Como montar um sistema

Já estou nesse hobby há alguns anos, e hoje as coisas são um pouco claras para mim. Sei, porém, que montar um sistema não é algo fácil, principalmente para iniciantes. Uma melhor noção da influência de cada equipamento na cadeia e da relação entre eles é algo que vem com a experiência. Por isso, gostaria de compartilhar a minha visão particular de como se deve montar um sistema. Sei que o texto é grande, mas eu gostaria muito de ter lido algo do tipo quando comecei. Acho que algumas informações podem ser bastante úteis para quem está começando.

Na minha opinião, a ordem de importância é a seguinte, começando pelo que exerce maior influência no resultado final do sistema: fone, fonte e amplificação. O fone é (exceto pela gravação) o maior responsável pela voz de um sistema. Por isso, acredito que seja aquele que deve atrair os maiores investimentos. A fonte (como um DAC ou CD player) vem em segundo lugar – sua influência não chega perto da dos fones, principalmente tendo em vista que, atualmente, é muito difícil encontrar um DAC ruim. Alguns podem ser melhores que outros, mas acho difícil achar algum conversor que realmente prejudique o resultado final. Me restrinjo a DACs por serem a fonte da maioria dos audiófilos centrados em fones de ouvidos, mas muitos também usam toca-discos e CD players. Por último, vem a amplificação. Aqui, acho que o mais importante é a sinergia, isto é, como a personalidade do amplificador se sai quando aliada à do fone e à da fonte.

 

1.1) Headphone

Como ele é o equipamento mais influente de um sistema, é por onde acho que deve-se começar e para onde a maior parte do investimento deve ser direcionado. Até certo ponto, inclusive, o melhor a se fazer é comprar somente um fone. Notebooks podem ter placas de som aceitáveis, e a maioria das pessoas já possui um celular ou um tocador mp3 que já dão conta da vasta maioria dos fones disponíveis no mercado.

Shure SRH840

Shure SRH840

Os portáteis, por exemplo – basicamente qualquer um que se encontre em lojas físicas, como as Apple Stores –, se satisfazem com um iPod ou iPhone sem maiores restrições. Fones voltados para o mercado profissional (como a maioria dos da Shure ou da linha profissional da Audio-Technica, da Sony e da AKG, como o K240 e o K272) também não costumam ser particularmente exigentes. Fones audiófilos mais caros já começam a exigir um pouco mais, mas existem exceções, como os Grados e os Audio-Technica. Uma forma relativamente confiável de saber se um fone exigirá investimentos mais pesados em amplificação é observar a impedância e a sensibilidade. Quanto menor a impedância e quanto maior a sensibilidade, mais o fone será fácil de empurrar. Recomendo a leitura do artigo que escrevi sobre especificações para maiores esclarecimentos.

No entanto, existem casos em que o computador é a fonte principal mas a placa de som é ruim, apresentando forte ruído de fundo. Nesses casos, a melhor solução é partir para um DAC barato. Veja, porém, que a partir do momento em que os dados de um computador são retirados por um DAC, é necessário adicionar um amplificador. Já escrevi um texto sobre o assunto, que pode tirar algumas dúvidas. Existem algumas soluções bem interessantes nessas situações, que atuam tanto como DACs quanto como amplificadores, como o FiiO E07K, o E17 e o HiFiMAN Express HM-101. Esta última opção é legal para sistemas onde o orçamento é bem apertado, enquanto os FiiOs podem aguentar fones já mais pretensiosos sem muitos problemas.

Quando o fone já está em patamares mais sofisticados, é importante pensar no custo do sistema inteiro. Por exemplo, se alguém possui 400 dólares para investir num sistema, eu não recomendaria algo como um AKG K701 – afinal, não será possível encontrar uma solução de DAC e amplificador por 50 dólares. Nesses casos, o equilíbrio entre os três elementos é importante.

Após essas considerações, é possível proceder para a escolha de um fone. Como já escrevi num artigo sobre o assunto, acredito que neutralidade é uma utopia, e é impossível achar um fone que seja perfeitamente neutro e compatível com diferentes gêneros musicais. A verdade é que fones de ouvido são muito diferentes entre si, e o que dá a palavra final – não importa o que qualquer um diga – é o gosto pessoal do ouvinte. Por isso, o ideal é analisar o seu próprio gosto musical para tentar entender quais fones de ouvido podem ser adequados.

