Sennheiser HD800

INTRODUÇÃO

IMG_6826Dois dos fones mais bem sucedidos que conheço são os Sennheisers HD600 e HD650. São dois clássicos – o HD600 foi lançado em 1996 e o HD650 em 2003 – , que permaneceram por muito tempo como dois dos melhores fones que o dinheiro podia comprar. No entanto, o tempo foi passando e não víamos nada de novo – o HD650 nunca foi exatamente um sucessor do HD600, mas sim um fone com uma personalidade diferente. Muitos (como eu), inclusive, preferem o HD600.

Em 2009, porém, a marca finalmente lançou um sucessor, que imediatamente se tornou um marco na história dos fones de ouvido: o HD800. Tecnicamente, trata-se provavelmente do fone mais avançado já fabricado, e isso pode ser visto desde sua construção. Os diafragmas, angulados, são em formato de anel, o que de acordo com a marca envia ondas mais planares em direção aos ouvidos; a parte aberta dos cups é construída com uma trama de metal, com características reflexivas específicas; e até o headband foi desenvolvido de forma a não amplificar vibrações provenientes dos drivers. Parece que todo e qualquer detalhe do fone é feito com um único objetivo em mente: puro desempenho.

O resultado disso, em termos de mensurações, é muito impressionante. Vários dos gráficos gerados pelo HD800 são basicamente perfeitos. A Sennheiser realmente conseguiu levar um alto-falante dinâmico a um novo território. O problema, porém, é que isso não o torna um fone perfeito. Muitos o consideraram uma grande evolução na história dos fones de ouvido, mas alguns (inclusive eu) acharam que todas as suas virtudes técnicas vieram a um preço alto, e que no fim das contas ele roubava a alma das músicas e a apresentava de maneira excessivamente analítica.

Consequentemente, apesar de ele ter imediatamente atingido um altíssimo nível de popularidade e de ser amplamente considerado um dos melhores fones já fabricados, é interessante observar que o número de concorrentes bem-sucedidos não é pequeno – por exemplo os Audez’es, os HiFiMANs e, em menor proporção, Beyerdynamics e Grados topo de linha. Isso mostra o quão subjetivo é esse hobby e que tecnicalidade não é tudo.

 

ASPECTOS FÍSICOS

IMG_6815Apesar de não vir em elaboradas caixas de madeira ou gigantescas Ottercases como alguns de seus concorrentes, o HD800 não é mal apresentado. Ele vem numa grande caixa de papelão internamente revestida com veludo, que inclui o cabo e os manuais. Não há acessórios.

Parece que, nesse fone, a Sennheiser abraçou a ideia de ter produzido um produto altamente avançado e tanto a estética quanto os materiais usados seguem essa filosofia – ao invés da tradicional aparência mais classicamente luxuosa que vemos em muitos de seus concorrentes. Não há madeira e couro: há complexos compostos e microfibra.

O fone é imenso, mas surpreendentemente leve e excepcionalmente confortável. Praticamente não há pressão lateral, e o headband é responsável por uma inteligentíssima distribuição de peso. Não há dúvidas de que houve um extenso trabalho de ergonomia aqui, o que foi inclusive verificado pelas mensurações do Tyll Hertsens, no InnerFidelity: de acordo com ele, esse foi um dos fones cujo gráfico de resposta de frequência foi menos alterado pelo posicionamento na cabeça.

O cabo é longo e muito bem acabado. É todo revestido em tecido e o plugue P10 é imenso e extremamente sólido. Também gosto do fato de ele ser removível e de haver uma conexão em cada lado do fone, mas não gosto de ele ser um conector proprietário. É um conector visivelmente sofisticado, mas isso torna o recabeamento bem mais difícil e caro.

 

O SOM

IMG_6807Os que acompanham o site devem saber que já tive um HD800, e que ele foi embora rapidamente sem deixar saudades. Eu o achei frio, estéril e sem alma. A decisão de comprá-lo novamente veio quando quis substituir o Sony SA5000 como o fone mais espacial da minha coleção. Nesse hobby amadurecemos constantemente, e por isso achei que eu deveria dar uma nova chance ao HD800 – principalmente após ter gostado tanto do HD700.

Fiquei absolutamente maravilhado com ele, e acho que hoje consigo entender o motivo. A questão aqui – que é também o que torna essa avaliação muito difícil – é que o HD800 possui de certa forma uma dupla personalidade. O que ele faz com gravações de referência basicamente não lembra em nada o que ele faz com as comuns.

