesar dos belíssimos graves do L2, pode causar fadiga. A Spoonman, do Soundgarden, não me soa nem um pouco agradável. Isso me deixa profundamente incomodado, principalmente porque essa é a marca que criou o Golden Ears Challenge e que possui, no último nível, uma seção dificílima chamada Timbres em que devemos, justamente, identificar alterações principalmente na região média – exatamente o que ouço com clareza aqui.

Ao mesmo tempo, devo observar que nem todas as pessoas são tão sensíveis a alterações timbrísticas na região média. Elas existem, e podem ser confirmadas no gráfico de resposta de frequência do L2 (que, no entanto, não me parece mostrar a real extensão do problema), mas para algumas pessoas, simplesmente não é algo que chama a atenção. É bem mais brando, por exemplo, do que carência nos graves ou excesso de agudos. Mas não é como eu, pessoalmente, ouço um fone. Naturalidade e coerência na região média é um pré-requisito para mim – e isso não é algo particularmente difícil de ser feito. A própria Philips tem no X2 um exemplo de o quão bons médios podem ser.

Além disso, existem estilos musicais em que essas alterações não exercem tanta influência. E, neles, o resultado proporcionado pelo L2 pode ser extremamente interessante e ir muito além do que geralmente se consegue por 500 reais. No entanto, tenho visto muitas pessoas perguntando como o L2 se compara ao X2 – em minha opinião, só esse defeito nos médios já é o suficiente para deixá-lo muito distante de seu irmão maior, que é um fone significativamente mais sofisticado e refinado em basicamente qualquer aspecto. Para mim, não há comparação.

IMG_8228Mas não tenho só críticas: algo que o Fidelio L2 faz muito bem é apresentar espacialidade. Não é algo que parece estar ligado somente ao fato de ele ser um fone semi-aberto, e sim uma característica em parte trazida justamente por essas alterações de timbre. Ele é sem dúvida alguma bastante espacial, e é capaz de projetar um palco sonoro com profundidade incomum em fones mesmo em sua faixa de preço de tabela. O Sony MDR-1R é bem mais restrito em todas as dimensões; o BeoPlay H6 é mais etéreo e mais horizontal, mas não tão profundo; e até o HD600 tem dificuldades em superar a profundidade apresentada pelo L2.

Já nos agudos, o Philips é competente: tem boa extensão e presença nas regiões mais altas. No entanto, o pico nos médio-agudos também prejudica o timbre dessa região, que novamente não me parece tão natural do que o que ouço, digamos, no HD600 ou no BeoPlay H6. Mas aqui não é um problema sério, e em termos gerais, eles são bem colocados em relação aos graves e, falando de forma abrangente, também aos médios.

 

CONCLUSÕES

Essa não é uma avaliação fácil. Tanto a disparidade entre o preço de tabela e o preço de mercado quanto a diferente forma com que cada pessoa valoriza determinadas características fazem com que seja difícil tirar conclusões devidamente objetivas.

IMG_8216A questão é que o Fidelio L2, sob diversos aspectos, é um fone interessantíssimo, mesmo se custasse R$1.200 em todos os lugares. Ele é atraente, muitíssimo bem construído (mas devo lembrar que as almofadas não removíveis são inadmissíveis), confortável, possui graves sensacionais, ótimo palco sonoro, com profundidade invejável, bons agudos, e é muito fácil de tocar. Mas seus médios, para os meus ouvidos, não são nada bons. Eles simplesmente são incapazes de me convencer. A todo tempo estou pensando “isso não é assim”, uma sensação da qual não consigo me livrar. Isso estraga toda a experiência.

Mas é necessário ter em mente que estamos falando de um fone que pode ser adquirido por R$460 reais. E por mais que esse seja um defeito em minha opinião bastante sério, por menos de 500 reais isso deve ser relativizado. Por mais que seja um problema do qual não consigo esquecer, é muito pouco dinheiro para um fone que entrega muito em vários outros quesitos. É uma questão de o quanto se valoriza cada característica. Para mim, carência de naturalidade nos médios é praticamente um dealbreaker. Mas, para você, pode não ser. A verdade é que, por mais estranho que isso pareça para mim, a maioria das pessoas simplesmente não nota essa característica.

E, nesse caso, o Fidelio L2 talvez se torne, sim, uma das maiores barganhas do mercado de áudio no Brasil.