Philips Citiscape Uptown

Philips Citiscape Uptown

Por exemplo: alguém que ouça muito hip-hop e música eletrônica provavelmente irá gostar do Audio-Technica ATH-M50, que tem graves fortes e uma sonoridade autoritária; quem ouve gêneros mais calmos, como jazz e música clássica certamente vai apreciar o AKG K550, um fone com um som muito aberto e refinado; e os que gostam de rock estarão bem servidos com a apresentação energética do Sennheiser HD 25-1 II. Nenhum desses é exatamente melhor que outro. O que é melhor para mim, pode não ser para você.

Muitas pessoas, porém, querem apenas um bom fone de ouvido, que se adeque a uma vasta gama de estilos musicais, principalmente mais modernos. Elas não querem quebrar o banco ou ter um fone complexo, que exija amplificação. Para elas, um bom fone portátil já será o suficiente – exemplos são o próprio Sennheiser HD 25-1 II e o Momentum, o Skullcandy Aviator, o NAD Viso HP50, os Philips Fidelio e Citiscape Downtown e Uptown e, para os que querem ser bem econômicos, o bom e velho Koss PortaPro.

Já vi, no entanto, alguns casos de pessoas que decidiram entrar no hobby com uma quantia significativa para investir – o suficiente para partir para fones bem mais sofisticados, como Sennheiser HD800 e Audez’e LCD2 por exemplo.

Minha recomendação é, geralmente, para não fazerem isso. Explico: como não existe neutralidade, o que deve ditar nossa escolha é o nosso próprio gosto pessoal. Não adianta o que eu ou qualquer outra pessoa venha a dizer a respeito de um fone. O que importa é se você gosta do fone e de como ele se encaixa nos gêneros musicais que você ouve.

Um Sennheiser HD800, por exemplo, é um senhor fone, mas sua personalidade brutalmente reveladora definitivamente não se encaixa em muitos estilos musicais. Por isso, para uma pessoa eclética, ele talvez dê uma experiência de certa forma incompleta. O mesmo para o Audez’e ou para basicamente qualquer equipamento mais pretensioso: fora poucas exceções, como o HiFiMAN HE500, é dificílimo encontrar um fone que faça tudo. E, mesmo que ele faça, alguns outros vão fazer algumas coisas bem melhor – por exemplo, o HD800 dá um banho no HiFiMAN com música clássica.

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Sennheiser HD800

O que recomendo, para os que têm mais dinheiro para gastar, é comprar um grupo de ótimos fones mais baratos. Um clássico que gosto é o seguinte: Sennheiser HD650, AKG K701 e Grado SR80i. Eles podem ser aliados a um conjunto de DAC e amp honesto, como por exemplo o JDS Labs O2 + ODAC, Schiit Magni + Modi ou até FiiO E17 + E09K – eles não vão tirar absolutamente tudo dos fones (principalmente do AKG), mas vão fazer um trabalho super competente. Tudo isso custaria mais ou menos o mesmo que um HD800.

Sei que é difícil, tendo o dinheiro, aceitar partir para opções mais simples, principalmente quando diversos relatos na internet apontam para a clara maestria de alguns fones bem sofisticados. Eu mesmo cometi esse erro no início. A questão é que, como disse, tudo é muito pessoal e, sendo realista, posso garantir que alguém que nunca ouviu um fone de qualidade tem chances equivalentes de se impressionar com um HD800 ou com um HD650. É preciso maturidade no hobby para realmente apreciar o que se consegue no topo da cadeia.

A grande vantagem de um sistema feito com vários fones mais simples é o fato de ele ser muito completo e adequado a uma vasta gama de estilos musicais – muito mais do que o HD800 sozinho. Mas mais do que isso: para iniciantes, vai dar uma belíssima introdução do que é possível no mundo dos fones de ouvido. Por mais que possamos ter uma ideia do que vamos gostar em termos de sonoridades, é somente ouvindo que podemos ter certeza. Um conjunto assim, portanto, pode dar os subsídios para iniciantes aprenderem sobre os próprios gostos e terem mais segurança em futuros upgrades.