Nessas últimas, não acho que o equilíbrio tonal seja bom. A sonoridade é leve e aberta, e não há muita autoridade. A presença nos graves em grande parte das situações fica bem aquém do que eu gostaria, apesar de essa região apresentar níveis de definição e texturização bem impressionantes, além de extensão incomum num fone dinâmico. Os médios, em compensação, são irrepreensíveis – excepcionalmente naturais e realmente doces e sedosos, o que não é comum numa personalidade tão aberta e arejada. É engraçado que o Audio-Technica W3000ANV sempre me soou natural nos médios, mas colocá-lo ao lado do HD800 coloca essa percepção em cheque. Os médio-agudos me parecem levemente elevados, o que em algumas situações pode incomodar, mas acho que é uma região responsável em parte pelo altíssimo nível de detalhamento do fone. Já quanto aos agudos, não tenho reclamações. Extremamente articulados, com extensão virtualmente infinita e ótima presença.

O resultado desse equilíbrio, em pelo menos 80% das músicas que escuto, está longe do ideal. É analítico, estéril, leve, aberto demais e agressivo nos médio-agudos. Não há o peso e a autoridade do HiFiMAN HE500 ou do JH Audio Roxanne, a energia e tatilidade do Grado HP1000 e muito menos a sedução do W3000ANV. Pouquíssimas gravações de rock são escutáveis no HD800 na minha opinião, e digo o mesmo para pop, música eletrônica, rap ou hip-hop. Até mesmo algumas gravações de jazz se beneficiariam muito de uma apresentação mais quente. É por isso que muitos recomendam o uso de amplificadores valvulados, com o objetivo de esquentar um pouco a personalidade do fone.

IMG_6474O que me confunde é o que acontece quando as gravações certas são apresentadas a esse Sennheiser. Ele se transforma. Tudo subitamente se encaixa e o resultado é uma apresentação de uma coerência que nunca ouvi antes no mundo dos fones de ouvido.

Primeiramente, o equilíbrio tonal parece não mais apresentar falhas. O pico nos médio agudos simplesmente para de existir, e o que sobra é uma belíssima integração entre os médios – que são sedosos e relativamente calorosos por si só, apesar de espetacularmente transparentes – e os agudos infinitamente extensos.

Os graves, porém, são aqueles que mostram as maiores mudanças. Em gravações de referência, que geralmente são acústicas, há muito mais ambiência que em gravações normais. Os graves renderizados pelo Sennheiser nesses casos possui o peso certo, e eles parecem respeitar esse incremento em ambiência de forma notável – quando há uma maior distância entre os graves e o resto do espectro, esse fone garante que você vai ouvir. É muito difíficil explicar essa sensação – mas eles estão dentro de uma composição maior do que o normal, e por isso não são tão na cara do ouvinte. Mas são excepcionalmente reais. Não há o calor do Orpheus ou a autoridade do HE500. Há precisão. Não parecem ser graves de uma gravação, e sim graves numa sala, com interações muito evidentes.

Essa, aliás, é a maior proeza do HD800: sua tridimensionalidade. Esse Sennheiser é, por uma boa margem, o fone mais espacialmente desenvolvido que já ouvi. Ele é capaz de criar um enorme ambiente onde a música acontece. É a definição do termo “palco sonoro” da forma mais convincente que já pude experimentar num fone de ouvido. A precisão no posicionamento dos instrumentos é assustadora, e deixa até o Orpheus comendo poeira.

IMG_6814Acho, inclusive, que esse é um dos maiores motivos para ele não ser tão bom com gravações menos pretensiosas. O que acontece é que, geralmente, instrumentos são gravados individualmente e em momentos diferentes, e o posicionamento é adicionado artificialmente em estúdio. No HD800, é perfeitamente perceptível quando isso é feito. É como se – ao menos nos piores casos –, a “imagem” não fizesse sentido. Instrumentos se sobrepõem, têm tamanhos estranhos… e em gravações de referência, ou naquelas onde o posicionamento é artificial porém bem feito, as coisas se encaixam. É possível enxergar com clareza a posição e o tamanho dos instrumentos, e suas interações com o ambiente – fruto, também, da brutal capacidade de resolução e detalhamento desse fone, além da incrível velocidade do diafragma. O que está na gravação vai ser ouvido. Nessas características, ele não só se aproxima dos eletrostáticos como também ultrapassa alguns deles. Tem as capacidades do Sony SA5000 sem os prejuízos.

