Beats Solo2

Nota de esclarecimento:

Beats_Solo2-colorsAntes de começar essa avaliação, gostaria de esclarecer algumas questões. Meu objetivo com esse site é simples: testar equipamentos de som e relatar minhas impressões ao leitor. Consequentemente, o maior ativo que posso oferecer a você é minha sinceridade e imparcialidade – e manter esses atributos é minha maior prioridade.

Sempre coloquei o leitor em primeiro lugar, muitas vezes recusando propostas de parcerias ou o envio de produtos por achar que as condições propostas poderiam ferir não a minha imparcialidade, mas apenas a percepção do leitor acerca dela. Isso já é o suficiente. Nessa avaliação, a situação não é diferente. Esse fone pertence a um grande amigo, que o ganhou ao comprar um MacBook Pro como estudante nos Estados Unidos, e aproveitei a oportunidade para avaliá-lo. Tudo o que você vai ler aqui são minhas opiniões sinceras e honestas acerca desse produto – como em todas as outras avaliações que já fiz e que irei fazer, não há qualquer interesse com esse teste além de relatar essas opiniões, independente da marca.

 

INTRODUÇÃO

O nome Beats causa repulsa em muitos audiófilos, e não é sem motivo. A marca americana foi responsável por uma reviravolta no mercado de fones de ouvido, transformando um item puramente técnico e funcional em um acessório de moda. Consequentemente, a marca hoje detém mais de 50% do mercado de fones de ouvido acima de 100 dólares.

O grande problema é que a Beats conseguiu esse feito por meio de um brilhante trabalho de branding e marketing, e não por de fato entregar um produto alinhado ao discurso. Ao contrário do que a marca prometia, ao comprar um Solo, um Studio ou um Pro você definitivamente não estava tendo uma experiência sonora de qualidade e muito menos ouvindo o que o artista queria. A sonoridade desses fones era fortemente alterada, com nenhuma preocupação com um mínimo de fidelidade.

IMG_7649Não que essa deva ser sempre a busca: gosto de muitos fones justamente porque eles produzem uma assinatura eufônica e prazeirosa, mas há um limite para que isso não comece a deturpar inteiramente a apresentação. Por exemplo, o Solo original tinha uma ênfase enorme nos médio-graves que embaralhava e mascarava os médios a níveis cômicos, sem trazer nenhum benefício por isso; já o Studio, em compensação, basicamente não tinha médios. Resumidamente, em minha opinião, eram fones ruins, independente do preço. Já o Pro era aceitável, mas talvez no nível (ou abaixo) de um Audio-Technica M50 – nada que justificasse seus 400 dólares.

A segunda leva de fones da marca, com o Mixr e o Executive (esse último lançado após a separação da Monster) era consideravelmente melhor em termos de desempenho mas, em minha opinião, os fones ainda eram caros para o desempenho que apresentam. Recentemente, porém, a Beats lançou a segunda versão dos fones que causaram tanto ódio no mercado audiófilo: o Studio 2.0 e o Solo2 – fone cuja primeira versão foi responsável pela pior avaliação que já fiz aqui no MTH. E é justamente este último que tenho aqui para avaliação.

 

ASPECTOS FÍSICOS

IMG_7638O Solo2 não é exatamente um fone que eu consideraria discreto (eu ainda não me sentiria tão bem usando algo do tipo em público), mas acho que ele chama muito menos atenção do que o Solo original à época de seu lançamento. E, em termos de construção, as melhorias são evidentes: ele ainda é feito quase que inteiramente de plástico, mas há uma sensação de maior qualidade e solidez. As peças parecem mais desenhadas, as articulações mais robustas e a própria qualidade do plástico me passa a impressão de ser muito melhor. As almofadas laterais, em particular, são feitas com um couro sintético dos melhores que já vi: macio e extremamente agradável ao toque. A variedade de cores disponível também é consideravelmente maior.