Ou seja, quando eles tiverem mais segurança para partir para níveis superiores de fones, e aí sim entrar na categoria do HD800, vão saber muito mais para onde podem ir – se o K701 for o que mais agrada, o próximo passo pode ser o Sennheiser HD800; se for o HD650 talvez o mais indicado seja o HiFiMAN HE500 ou HE6; e se ele gostar mais do SR80i, pode partir para um RS1i.

Meu sistema atual segue essa filosofia. Tenho cinco fones que abrangem uma vasta gama de estilos musicais, o que é ótimo visto que sou muito eclético. Se eu vendesse todos, até poderia comprar um Stax SR-009, que em teoria é significativamente melhor do que todos os meus fones atuais, mas prefiro ter o grupo que tenho, já que ele me dá uma experiência de uma completude com a qual o Stax somente poderia sonhar.

 

1.2) Earphones

Sennheiser IE800

Sennheiser IE800

Muitas pessoas colocam a conveniência e a portabilidade em primeiro lugar, e por isso headphones talvez não sejam a melhor opção – afinal, in-ears podem atingir níveis altíssimos de qualidade de som, apesar de não conseguirem fornecer a mesma espacialidade dos grandes circunaurais. Fora algumas pouquíssimas exceções (como os customizados topo de linha), acho que os headphones são as melhores opções para quem quer qualidade de som absoluta, mas os que não se importarem em comprometer um pouco a qualidade pela portabilidade podem achar belas opções.

As questões do gosto pessoal são tão válidas quanto no caso dos headphones, e o ideal é buscar aquilo que você gosta. A sonoridade dos in-ears varia bastante de modelo para modelo, mas é interessante observar que cada tipo de tecnologia possui uma sonoridade distinta. Em meu artigo sobre especificações, falo resumidamente sobre o assunto.

Uma das grandes vantagens desse tipo de fone – além da óbvia portabilidade –, é a falta de necessidade de amplificação própria. Basicamente qualquer coisa já vai fornecer uma potência mais do que necessária para in-ears. Isso não quer dizer que a qualidade será sempre boa, mas em termos de potência, não há muito com o quê se preocupar.

Players portáteis já fornecem uma qualidade de som boa o bastante para in-ears, e salvo uma ou duas exceções, não há necessidade de amplificação ou fonte dedicada – por mais que possa haver um benefício, o dinheiro certamente seria melhor investido num in-ear mais sofisticado. Recomendo a adição de um DAC (sempre barato, como o FiiO E07K ou o HiFiMAN HM-101) apenas quando o usuário deseja conectar o in-ear a uma saída de notebook de má qualidade, com bastante ruído de fundo, por exemplo. Fora isso, acho que basta comprar o melhor in-ear que você puder e ser feliz com ele.

 

2) Fonte

Com as decisões sobre os fones tomadas, pode-se partir para uma fonte. Lembre-se, porém, que a partir do momento em que um DAC é conectado a um computador, você também vai precisar de um amplificador.

Electrocompaniet ECD-1

Electrocompaniet ECD-1

A influência do DAC no sistema, como dito anteriormente, é muito menor que a do fone. Ele vai alterar uma parte mais “fundamental” da sonoridade, é algo mais “fundo”, porém mais sutil.

Também é importante ter em vista as questões funcionais desse tipo de equipamento. Ainda existem, por exemplo, DACs que não possuem entradas USB, o que exigiria uma interface como a M2Tech HiFace para conectá-lo a um computador. Também é interessante pensar nas saídas: alguns poucos amplificadores são totalmente balanceados, o que, em alguns casos, exige DACs com saídas XLR.

Considero ser difícil, atualmente, achar um DAC ruim, mas é possível achar modelos com características diferentes. Pessoalmente, gosto da ideia de ter um DAC que simplesmente soe natural – ou seja, nem para o quente e nem para o frio. No entanto, algumas pessoas podem usar a personalidade do DAC para balancear levemente o resultado geral do sistema. Por exemplo: como tenho vários fones, quero que meu conversor seja o mais neutro o possível, mas caso alguém tenha escolhido o Sennheiser HD800 (sempre ele) como fone definitivo, talvez algo mais quente seja mais indicado. Existem alguns DACs com o estágio analógico valvulado que podem trazer resultados interessantes, como os MHDT Havana DAC. O Electrocompaniet ECD-1, apesar de não ser valvulado, também é conhecido por uma sonoridade doce e envolvente.