O resultado é que as coisas parecem simplesmente soar como coisas reais, tridimensionais, palpáveis. Lembro que mencionei algo parecido na avaliação do SA5000, quando o comparei ao Audio-Technica AD700X, mas o HD800 leva essa tridimensionalidade a um outro patamar. As únicas coisas que já ouvi que podem ser comparadas a ele são o Orpheus, que é mais orgânico e musical, mas perde em precisão; e o AKG K1000, que é mais aberto mas menos envolvente e fica para trás em precisão, resolução e detalhamento.

A Bloom, da Lou Rhodes, talvez seja um bom exemplo. A voz fica evidentemente na frente, e possui excelente corpo e definição. O violão é menor, mais fino e está a um passo atrás – o tambor no fundo, em compensação, preenche a sala com um tremor que se estende por todo o ambiente. O segundo violão e os outros instrumentos que vão aparecendo tomam, cada um, seu próprio lugar e compõem a performance. É tudo muito natural e coerente.

 

CONCLUSÕES

IMG_6808No final das contas, é muito difícil interpretar o que o HD800 me apresenta. Afinal, o que significa ele ser excepcional com músicas altamente bem gravadas mas ruim (sendo curto e grosso aqui) com as outras? Que ele é um fone praticamente perfeitamente neutro? Sinceramente, não sei. Até porque, como já disse em outras ocasiões, ser neutro em relação à mídia não significa ser neutro em relação ao evento musical original.

O que posso afirmar é que para ouvir diversos tipos de música, com níveis diferentes de gravação, ele definitivamente não seria minha escolha. Os outros fones que possuo são mais capazes nesse sentido. Eu nunca teria o HD800 como meu único fone.

No entanto, com as gravações certas, ele ultrapassa com gosto qualquer outra coisa que eu já tenha ouvido – inclusive, em alguns aspectos, o Orpheus. Veja, não estou sugerindo que ele seja um fone melhor. Para ouvir música ele não é, já que ele não chega perto de apresentar a organicidade do HE90 – que, como resultado, em alguns aspectos se aproxima mais da vida real. Em compensação, não tenho como negar que o HD800 é mais competente em sua apresentação espacial, e isso acaba criando uma imagem que, sob alguns ângulos, pode atingir níveis ainda mais elevados de veracidade.

Sua capacidade de criar um retrato palpável, tridimensional e preciso com um belíssimo equilíbrio tonal e resolução e detalhamento que chega a ultrapassar alguns eletrostáticos é realmente impressionante – só que isso não depende somente dele.

É engraçado: esse HD800, que possui uma forte esterilidade, despe a música de sua alma em 90% das gravações e me distancia dela é o mesmo fone que, nos momentos certos, se transforma no mais convincente, no mais real e no mais envolvente que já pude ouvir – e acaba por ser aquele que mais me aproxima dela.

 

Sennheiser HD800 – US$1.499,95

  • Driver dinâmico único
  • Impedância (1kHz): 300 ohms
  • Sensibilidade (1kHz): 103 dB/V RMS
  • Resposta de Frequências: 6Hz – 51kHz (-3dB)

 

Equipamentos Associados:

iMac, Abrahamsen V6.0, Audio-gd Reference One, Electrocompaniet ECD-1, B.M.C. PureDAC, HeadAmp GS-X

26 Comments
0
  • Altrunox

    Excelente review Leonardo, o HD800 parece ser incrível mesmo, só esperava que esse fosse um headphone “bom pra tudo” levando em consideração as características técnicas dele.
    Sei que você não é gamer, mas como gamer fiquei com vontade de testar esse super palco sonoro que ele tem, deve ser bem interessante.

    • mindtheheadphone

      Muito obrigado, Giovani!

      Mas pois é, ele definitivamente não é um all-rounder. Mas pelo que leio, é um dos melhores fones do mercado para jogos.

      Um abraço!

      • Renato Nickel

        Pois é Leonardo, eu sempre tive a curiosidade de escutar o HD 800 e, após a aquisição do Sony MDR SA5000, essa vontade aumentou mais ainda. O que muitos classificam como frieza do HD800, para mim, tem haver com ser correto. E olha que eu ainda estou na fase do burn in, mas escutando gravações exemplares. Musical, puxa, é extremamente musical. Acho até que este é um fone difícil de ser escutado, pois a música se apresenta “carregada” de detalhes. Eu recomendo a todos.