O mesmo não pode ser dito, infelizmente, do acolchoamento do arco, que é basicamente uma peça de borracha que acaba puxando o cabelo. Em termos de conforto fico um pouco dividido, porque apesar de o encaixe ser bom, a parte de cima é um pouco dura e a pressão lateral não é exatamente imperceptível – o isolamento de ruídos externos, em contrapartida, é bom.

E se eu gosto do fato de o cabo incluso ser removível por meio de um conector TRS tradicional (P2), acho abominável que as almofadas laterais não sejam feitas para serem substituídas num fone de quase 200 dólares. É até possível substituí-las, mas elas são presas com fita adesiva e um novo par não pode ser comprado com a marca, sendo necessário encontrar fabricantes aleatórios em sites como eBay ou Alibaba. Em outras palavras, isso se chama obsolescência programada. Quantas pessoas vão ver suas almofadas desgastadas, observar que não é possível removê-las com facilidade e achar que precisarão descartar seu fone e comprar um novo? Quais os impactos ambientais de uma escolha irresponsável de design como essa?

Em termos de acessórios, não há muito: apenas uma pequena bolsa de neoprene – o Solo2 é dobrável e torna-se bem compacto – e o cabo removível, obviamente seguindo o padrão de botões da atual dona da Beats, a Apple.

 

O SOM

IMG_7651O Beats Solo original era um fone terrível, independente da faixa de preço. O problema era que ele tentava trazer graves acentuados para agradar seu público alvo, mas o incremento foi feito numa região bizarra que não fazia nada além de embaralhar completamente a apresentação. Não havia qualquer traço de definição, transparência ou, crucialmente, um mínimo de naturalidade.

O Solo2, ao que parece… é exatamente o que o Solo original deveria ter sido. Audiófilos de plantão, corram para as colinas: esse fone é bom. Muito bom.

Mas não se engane: ainda estamos falando de uma assinatura com forte ênfase nas baixas frequências, que têm mais presença do que em fones como o Audio-Technica M50. O mais próximo do Solo2 que consigo pensar é o V-Moda M-100, então tenha em mente que definitivamente não estou falando de um fone com pretensões audiófilas. A questão, no entanto, é que além de os graves apresentarem boa qualidade, os médios e agudos são bastante naturais  para um fone desse tipo e preço e deliciosamente eufônicos e musicais.

Como as baixas frequências serão certamente o tema mais polêmico aqui, é por onde vamos começar: não há dúvidas de que elas vão muito além de onde um fone neutro deveria ir, e em muitos casos podem incomodar – tanto o Sennheiser Momentum Over-Ear quanto o JH Audio Roxanne, fones que considero relativamente pesados nessa região, parecem magros frente ao Solo2. Mas felizmente, mesmo fortes, os graves apresentam ótima qualidade e nenhuma interferência nas outras regiões – há apenas a sensação de que eles estão mais à frente no espectro.

São graves carnudos, com bastante massa e força e ótimo impacto. Não são o maior exemplo de detalhamento ou de textura que conheço, mas estão certamente vão muito além do que eu esperava de um Beats. Apesar de no geral o Sennheiser Momentum ser um fone mais transparente e arejado, em termos de qualidade dos graves os dois são perfeitamente comparáveis. Em fones com as baixas frequências mais avantajadas, gosto de usar o belíssimo solo de baixo da Esperanza Spalding em Winter Sun para verificar se a apresentação acaba ficando embolada – e apesar de o que o Solo2 apresenta não ser um Sennheiser HD600, ele definitivamente superou minhas expectativas. Algumas notas acabam sendo mais gordas e embaralhadas do que deveriam, mas a um nível perfeitamente aceitável para um equipamento com essa proposta. O Momentum não se sai melhor. Vale lembrar, também, que esse tipo de característica é geralmente bem vinda em fones portáteis, já que os graves acentuados poderão se sobrepor aos ruídos de ambientes barulhentos com mais facilidade.

IMG_7653De toda forma, durante meu tempo com o Solo2, algo que gostei de fazer foi usá-lo com o iPod Classic usando o preset de equalização Bass Reducer, assim como fazia quando tinha o in-ear Sennheiser IE8. Isso faz com que os graves fiquem menos onipresentes, e a assinatura acaba deixando mais espaço para o que mais gostei no Beats.