Da mesma forma, alguém que tiver parado num fone um pouco mais eufônico, como um Audio-Technica da linha Wood ou algo do tipo, pode se beneficiar de um conversor um pouco mais detalhista. Os equipados com o chip Sabre, como o B.M.C. PureDAC que avaliei recentemente, os Ressonessence Labs e o Matrix M-Sabre são opções interessantes nesses casos.

Aqueles que se mantiverem em sistemas menos pretensiosos não necessariamente terão poucas opções. Hoje existe uma série de componentes muito interessantes em faixas de preço diversas. Gosto muito do FiiO E17 como DAC para sistemas mais simples – até algo como um HD650, por exemplo –, apesar de apostar no JDS Labs ODAC quando a pura qualidade de som é o principal foco. Os que quiserem subir mais um pouco a escada têm várias outras belas opções, como o Emotiva Stealth DC-1, Schiit Bifrost, Musical Fidelity M1 ou a linha DacMagic da Cambridge Audio. Qualquer um desses certamente trará um belo resultado.

Vale lembrar, além disso, que não é pequeno o número de DACs que possuem amplificadores de fones integrados. Alguns modelos são muito conceituados e podem oferecer uma solução tudo-em-um fantástica para alguns fones. Exemplos são os excelentes Burson, os Grace, os Benchmark e alguns Audio-gd.

 

3) Amplificador

Meier Audio Corda Eartube

Meier Audio Corda Eartube

A questão mais importante aqui, além da sinergia com o resto dos equipamentos, é pensar nos requisitos dos fones. Por exemplo, de nada adianta um Trafomatic Head-One para um HiFiMAN HE6 – vai faltar potência. Um HiFiMAN EF6 também não seria indicado para empurrar um JH Audio 13 Pro devido à potência excessiva para um in-ear sensível ou para um Sennheiser HD600, já que seria overkill. Equilíbrio é importante.

A sinergia é tão importante quanto com a fonte, e é necessário pensar no que você busca com os seus fones. Eu gosto de amplificadores totalmente neutros, já que tenho muitos fones com sonoridades distintas – um amplificador com uma personalidade distinta pode ser ótimo com alguns fones porém péssimo com outros. Mas se eu tivesse apenas um fone escolhido, provavelmente pensaria numa solução ótima para ele.

Mais uma vez usando o exemplo do Sennheiser HD800: ele é um fone frio e analítico, e por isso a amplificação pode ser vista como uma forma de deixá-lo mais musical. Muitos falam muito bem do Luxman P-1u e dos Eddie Curent, por exemplo. Já o HD650, com sua personalidade assumidamente relaxada, pode se dar melhor com algo mais energético.

Alguns amplificadores se dão melhor com fones específicos, e isso vai além da pura questão de sonoridade. Existem os amplificadores sem transformadores de saída, os famosos OTL, como o Woo Audio WA3 e o Bottlehead Crack. Eles são opções fantásticas para fones de alta impedância, como o Sennheiser HD650, mas não são indicados para fones menos resistentes, como os Grados ou Audio-Technicas.

Algo que observo é que muitas pessoas se prendem a duas características que não necessariamente são tão decisivas na sonoridade de um amplificador: válvulas e balanceamento.

Há um estereótipo sobre amplificadores valvulados e estado sólido, mas na minha opinião, muitas vezes a sonoridade do equipamento é mais dependente de outros fatores do que da tecnologia de amplificação usada. Um Burson HA-160D me soou mais “valvulado” que um Little Dot MKVI, por exemplo, e tenho certeza que um Luxman P-1u é mais macio e aveludado do que muitos valvulados. Acho que a escolha pode seguir uma direção – afinal, geralmente valvulados têm sim uma sonoridade mais macia –, mas acho que isso nunca deve ser visto como um limitador. Existem outras questões igualmente ou mais importantes.