 

Philips Fidelio L2 – de R$460 a R$1.200

  • Driver dinâmico único
  • Sensibilidade (1 mW): 105 dB SPL/V RMS
  • Impedância (1kHz): 16Ω
  • Resposta de Frequências: 6Hz-40kHz

 

Equipamentos Associados:

Portátil: Sony Xperia Z5, Oppo HA-2

Mesa: Mac Pro, Yulong D100, Yulong Sabre D18, HeadAmp GS-X

18 Comments
3
  • Danillo Gomes Santos

    Ótimo review, parabéns! Eu tenho um e depois de ler esse review eu descobri as coisas que eu estava achando estranho nele e não sabia o que era Hahaha
    Mesmo não tendo quase nenhuma experiência com fones, mas comparando a experiência que eu tive experimentando o sennheiser PXC 450 (que acredito nem ser um fone tão top) com ele, eu senti falta exatamente dessa naturalidade nos médios no L2 que você comentou, o que decepcionou um pouco e me faz querer comprar um outro fone para ter uma experiência melhor em alguns estilos musicais. Porém em todo resto ele é fantástico para mim e em fps ele é perfeito.
    Parabéns novamente pelo review!

    • Olá Danilo, obrigado!

      Pois é, os Sennheisers costumam ser muito bons nos médios, e é nisso que o L2 mais peca, infelizmente.

      Um abraço!

  • Frederico Veloso

    Fala Léo, tudo bem?!

    Acho que eu fui um dos usuários culpados por espalhar o Fidelio L2 no nosso grupo. Concordo que o calcanhar de Aquiles do L2 é a sua naturalidade. Os agudos, de início, tive problemas, depois de um tempo acho que o meu cérebro se acostumou e eles não me incomodavam mais.

    Um dos principais defeitos do Fidelio L1 era a impedância do seu cabo, que deixavam os graves soltos. Um amigo criou um novo cabo para o Fidelio L2, muito superior ao original, e disse que ele melhorou consideravelmente, dizendo este ser o calcanhar de Aquiles daquele. Eu não pude testar e sei muito bem do seu ceticismo com cabos, e concordo com você, mas seria interessante, se possível fazer estes testes no futuro. Excelente review!

    • Fred, copiando o que respondi no Facebook, pra os leitores daqui:

      “Então cara, eu sou cético com relação a cabos no sentido de que não acredito em nada esotérico – tipo Synergistic Research e coisas do tipo. Mas cabos têm parâmetros que podem ser medidos e que exercem influência significativa no resultado final. Impedância é um deles. Não dá pra não acreditar nisso! Tanto que o Fidelio L1 tinha esse problema no cabo, né… ele podia ser medido e a influência na resposta de frequência demonstrada.

      Mas, até onde sei, esse problema não existe no L2… e se existisse, o efeito não apareceria nos médios, que é a região que me incomoda nele. O “problema” do L2 certamente não está no cabo, e sim no próprio projeto do fone – drivers e interação dos drivers com as conchas.

      O que pode acontecer até é o contrário, vc achar um cabo com características bizarras mas que, por muita, mas muita sorte, acaba trazendo um resultado mais agradável. Lembro que uma vez testei um TWag com meu antigo JH13Pro e detestei, porque ele estragou o fone, principalmente nos médios. Mas vai que um cabo desses acaba melhorando o L2? Mas aí é questão de sorte, são meio que duas coisas “mal projetadas” que acabam criando uma interferência mágica aí que funciona. Mas eu, pessoalmente, não interpretaria isso como um caso de “o cabo do L2 é o problema e esse outro corrigiu”, entendeu?”

  • Phaedrus Exitium

    Show o review, Leonardo! Tinha feito um mini review no adrena sobre o L2, fico feliz que um craque como você “enxergou” pontos semelhantes. O médio é realmente o problema, o fone toca super bem, os agudos achei mais claros e mais presentes que o 598 por exemplo, mas as vozes em alguns momentos parecem ficar escondidas, baixas, dá uma sensação de angústia ouvir, nisso o 598 passa a frente, e claro o hd600 é até covardia. Como tu frisou no final, foi tbm a minha conclusão, por menos de 600 (o que dá pra achar no ML as vezes, já que a kabum nem sempre tem em estoque), esse fone é talvez a melhor compra aqui no BR, apesar da cagadinha nos médios.

    • Olá Phaedrus, obrigado!

      Pois é, depende muito da pessoa. Pra mim o HD598 dá couro no Fidelio porque valorizo demais naturalidade nos médios, sem isso basicamente não consigo ouvir o fone. Mas, pra quem não se importa tanto com isso, ele é uma opção fantástica.

      Um abraço!

  • Hélder Santana

    Excelente análise e excelente site… acabei de conhecer pelo seu post no adrena. Estou de olho nesse fone pra ver se volta o preço na Kabum.
    Quero fazer upgrade do meu HD681 que vem apresentando defeito (mal contato no cabo), e fiquei interessado nesse modelo da Philips.