E o que mais gostei no Solo2 é a região média – que é simplesmente encantadora. É surpreendentemente natural para um fone desse tipo e preço, e apresenta uma personalidade orgânica, carnuda e sedosa. São médios gordos, mas digo isso no melhor sentido possível. É um traço que me lembra, em partes, o JH Audio Roxanne. Veja, não estou dizendo que o Solo2 é comparável ao Roxanne, mas me parece que, nessa região, os dois estavam tentando chegar a um mesmo lugar, se isso fizer sentido.

Porém, ele não é o ápice da transparência ou da espacialidade, e talvez esse seja seu maior defeito. Uma comparação direta com o Momentum mostra o quanto o Beats é mais fechado, escuro e com menor arejamento, e o HD600 leva essa impressão a um novo patamar. Ao mesmo tempo, o Solo2 acaba encantando com uma apresentação mais eufônica e intimista. Jazz, em particular quando liderados por vozes femininas como a de Fredrika Stahl em seu primeiro álbum, A Fraction of You, é muito sedutor. E músicas mais modernas, como as de Lana Del Rey, continuam com essa linha.

Os agudos são parte integral dessa personalidade. Eles certamente são recuados, e não têm até mesmo a presença do Momentum (que é um fone que considero escuro a ponto de acabar ficando entediante), mas de alguma forma, a apresentação mais orgânica e sedosa do Solo2 acaba compensando. Ao invés da sensação de tédio que ocasionalmente tenho com o Sennheiser, acabo ouvindo algo que eu caracterizaria como intencionalmente líquido e eufônico.

Não é que eles não existam – pratos de bateria são audíveis quando devem ser, mas certamente estão atrás dos médios e mais ainda dos graves. No entanto, surpreendentemente, em termos de timbre, também gosto muito do que ouço. No final das contas, acaba sendo algo perfeitamente condizente com o que parece ser o objetivo do fone: uma sonoridade tranquila e doce aos ouvidos.

 

CONCLUSÕES

IMG_7648Pois é. O Beats Solo2 realmente me surpreendeu.

Porém, algumas coisas precisam ficar claras. Primeiramente, como já disse antes, não estamos falando de um fone audiófilo ou um que se preocupe com fidelidade. Há graves demais para isso, e sua sonoridade ainda é decididamente escura e fechada. Mas devo lembrar que muitos de nós, audiófilos, não estamos sempre em busca de neutralidade. Ao mesmo tempo em que tenho fones que buscam uma apresentação mais neutra, adoro meu Audio-Technica W3000ANV e sou fã confesso de fones como o Sennheiser HD650 ou até mesmo do Parrot Zik. E quem é que não adora um amplificador valvulado caloroso?

Acredito, entretanto, que há um limite para esse desvio da neutralidade para que algo ainda possa ser considerado “bom” em termos de qualidade de som, e se esse limite definitivamente não era respeitado pelo Solo e pelo Studio originais, aqui é. Em minha opinião, o Solo2 tem todos os predicados para competir em pé de igualdade com muitos fones renomados não só em sua faixa de preço, mas também acima dela, desde que se tenha em mente qual é a sua proposta. O próprio Momentum é um fone que vejo como objetivamente melhor, mas devo confessar que na maior parte dos casos os médios e agudos encantadores do Beats fazem com que, subjetivamente, eu goste mais do que ouço com ele.

Por isso, se o que você estiver buscando for neutralidade, o Solo2 ainda não será uma opção. Mas se você deixar seu forcado de lado e se conseguir lidar com graves exacerbados, vai encontrar uma personalidade deliciosamente melodiosa e eufônica que talvez surpreenda você também.