Little Dot MKVI

Little Dot MKVI

O balanceamento, por sua vez, é, na minha opinião, consideravelmente desprezível na montagem de um sistema. Ele até pode melhorar a separação estéreo, mas a verdade é que é uma melhora geralmente risível, e isso quando estamos comparando a saída single-ended e a balanceada de um mesmo amplificador. Se estivermos comparando dois amplificadores diferentes, não é o balanceamento que vai ser o fator decisivo em nenhuma comparação, é a topologia do amplificador. Aposto que existem valvulados single-ended bem mais espaciais que o HeadAmp GS-X, por exemplo.

Meu ponto é que o balanceamento é algo muito pequeno, principalmente quando comparamos amplificadores diferentes. O projeto do amplificador é muito mais importante, então faz muito mais sentido comprar um single-ended excepcionalmente bem projetado do que um totalmente balanceado menos sofisticado. Não é o balanceamento que vai mudar essa situação. Acho muito curioso ver que muitas pessoas consideram esse um requisito, visto que sua influência é significativamente menor do que a de uma série de outras questões.

 

Palavras Finais

Esse artigo lida com assuntos complicados e muito abrangentes, então certamente não tive a oportunidade de discorrer sobre algumas coisas. Existem exceções para qualquer regra, e o que foi dito aqui não deve ser tomado como uma verdade absoluta no hobby.

Além disso, essas são minhas opiniões pessoais sobre o assunto, mas são opiniões que formei ao longo de algum tempo de estrada, tendo tido a oportunidade de testar um grande número de equipamentos. São coisas que eu gostaria de ter lido no início, já que me poupariam de algumas decepções.

Espero que, junto com os outros artigos que já escrevi, esse possa esclarecer algumas questões sobre esse hobby apaixonante.

72 Comments
0
  • Vitor

    Muito bom! Conseguiu abranger muitas coisas e dar um certo norte para quem esta começando e até para os que não se aventuraram em certas áreas. Parabéns pelo texto Leo!

    • mindtheheadphone

      Obrigado, Vitor!

  • Wellington

    Confirmo tudo escrito pelo Leonardo,
    eu comecei pequeno no hobby, simple hd-200, e fui crescendo. Já tinha uma certa experiencia em caixas de som e som interno de carro. (Só um pouco)
    Possuo um HD-800, no começo não saberia apreciar o mesmo como hj. Só observação que o HD-800, funciona muito bem com um Schiit Audio Valhalla, que não é um aplificador top, mas toca muito bem com o fone. Observação minha e de um amigo nosso, Osni, que testou muitos amplificadores com HD-800 para no final ver um amp de menos de 200 dolares , casar bem com mesmo.
    E se puder gastar com in-ear custon, gastem, pois eles tocam muito.

    • Wellington

      Nesse tempo me arrependo de ter dado o Hd-25 II para Leonardo, pois era um otimo fone…..

      • mindtheheadphone

        É cara, esse veio pra ficar hahaha!

    • mindtheheadphone

      Valeu, Wellington!

    • Jorge

      Quem dera se o Schiit Valhalla fosse menos de 200 dólares ^^

      • mindtheheadphone

        Jorge, infelizmente o preço aumentou, mas até há algum tempo atrás era esse mesmo – um pouco mais talvez, por volta de 250 dólares. Agora que aumentou bastante…

  • Osni Moritz

    Parabéns Léo, acho q de todos os seus artigos este certamente foi o q eu mais concordei em gênero e grau, principalmente em relação aos balanceados, q já abandonei faz tempo… milhares de reais a mais por centavos de diferença. Artigo show, como sempre! Abraços.

    • mindtheheadphone

      Opa, muito obrigado, Osni!!

  • Excelente artigo, o seu melhor até hoje na minha opinião. 🙂

    • mindtheheadphone

      Muito obrigado, Matias! É curioso que eu já tenha ouvido isso de umas três pessoas. Bom, fico feliz que gostaram 🙂

      Um abraço!

  • Thiago Xavier

    Muito bom o texto, já da uma luz no fim do túnel, muitas pessoas que eu conheço, acabo indicando o site, seja para fones ou pela substituição de uma placa de som onboard, por um dac/amp inicial.
    Eu apesar de pouco tempo no hobby, leio muita coisa, sei até dos riscos que vou cometer; como meu AKG K702 sem um amp e outros in-ears que estão vindo; no momento estou em fase de conhecimento, caso goste da sonoridade, bem diferente do meu atual in-ear rico em graves, vou manter o AKG e buscar um amp para ele, caso contrário venderei, e irei comprar um HE-400 ou quem sabe a loucura for surreal um HiFiMAN HE500, vamos ver como meus ouvidos vão reagir. õ/\o/eee/

    • mindtheheadphone

      Boa sorte na busca, Thiago!