    Uso basicamente pra jogos (mais FPS) e músicas… Vc indica alguma outra opção viável aí na faixa de R$500,00??

    Valeu

    • Olá Helder,

      Olha, talvez não tenha dado pra perceber, mas eu não gostei muito do L2… inclusive, prefiro o HD681, tenho um.

      Nessa faixa de preço, pra jogos, acho que ele continua sendo uma das melhores opções. Outra é o Audio-Technica AD700X, mas infelizmente ele não é lá muito bom pra música. Ou vc pode sacrificar um pouco de palco e procurar um AT M50 usado!

      Um abraço!

  • Rodrigo Cerqueira

    Quando estava saindo de linha era possível encontrar o L1 na faixa de 300 reais. Foi quando eu o comprei. E não me arrependi. O melhor fone possível nessa faixa de preço. Estranho que não tenha gostado. Imagino que o L2 por 400 reais seja bastante tentador tb. No mais, um belo review, como sempre. Parabéns.

    • Obrigado, Rodrigo! Mas pois é, não gostei dele, os médios simplesmente não me soam naturais – e seu gráfico de resposta de frequência corrobora isso, apesar de talvez não na proporção que eu esperava. Mas, de fato, por R$300 é ainda mais interessante.

      Um abraço!

  • Marcio Santos

    Concordo em partes , tenho L2 e médios realmente não e natural , também tenho Shure Srh440 os médios são bem melhores . Acho criticas são pouco exageradas , logo L2 geral e superior Shure Srh440 e Shure esta sendo vendido entre 550~800 reais . Head-fi tem review gente escrevendo ” L2 superior Sennheiser hd 598″ e Sennheiser e vendido ente 1.300 ate 2.000

    Por 400 ou 500 reais L2 e melhor custo beneficio

    • Olá Marcio,

      Avaliações são opiniões – e aqui não é diferente. Em minha opinião, não há nenhum exagero. Para os meus ouvidos, os médios do L2 são significativamente não naturais (e vários entusiastas concordaram comigo), e isso pode ser verificado em seu gráfico de resposta de frequência. Isso me impede de gostar desse fone.

      Com relação à comparação ao Sennheiser HD598, novamente, esbarramos em opiniões. Na de algum(s) usuário(s) que vc viu no Head-fi o L2 é melhor do que o HD598, mas na minha, isso não poderia estar mais longe da realidade.

      Um abraço!

  • Gustavo Oliveira

    Não há absolutamente nenhuma forma de substituir os pads deste headphone?

    • Olá Gustavo,

      Sei de um usuário que conseguiu. Mas é uma adaptação, ele não foi projetado para isso. Inclusive, não existem pads originais para reposição.

      Um abraço!

  • Lucas Mellone

    Talvez o L2 possa ser comparado ao DTX 910 (?).
    Leonardo, você pretende fazer um review do HD 201 algum dia? Eu comprei eles para retorno de gravação.. mas enquanto não compro meus microfones, estou escutando as músicas que geralmente escuto e ele surpreende bastante. Para meus ouvidos, ele tem médios e agudos presentes e um grave que não faz feio. Tenho ouvido minhas gravações nele e percebo muita clareza nas regiões dos médios e agudos, pelo menos em relação a vocal e violão. Para um fone de USD20,00 imagino que ele possa surpreender muita gente. Gostaria de saber se já ouviu e o que acha, ou se pretende ouvi-lo para fazer um review e compartilhar os pensamentos.

  • Alexis

    Olá Leonardo,
    Vou viajar aos Estados Unidos em breve e pensei em aproveitar para comprar mais um fone lá, talvez de alguma marca mais tradicional como AKG ou Sennheiser, nada muito caro, abaixo de $150.
    Há algo interessante nessa faixa de preço? E mais importante, que de alguma forma complemente os fones que já tenho, ou que seja um bom susbtituto ao Philips L2, aí vendo ele antes que estrague.

    Para contextualizar:
    Tenho um Philips L2 e um Skullcandy Aviator, fones bastante diferentes, mas gosto dos dois e vivo alternando entre os eles dependendo do que estou com vontade de ouvir.

    Mas por vezes acabo gostando mais do Aviator apesar de ser bem “colorido”.
    Já o L2, dependendo do que ouço me parece que “falta algo”, parece “apagado”, difícil explicar, talvez seja essa questão dos médios. Gosto de música/audio e fones mas não sou “audiófilo o suficiente” para descrever e avaliar da forma que você faz.

    Desculpe o longo comentário, e obrigado!