 

Beats Solo– US$199,00 MSRP / US$139,00 preço de rua

  • Driver dinâmico único
  • Sensibilidade (1 mW): não informada
  • Impedância (1kHz): não informada
  • Resposta de Frequências: não informada

 

Equipamentos Associados:

Portátil: FiiO X5 + HeadAmp Pico Slim, iPod Classic, Sony Xperia Z3

Mesa: Mac Pro, Yulong D100, HeadAmp GS-X

53 Comments
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  • Altrunox

    Ficou muito boa a review, realmente deve ser uma boa opção ao relativo escasso mercado de on-ears, e se prepara pro mimimimi haha

  • Zé Yuri

    Gostei muito do review Leandro. Seguindo indicações suas, comprei recentemente um Ultimate Ears UE6000, como você compararia os dois fones? E ele e um superlux HD681?

    • Olá Zé, obrigado, mas é Leonardo 🙂

      O UE6000 é um fone consideravelmente mais natural, com uma menor quantidade de graves. Já o Superlux apresenta uma maior quantidade de sub-graves (o Solo tem mais médio-graves, conferindo uma sonoridade mais espessa), menos médios e muito mais agudos. E é bem mais espacial que os dois!

      Um abraço!

      • Zé Yuri

        Falha no engano haha, Eu percebi q havia errado, mas esqueci de alterar.

        Qual desses fones vc considera melhor pra Rock, Indie (sim, o problema de indie é q tem tudo misturado). Em se tratando de preço o melhor custo beneficio é sem dúvida os superlux?

        • Pra rock e indie acho que prefiro o UE6000! Em termos objetivos é o que eu considero o melhor fone também, já que é o mais neutro.

  • Athos

    Leo, a descrição desse fone me lembrou de certa forma, e guardada as devidas proporções, a de um Audeze LCD2. É isso mesmo?
    Parabéns pelo ótimo texto, e finalmente agora pode-se indicar um Beats.

    • Athos, por incrível que pareça, é meio que por aí sim! Claro que o Beats é pior em todos os aspectos, mas a personalidade meio que é um pouco parecida!

  • Thiago A.

    É, pelo visto a beats está revendo seus conceitos, e não é pra menos, até pq agora pertence a apple. Mas ainda assim é um marca que não me atrai.

    • Pois é, Thiago. Mas pelo que sei, esse Solo2 foi lançado um dia após o anúncio da venda da Beats pra Apple, então acredito que ele ainda tenha sido desenvolvido pela Beats associada a alguma outra empresa de eletrônicos. Quanto à Apple, devo confessar que é uma empresa que definitivamente não me traz mais a admiração que me trazia antigamente… muito pelo contrário.

      • Thiago A.

        É, então pode ser isso mesmo que você mencionou, talvez tenha sido feita alguma parceria. E sem querer ser intrometido, mas pq não tens mais admiração pela marca Apple?

        • ochateador

          Alguns motivos (em qualquer lugar):
          – preço.
          – ecossistema cada vez mais fechado.
          – produtos cada vez mais impossíveis de reparar sem desembolsar alguma fortuna (dependendo do problema compensa mais comprar um produto novo).

          • Thiago A.

            É por isso que não tenho nada da apple e nem pretendo ter.

          • ochateador, na realidade meus problemas com a Apple não são bem esses.

            O preço dos produtos de fato é alto (estou me referindo ao preço no exterior; aqui no Brasil realmente é uma verdadeira piada), mas no geral não considero esse um problema gritante quando vejo o esmero impressionante que a empresa tem com a construção dos produtos. É algo muito difícil de encontrar em outras marcas. Acho que muitas vezes os consumidores acabam focando em alguns aspectos mais funcionais mas não percebem o quanto a construção ou pequenos detalhes do produto são sofisticados. O Mac Pro é um exemplo disso – sou designer de produtos e ele, como produto, é uma obra prima tanto em termos de design (não necessariamente estético, mas na máxima “forma segue função”) quanto de construção.