  • Ariel Sampaio

    Parabens pelo review Leonardo. Abraço !

    • mindtheheadphone

      Muito obrigado, Ariel! Um abraço!

  • Robberto Cuffia

    Leonardo, a primeira vez na vida que ouvi um HD800 foi com a amplificação de um Burson HA160DS. Não tenho outra forma de definir a nova experiência: fiquei embasbacado o dia inteiro. Por mais que já alimentasse grandes expectativas, minhas referências para fones de ouvido viraram de ponta-cabeça.
    Porém, isso não significa que a partir daí tudo sempre foi um caminhar nas nuvens. Durante os primeiros meses fiquei num contínuo processo de altos e baixos, ora encantado ora irritado com o HD800. Houve até momento em que cheguei a pensar: “Bem, se eu decidir vender, pelo menos não vai faltar oportunidade para encontrar o comprador certo”.
    No início, o tão falado “ring” em certa faixa dos agudos me irritava. Mas, fosse devido a um suposto “amaciamento” ou o que quer que fosse, o fato é que em torno de uns 6-8 meses depois de uso, esse “ring” deixou de aparecer.
    Bem, hoje, vender esse fone… só se for para comprar outro exemplar mais novo.

    Costumo dizer que o HD800 é um “tomógrafo de ouvido”, para quem quiser usá-lo assim. Uma ferramenta indispensável para bons estúdios, desde que se lhe dê um sistema à altura.

    Mas confesso que para o meu gosto – e o de muitos proprietários do HD800 – um toquinho valvulado no sistema faz muito bem a esse fone. O meu é amplificado principalmente pelo Meier Eartube, que você conhece tão bem, e, acredite, o som em geral não fica com aquele veludo extremamente macio e algo menos de definição típico de muitos valvulados puro sangue. Porém, para conseguir extrair dessa combinação HD800 + Meier Eartube um som mais orgânico sem ficar “muddy”, nem carregado demais nos médios, tive que experimentar alguns ajustes no sistema até chegar a uma deliciosa musicalidade que, no entanto, não comprometesse as apuradas capacidade técnicas do fone. Deu um pouco de trabalho, mas consegui.

    Você conseguiu definir as baixas frequências do HD800 com maestria. São graves como são na vida real, goste-se ou não. Ponto. Daí porque se destacam em gravações acústicas. Não tenho o que mais acrescentar nesse aspecto, a não ser reforçar o que você já disse quanto desempenho do fone, bastante condicionado às gravações exemplares.

    Quanto ao palco e à imagem, para não redundar no que você já disse, cito um exemplo prático. Um dia eu estava ouvindo uma gravação bem acabada, voz e violão, se não me engano era Maria McKee cantando If Love Is A Red Dress. No dia seguinte, fui a um bar com música ao vivo e o que havia? Uma garota ao violão. Eu devia estar a uns 4 ou 5 metros dela. Fiquei ouvindo-a cantar um pouco mais atentamente e, em pleno bar, me senti com o HD800 postado na cabeça. Preciso dizer mais? Acho que não.

    Por fim, para aqueles que ainda não tem tanta experiência no mundo dos bons fones e, ao lerem a avaliação do Leonardo, mesmo com as advertências que ele frisou, ficaram motivados a obter o HD800, digo com letras grandes mesmo: VÁ COM CALMA. O HD800 não é a solução para todos os problemas, é um fone exigente, mostra o quão meia-boca são até muitas daquelas gravações que acreditávamos serem ótimas; normalmente implica em gastos consideráveis com um sistema (amplificador, fonte de áudio, cabos, etc.) que possa acompanhar as potencialidades do fone. E, por melhor que seja o sistema que o acompanhe, ainda assim o prazer da audição estará inevitavelmente limitado às qualidades da gravação.

    Grande abraço, Léo!

    • Thiago

      Roberto, concordo com o que você falou, porém penso que, já que quero extrair até a alma de uma boa gravação, vale a pena o investimento.
      Claro que o preço é um fator limitante, já que o HD800 o obriga a ter um segundo fone, porém um AMP e um DAC com poder para empurrar um HD800 podem ser aproveitados para qualquer outro fone All-rounder.
      Eu como feliz proprietario de um desses fones digo que valeu a pena, se você gosta de Jazz e clássicos dificilmente achará algo melhor que esse Sennheiser, aí o all-rounder se vira com os outros gêneros.