  • Fernando

    Mais um excelente texto, Leonardo, só que dessa vez foi direto ao assunto. Para quem está nesse hobby há pouco tempo e já gastou muito mais do que deveria (hoje entendo o significado da expressão “sorry for your wallet”…rs…), aprendi do modo mais difícil o que você sabiamente escreveu. Apesar de tudo, o lado bom é que hoje eu sei com um grau bem maior de certeza o que gosto e não gosto e minhas decisões são mais maduras e seguras; de qualquer forma, suas dicas são preciosas e são o caminho certo para evitar arrependimentos futuros.
    Quanto ao texto em si, a ausência de menção aos DAPs para uso com IEMs foi ocasional/intencional ou você acha que eles não têm importância no resultado final da sonoridade quando da montagem de um sistema de som portável? Pergunto porque há vários deles sendo lançados e talvez fosse interessante falar sobre eles nesse contexto de montagem de sistema de som, já que eles são partes importantes. Abs.

    • mindtheheadphone

      Olá Fernando, obrigado!

      Na verdade não falei sobre o assunto de forma mais ou menos intencional. A questão é que a grande maioria dos players já possui uma boa qualidade de som, e o incremento obtido com DAPs de altíssimo nível é realmente pequeno. Além disso, acho que o texto aborda, principalmente, dois grupos: os que apenas querem uma qualidade legal com um único fone – esses são os que não precisam se preocupar com amps e DACs, e consequentemente são os que usariam um player portátil ou celular que já possuem – e os que querem partir para sistemas mais sérios. Me parece que esse público raramente tem um player como peça fundamental no sistema; eles possuem um set de mesa e usam o DAP apenas fora de casa, acho que tanto por questões de memória quanto da relação custo x desempenho.

      Por isso, considero essa uma questão de certa forma à parte do artigo, entende? Na minha opinião é um nicho dentro do nicho, e eu não saberia encaixar essa “necessidade” nesse texto.

      Espero ter esclarecido!

      Um abraço!

  • Aroldo

    Ótimo texto, é um norte para quem está começando e um retrospecção para os que já navegam nesse mundo!

    Só gostaria de salientar um detalhe, que foi citado no texto, sobre a importância da qualidade da gravação do arquivo de audio que irá usar para “alimentar” o DAC=>AMP=>FONE.

    Nem estou falando dos bitrates ou arquivos lossless, 16bit 44.1khz / 24bit 192khz, muito menos de DSD e DSX, e sim sobre a qualidade com que as músicas foram gravadas e masterizadas.

    Na minha opinião, de nada vai adiantar montar um ótimo sistema de fones de ouvidos ou caixas (não necessariamente caros), se a qualidade da gravação deixar a desejar. Um bom sistema não vai compensar esse elo fraco da cadeia, apenas evidenciar a sua fraqueza.

    my 2 cents

    abs

    • mindtheheadphone

      Olá, Aroldo!

      Com certeza, a única coisa tão importante quanto o fone é a própria gravação. Foi o que disse aqui, no segundo parágrafo: “O fone é (exceto pela gravação) o maior responsável pela voz de um sistema”. Só não desenvolvi não só por não ser o foco do artigo, mas também por ser algo sobre o qual não temos controle, infelizmente. Temos que nos conformar com a qualidade do que gostamos, seja ela boa ou ruim!

      De toda forma, já fiz um artigo que toca nesse assunto.

      Um abraço!

  • tuan

    Missão pra vc, Mind! Se a Sony der mole pra vc, pede pra testar esse aparelho aqui oh:
    http://olhardigital.uol.com.br/noticia/sony-lanca-xperia-e1-um-dos-celulares-mais-barulhentos-do-mercado/41055

    Tou curioso oh!