            O ecossistema fechado é algo que vejo de forma positiva, visto que é justamente um dos fatores responsáveis pela estabilidade dos sistemas da Apple, tanto o OSX quanto o iOS. E veja, detesto iOS, uso Android há muito tempo e não suporto usar um iPhone, mas não tenho como negar o quanto o iOS traz menos problemas e contratempos. É muito mais fechado e te dá muito menos liberdade, é claro, mas é o preço a se pagar por algo que, como sistema (e não hardware), muuuuito dificilmente vai dar problema. Já Android toda hora tem alguma coisa. Travamentos, problema de memória, enfim. Pra mim não vale a pena, continuo preferindo Android, mas pro usuário comum, que não precisa dessa liberdade a mais, muitas vezes vale.

            Já quanto ao preço de reparo fico dividido, porque ao passo que algumas peças são sim caras, minha experiência com computadores da Apple é muito positiva. Problemas foram raríssimos, e só um (que foi causado por uma queda) foi caro. Inclusive, todos os 4 desktops da marca que tive ainda funcionam perfeitamente, inclusive um iMac de 2006, que está firme e forte no escritório. Os Windows que já tive não desfrutam de um histórico tão bom.

        • Thiago, é porque não a vejo mais como a empresa criativa, inovadora e disruptiva de antigamente. Não tem mais aquela mentalidade “underdog” irreverente que tinha, muito pelo contrário. Ficou grande demais, acomodada demais, capitalista demais. Está fazendo as mesmas coisas há muito tempo, não se arrisca mais.

          Quais foram as últimas coisas realmente inovadoras que a Apple fez, depois do iPhone e do iPod? Talvez o iPad, mas nem tanto, afinal é basicamente um iPhone grande… Acho que o produto mais recente da Apple que se aproxima do que considero inovador é o Mac Pro, mas ainda assim, é um produto muito de nicho e que definitivamente não se compara ao que o iPhone e o iPod fizeram.

          Enquanto isso, vejo a Microsoft tomando decisões extremamente ousadas e interessantes. O Windows 8 foi uma tentativa (ainda que fracassada) de mudar a forma como interagimos com o sistema de maneira muito inteligente, mas o público ainda não estava preparado pra uma mudança tão brusca. O Windows Phone traz um paradigma de interação sensacional – usando o OS como um grande centralizador de informações provenientes de diversas fontes, e organizando de uma forma extremamente simples e inteligível pro usuário – e agora a empresa está tentando ter um único sistema operacional pra todos os aparelhos, se não me engano… são coisas ousadas e em minha opinião inovadoras. Pra mim, a Apple de hoje é a Microsoft de 15 anos atrás, e vice-versa.

          Dito isso, ainda uso computadores da Apple e não me vejo trocando pra Windows tão cedo. Em minha opinião, ainda é um sistema operacional superior, consideravelmente mais simples de usar e estável. Pra profissionais criativos como eu (detesto essa expressão, mas vá lá…) isso é muito importante, e algo que eu simplesmente nunca tive na mesma proporção – e ainda não tenho, já que ainda dependo dele pro SolidWorks – com o Windows.

  • Entendo que mudou e melhorou, mas ainda assim não tenho mais coragem de investir $ num fone Beats… já comprei 2 e me arrependi, unica coisa que gosto é o design, simplesmente os mais bonitos do mercado, unico que consigo usar na rua sem sentir vergonha hehe

    • Thiago, na realidade pra mim é o contrário, eu teria vergonha de usar um desses na rua pela imagem à qual eles foram associados! O que é uma pena, porque o Solo2 é um ótimo fone.

  • cpaixao

    Otimo review. Mas nao uso mais fone da Beats nem se for ganhado. No meu entendimento eles cavaram a propria cova para sua imagem e depois pularam dentro. Igualzinho ao que a Pano esta fazendo.

    • Pois é Carlos, entendo sua posição. Eu mesmo ainda ficaria um pouco desconfortável ao usar um desses na rua!

  • Cassio Delmanto

    Parabéns pela análise! Extremamente bem escrita, como já é padrão no site! Acho que não achei nenhuma outra review tão extensamente completa quanto essa, trazendo realmente as maiores virtudes e defeitos no contexto de um uso prático. Muito bom mesmo!!