      • mindtheheadphone

        É mais ou menos o que acontece aqui! Tenho o HD800 para algumas situações específicas (e nelas meus outros fones não chegam perto dele), e nas outras, também estou bem servido. Acho que esse é seu papel ideal num sistema.

        Um abraço!

      • Robberto Cuffia

        Thiago, aí que tá! Se você tem capital, paciência e disposição, o sucesso com o HD800 é garantido! Quando escrevi aquela observação para os “novatos”, foi algo mais direcionado para quem acha que basta comprar o fone, um amplificador à altura, botar pra ouvir e ponto.
        Ouço muita música clássica, e nesse quesito o HD800 é um vencedor, o que não impede que em alguns momentos eu prefira ouvir esse gênero com o meu querido AKG K501. Até com o Denon D7000, meu fone roqueiro por excelência, também tem algo que vai bem com clássica, mas aí já é pra aqueles momentos em que quero algo mais descompromissado, divertido, sem me preocupar com alta fidelidade. Por fim, tenho um HD600, belo fone que é pau pra toda obra.
        Mas nesse time – ainda que não dê conta de tudo – o HD800 é o rei!

    • mindtheheadphone

      Belo post, Robberto!

      Acho que é isso, o HD800 é capaz de, como disse o Renato no comentário ali embaixo, te levar ao inferno ou ao céu: tudo depende da gravação e do sistema.

      Um abraço!

  • Carlos Caló

    Ótimo review, meu velho! Como sou um aspirante a comprador do HD800 (e feliz dono de um HD700), gostaria de saber tua opinião: me parece que você teve uma opinião mais amadurecida não só do HD800, mas o HD700 também, correto? Você acha que o HD700 é apropriado para fone único? Você acha que existe um abismo entre os dois fones (considerando as particularidades de ambos)? E com relação a amplificação do HD800, será que é tão difícil assim de conseguir um bom par? Grande abraço!!

    • mindtheheadphone

      Muito obrigado, Carlos!

      Acho que o HD700 é mais apropriado para ser o único fone de uma coleção do que o HD800, porque ele é mais escuro e de certa forma mais musical – apesar de ainda manter um pouco da espacialidade do HD800. O problema é que, comparando os dois lado a lado, não há como negar que o HD800 é muito mais natural. Acho que existe sim uma diferença imensa entre os dois, mas é porque são sonoridades e filosofias, de certa forma, distintas. O HD800 é tecnicamente muito superior, mas consigo perfeitamente entender alguém não gostar dele e gostar do HD700, entende? É por aí!

      Sobre a amplificação, acho que o HD800 é sim bem chato, principalmente em termos de sinergia, mas talvez não tanto quanto dizem por aí. Até porque, hoje, existem algumas combinações já meio que consagradas, inclusive usando amplificadores relativamente simples. Por exemplo, há o Bottlehead Crack, o Woo Audio WA3 e se não me engano o Lovely Cube também.

      Um abraço!

  • Renato_CWB

    Certamente sendo mais refinado, mas esta dependência da qualidade da mídia é muito parecida com a linha 7xx da AKG. Um fone que pode te deixar no céu, ou no inferno.

    • mindtheheadphone

      Pois é Renato, é uma mesma personalidade, apesar de mais extrema. É por isso que, quando o HD800 saiu, muitos diziam que ele estava mais para um upgrade do K701 do que do HD650!

  • Arlan Cantalice

    Parabéns pelo review Leonardo, sempre bem escrito e com ótimo detalhamento sobre o produto para aqueles que, como eu estão querendo aprender um pouco sobre o hobby.

    • mindtheheadphone

      Muito obrigado, Arlan!

      Um abraço!

  • Ricardo

    Amigo,o que seria uma gravação de referencia? Onde posso achar algumas para testar meu fone? Obrigado!

    • mindtheheadphone

      Olá Ricardo,

      São gravações de alto nível, com grandes preocupações em termos de fidelidade. Algumas gravadoras são famosas por terem esse tipo de preocupação. Alguns exemplos são Chesky Records, Linn Records, XLO e a Deutsche Gramophon. Muitas marcas de caixas de som e fones de ouvido também lançam compilações de boas gravações. Por exemplo, Dali, Bowers&Wilkins, Dynaudio e Stax já lançaram algumas. Vc pode encontrar esse tipo de gravação para download em sites como HDTracks e ReferenceRecordings.