  • gustavo.skn

    Leonardo,
    Parece que você é mais um que entrou pro grupo de Tyll, Lachtan e tantos outros que deram uma oportunidade ao Solo2 e não se arrependeram. Você poderia fazer uma comparação dele para o V-Moda M100? São patamares de preço diferentes (quase 2x), na sua opinião o investimento extra vale a pena?

    • Opa!

      Gustavo, faz um tempo desde que escutei o V-Moda, mas acho que em quantidade de graves os dois são parecidos. Só que enquanto o M-100 tem uma pegada mais voltada pro divertimento, o Solo parece mais relaxado, com médios e agudos muito mais macios, o que é mais do meu agrado mas pode não ser do seu! E, em termos de construção, o V-Moda ainda dá um banho no Beats.

      Então acho que depende muito do que vc busca, mas ambos podem agradar!

      Abração!

  • jjaguar

    Belo Review Léo. Parece que você e o Tyll tiveram impressões parecidas nesse aí. Assim como você, reconheço o apelo estético do Beats, mas sentiria vergonha de sair exibindo um por aí. O único fonte não in ear que tenho coragem de carregar é meu PX100II justamente por ser discreto. Com relação ao conforto, sempre fico desconfiado desse tipo de fone, por conta da pressão lateral.

    Abraços!!!

    • Obrigado, jjaguar!

      Pois é, eu também não sairia com um pela rua… mas gostei muito dele.

      Um abraço!

  • João

    Leo , não me convenceu não .. vou ter que testar …. mas já que é pra falar de graves… e Beats Vs Bose ?

    Se toda linha da Beats ficar legal, quem sabe reconsidero procurar distribui-la .. pelo menos agora a Apple vai fazer um trabalho melhor na parte de pos venda..

    • João, é aquilo, as avaliações são minhas opiniões, e pode ter certeza que o Solo2 me convenceu 🙂

      Acho que o Solo2 é mais interessante que os fones da Bose, porque os médios e agudos me parecem mais naturais. O Bose – o QC15, pelo menos –, é mais “HiFi”, por assim dizer. Mas ambos são bem interessantes!

      Abração!

  • Tiago de Assis

    Boa tarde, meu camarada! Parabéns pelo blog, venho acompanhando-o de perto a alguns meses! Gostaria de sugerir como tópico a ser discutido fones apropriados para se escutar musica de alta fidelidade nos serviços streaming. Essa guerra entre Spotify, Apple Music, Deezer e outros, ganhou recentemente um concorrente de peso: TIDAL, prometendo áudio em formato FLAC. Será que vale a pena? Quais seriam os fones adequados para se ouvir música em alta fidelidade nessa plataforma? Obrigado e mais uma vez, PARABENS!

    • Olá Tiago, muito obrigado! 🙂

      Olha, na realidade não sei se isso faria tanto sentido, porque não há motivo pra haver um fone específico pra isso! As questões que podem exercer influência na escolha de um determinado tipo de fone são necessidade de um fechado ou não, de portabilidade ou possibilidade/desejo de compra de equipamentos complementares, como amplificadores, além, é claro, do gosto pessoal em termos de sonoridade.

      Usar com streaming ou com arquivos locais não faz diferença nenhuma pro fone, não há fone mais ou menos adequado pra isso, entende?

      Sobre o Tidal, sinceramente, não sou tão fã da ideia porque ela se apoia numa premissa que é bem menos verdade do que a maioria das pessoas pensa ser. Me satisfaço perfeitamente com mp3s a 320kbps, não vejo diferença entre eles e lossless Redbook – e acredito piamente que a vasta maioria das pessoas que dizem ouvir diferença falhariam num teste cego mais criterioso. Já fiz essa experiência e pude constatar essa realidade, inclusive com pessoas que diziam ouvir diferenças de dia-e-noite entre mp3 e FLAC.

      Mas lembro que cheguei a fazer o teste do Tidal antes de ele ser lançado no exterior bem rapidamente com o Sennheiser HD449, um dos meus fones menos reveladores, e acertei as 5. Era uma diferença ínfima (e eu provavelmente não pagaria a mais por ela), mas perceptível em comparações imediatas. Mas muitas pessoas estavam acertando o teste, e isso chamou a atenção de vários céticos, que descobriram que o programa que a equipe do Tidal usou pra converter os arquivos lossless para mp3 adicionava um filtro que – esse sim – era responsável pela diferença que as pessoas estavam ouvindo, e não a menor bitrate. Resumindo, vou ficar com meu bom e velho Spotify 🙂

      Um abraço!

      • Wellington Rodrigues

        oi.

        vc sabe se o tidal, num sistema com caixas, amplificador etc, de qualidade, oferece diferença pra mp3 320kbps?

        • Wellington, já te respondi pelo Facebook, mas pra deixar registrado aqui também: em suma, pra vasta maioria das pessoas (inclusive muitos que acham que ouvem diferenças claras), não!

          • Wellington Rodrigues

            Valeu!

  • Calebe Costa

    Leo, gosto muito do seu site, sou um fã, reviews sempre cheios de qualidade. Sei que n tem nada a ver com o review, porem ninguém me responde direito em fóruns, quando me respondem me deixam confuso… Eu agradeceria se vc me ajudasse .Bom, preciso de um fone até R$250 para somente: musica eletrônica e pop (precisa ter bass bom) , edição de vídeo , precisa apresentar os espectros limpos ,um bom isolamento e ser confortável.

    Estou em duvida entre esses…. Vc sabe qual desses é o melhor ?????
    Sennheiser HD 202-II

    Akg – K511

    Akg – K99

    Todos apontam para o hd202-II e para o AKG- k99… Vc pode me falar qual dos dois é melhor para meu uso ? e quais outras opções eu tenho nessa faixa de valor …

    • Olá Calebe, obrigado!

      Faz muito tempo desde que ouvi o K99 e não me lembro bem como ele soa… mas acho que, pro seu uso, eu iria no Sennheiser HD 202 II.

      Um abraço!

  • alguém ai

    Muito boa a review, devo usar DFX Audio Enhancer? O que você acha sobre esses plugins?? Achei que o som ficou mais puro, e gostoso de ouvir, porem achei plástico e surreal(negativamente).

    • Obrigado!

      Acho que qualquer plugin vai fazer alterações no som que são artificiais, e por isso não valem a pena. O melhor a se fazer, se vc quer melhorar a sonoridade que tem, é comprar equipamentos melhores – fones, amplificadores ou DACs – ou, no máximo, usar um equalizador.

      Um abraço!

  • Luiz Ricardo Silveira

    Bom dia! Ótimo post.
    Estou numa dúvida enorme. Preciso comprar um fone de ouvido, de preferência circunatural fechado, e flat, mas não excluo outras possibilidades, quem sabe até um supra aural. Meu orçamento para esse equipamento é de R$500,00, mas essa alta do dólar me deixou totalmente perdido.
    Você teria alguma recomendação? O Beats não me interessa, embora eu esteja comentando neste post. hahaha
    Abraços!

  • Hatus

    Leo, excelente review, todas elas na verdade! Conheci o site hoje e tô apaixonado, lendo todas as suas reviews desde a primeira. Então, eu tô pensando em comprar um Sony MDRXB950BT/B ou um Fidelio X2, mas não sei onde comprar, visto que não se têm deles aqui no Brasil, e não tenho nenhum parente ou amigos que vão viajar e possam trazer de viagem pra mim. Alguma dica nesse aspecto? Qualquer que seja, agradeço muito!
    E resolvendo isso, e comprando um dos dois, o que eu preciso fazer pra tirar o proveito total do Fidelio x2, por exemplo? Uma placa de som? Qual? Um FiiO E10K, ou uma versão mais recente dele? Ou se nada disso, qual é a dica que tu pode me dar? Valeu mano, tô muito feliz por ter encontrado o teu site! Hahahawe.

    • Olá Hatus, obrigado!