      Um abraço!

  • Caio

    Boa Tarde amigo,

    Acompanho seu blog a alguns anos, recentemente investi uma quantia em um HE-400 um Schiit Lyr 2 e um ODAC, achei o set muito bom mas estou querendo investir em algo melhor, estava pensando em pegar um HD 800 e um HE-500, talvez um HE-560, depende do que eu ler nos reviews, mas ai vem um problema, como vc sabe o mercado de fones no Brasil é muito, muito, realmente muito limitado, e não consigo pensar em ninguem para vender os que eu não for utilizar, nem onde vender, vc tem alguma sugestão?

    Outra dúvida, vi em um outro post seu que já tem seu set de fones definitivos, isso é muito bom, mas quais seriam? Já teve a oportunidade de testar o Lyr 1 ou 2? O que achou dele caso positivo comparado ao seu set atual?

    Obrigado amigo, abraços.

    • mindtheheadphone

      Olá Caio,

      Na realidade existe um mercado até que grandinho pra fones por aqui – vc não vai ter qualquer dificuldade em vender esses equipamentos. Há os Classificados do HTForum, o grupo Compra e Venda de Fones de Ouvido e Acessórios High-End no Facebook, os classificados do próprio fórum aqui do site e, na pior das hipóteses, o MercadoLivre.

      Meus atuais fones definitivos são o Audio-Technica W3000ANV, o Grado HP1000, o Sennheiser HD800 e o HD650. De portátil, o JH Audio Roxanne. O HiFiMAN HE500 estava nessa lista, mas acabei vendendo e seu espaço foi (muito bem) ocupado pelo HD650. Ainda estou na dúvida se fico com o 650 ou se pego um 600, mas por enquanto vou manter o 650. Nunca ouvi o Lyr mas testei recentemente o Mjolnir. De toda forma, o amplificador que possuo atualmente – e que é com toda certeza definitivo –, o HeadAmp GS-X, é superior ao Mjolnir e, certamente, consideravelmente superior ao Lyr.

      Um abraço!

  • Guilherme

    Bom dia Leandro,

    Se você pudesse escolher apenas um headphone, qual você escolheria? Pode me dar uma dica do melhor all-rounder que você conhece, Bluetooth e do melhor wired?

    Abraço, Guilherme

    • mindtheheadphone

      Olá, Guilherme!

      Essa pergunta é muito difícil, mas candidatos são o Stax SR007 MKI, o Sennheiser Orpheus ou, colocando mais o pé no chão, o Sennheiser HD600. Quanto a fones Bluetooth, confesso que não tenho muita experiência, mas estou com um Parrot Zik em avaliação e gostando tanto que vou comprar um Zik 2.0.

      Um abraço!

  • Edu Pavim

    Boa tarde, Leonardo. Primeiramente, parabéns pelo belíssimo review. Muito eloquente e conciso. Gostaria de tirar uma dúvida contigo já que você tem uma maior experiência no assunto. Tenho um HD650 (adquiri primeiro) e um Bayer DT990 Pro. Já tive o HD700 e não gostei, achei excessivamente brilhante e com um grave que não me agradou. Atualmente, sendo sincero, tenho um maior apreço pelo DT990 Pro, em virtude do seu grave mais impactante na maioria das músicas que escuto e, por incrível que pareça, indo de encontro ao que a maioria diz, gosto mais, também, do seu palco sonoro. Entretanto, gostaria de saber quais os fones que possuem características sonoras semelhantes ao DT990 Pro e de melhor qualidade. Sei que a Bayer está com uns modelos novos mas fiquei com muito receio de acontecer o mesmo que o HD700. Poderia me aconselhar alguns modelos, por favor. Desde já o meu obrigado.

    • Edu Pavim

      ???

      • Edu, peço que vc tenha um pouco de paciência, ok? Isso é apenas um hobby pra mim, e não ganho nada colaborando com a comunidade. Respondo às dúvidas dos leitores por boa vontade. Tenho dois empregos e cuido do site, então respondo quando posso. Isso pode demorar.

        Bom, de qualquer forma, não tenho muita experiência com o DT990 Pro, mas pelo que sei, a linha Pro da Beyer é mais equilibrada que a Premium, que é brilhante demais. Então consideraria, como upgrade, o Shure SRH1540.

        Um abraço!