      Olha, não gosto de nenhum fone da linha XB da Sony, visto que os graves são muito exagerados – e sou fã do Fidelio X2. É um fone realmente espetacular, que inclusive avaliei aqui no site. Pra mim, não há o que pensar.

      E não é um fone difícil de empurrar, dá pra pegar um FiiO E10K mesmo e ser feliz! Vai fundo. É de longe um dos melhores fones pelo preço.

      Um abraço!

  • Tatiana Dos Santos Marinho

    Bom dia Leo!
    Tenho um IPhone 6s, comprei um Beats Solo Wireless, mas acredito que agora ele se foi…rsrsrsr…qual fone vc me indicaria para substitui-lo? Só para seu conhecimento, não sou “Expert” em nada eletrônico…rssss… seria mesmo pra ouvir uma musica sem a intervenção de fios pendurados.
    Agradeço desde já a sua atenção.
    Tatiana.

    • Olá, Tatiana!

      Olha, se for o Solo2, atual, acho que ele continua sendo uma boa pedida. É um ótimo fone em sua faixa de preço. Se vc puder esticar um pouquinho, tem o Philips Fidelio M2BT também!

      Um abraço!

  • Luan Ribeiro

    Ola, primeiramente parabéns pelo site, queria te pedir uma opinião sobre o meu próximo fone e estava decidido comprar o Beats mixr, mas vi sua opinião sobre o solo 2 e fiquei na duvida. o que vc me indicaria? so escuto praticamente musica eletrônica rsrs

    • Olá Lucas, obrigado!

      Na verdade, se vc só escuta música eletrônica, não indico nenhum dos dois, e sim o V-Moda M-80.

      Um abraço!

  • Gabriel Carrico

    Tô aqui há um tempo lendo esses reviews e, olha… Absurdamente completos e muito informativos. São tantas informações que eu sempre acabo ficando confuso com qual escolher.
    A questão é: ouço MUITO rap (RnB também!) e outros estilos que ressaltam a participação da percussão. Porém, tenho um gosto por indie e essas músicas famosas de “Spotify & Chill”. Será que esse Solo2 vale a compra (eu uso um iPhone 5s) ou você tem outra recomendação?
    Abraços, continue o bom trabalho!

    • Olá Gabriel, muito obrigado!

      Olha, acho que o Solo2 pode ser uma ótima pedida sim, apesar de achá-lo um pouquinho “solto” se sua prioridade é rap e R’n’B. Para esses estilos, talvez um V-Moda M-80 ou M-100 fosse mais legal, porque tem graves consideravelmente mais firmes. Em compensação, não são fones tão melodiosos quanto o Solo2, que se adequaria melhor ao estilo Spotify & Chill. Acho que é uma escolha que você terá que fazer.

      Se não fizer questão de algo tão portátil e estiloso, há o Audio-Technica M50 (ou M50X), que não tem graves tão fortes quanto esses dois mas ainda assim os apresenta de maneira muito satisfatória, e de quebra é mais equilibrado.

      Um abraço!

      • Gabriel Carrico

        Opa! Tinha considerado os dois citados da Audio-Technica dps de ler algumas informações em alguns fóruns pela internet à fora. De qualquer modo, vou analisar tudo (principalmente o orçamento).
        Obrigado pelo tempo, continue o ótimo trabalho!

  • Boa noite Leandro !

    Então você gostou muito da qualidade de som do fone … más a qualidade física do fone não lhe agradou … correto ?

    • Olá Lucas,

      Não é tão simples quanto gostar ou não gostar… Há aspectos positivos e negativos, principalmente com relação à construção —aspectos esses que foram detalhadamente descritos na avaliação.

      Um abraço!

  • Babalu Soares

    Gente, já começou o texto destruindo com essa frase iconica ” O nome Beats causa repulsa em muitos audiófilos, e não é sem motivo”… Depois disso foi só porrada nessa marca overrated que tem entre seus garotos progandas o NEYLIXO!

  • netobraga

    Muito bom seu review, tirou muitas dúvidas e acredito que ajudou muito a mudar a imagem negativa que os fones beats tem no mercado.