  • tuan

    Nossa, nem reparei que o som alto deste smartphone tem a ver com as caixas de som, não da saída para o fone! kkk

    Desculpa pelo incômodo! =)

    • mindtheheadphone

      Sem problemas, Tuan 🙂

      Em breve, inclusive, estarei com um Sony ZX-1, que será avaliado daqui a algum tempo.

      Um abraço!

  • Wellington

    Gosto bastante de Bjork, mas meu Sr-60i não é muito bom com seu álbum “Vespertine (Live)”. Já em outros álbuns dela, é muito bom. Se eu fosse pensar só naquele álbum, provavelmente deixaria meu Grado de lado. Estou pensando seriamente, no futuro próximo, em pegar um RS1.

    • mindtheheadphone

      É por aí! E dou meu voto para o RS1i, é um fone espetacular.

  • Alexandre Serodio

    Olá,

    A minha dúvida eu não sei se encaixa com o post, mas lá vai.

    Um amigo está trazendo semana que vem um Headfone B&W P5 para mim.
    É para escutar em movimento e os players que tenho são o iPhone 5S e um iPod Classic.

    A dúvida que tenho:

    1-Para extrair o máximo do novo Fone qual o melhor?
    2-Tem alguma forma de melhorar o som do iPhone 5s com apps? Minhas músicas todas são baixadas do iTunes em AAC.
    3-É necessário um amplificador portátil para o iPhone?

    Ou é melhor partir para outro Player portátil?

    O seu site é referência para quem busca informações sobre o assunto. Parabéns!

    Abraço,

    Alexandre

    • mindtheheadphone

      Olá Alexandre, muito obrigado!

      Já que vc tem os dois, o melhor a fazer é vc testar vc mesmo. Acho que o iPhone é superior, mas só comparando para ter certeza. Ambos são ótimas opções, com o próprio aplicativo padrão, e na minha opinião não é necessário adicionar um amplificador para um fone como o P5. Vc já vai ter um ótimo sistema portátil assim mesmo.

      Um abraço!

      • Alexandre Serodio

        Muito Obrigado!
        Vou testar aqui assim que chegar e posto o que achei.

        E o Fiio X5? Achei bem interessante, será muito superior ao Iphone?

        Abraço,

        Alexandre

        • mindtheheadphone

          Alexandre, muito superior certamente não. A diferença entre players é, em geral, consideravelmente pequena, quando mais se considerarmos fones pouco reveladores (caso do P5). Por isso, acho que será um gasto desnecessário.

          Um abraço!

          • Alexandre Serodio

            Leonardo,

            Recebi o P5!

            Gostei bastante!

            Não tenho o conhecimento técnico que você tem , mas gostei desde o dia que testei aqui na Apple Store do RJ.
            Ouvi todos os fones disponíveis na loja para teste, e foi o que mais gostei. Aproveitei a viagem de um amigo e pedi para trazer um pra mim.

            Testei aqui com o iPhone e com o meu velhinho Classic. Realmente o iPhone é superior ao Classic.

            Aproveitei e baixei o App Radsone e achei que alterando as configurações ficou melhor que o player padrão da Apple.

            Um abraço

          • mindtheheadphone

            Olá, Alexandre! Fico feliz que esteja gostando!

            Um abraço!

          • Alexandre Serodio

            Boa noite Leonardo, tudo bem?
            Pode me dar uma dica?
            Estou a mais ou menos 1 ano com o B&W P5. Muito bom. O som me agrada.

            Mas queria algo mais portatil e de preferência sem fio.

            Existe algum modelo inear Wireless de boa qualidade na faixa de uns R$800,00/900,00?

            Abraço,

            Alexandre

          • Opa, claro, Alexandre!

            Nessa faixa de preço vc consegue o Jaybird BlueBuds X, que já avaliei aqui no site. É um excelente in-ear independente de qualquer coisa, mas com a vantagem de ser sem fio! Ele está disponível no MercadoLivre com vários vendedores (inclusive quem me mandou pra avaliação foi o Rafael, da PrimeIn, que vende lá) e na loja MonkeyBiz.

            Um abraço!

          • Alexandre Serodio

            Obrigado Leo, sempre prestativo.

            Quanto tu acha que consigo vender o B&W P5? Tá igual a Zero. Uso só em casa e muito pouco.

            Abraço,

          • Ih rapaz, não sei… talvez em torno de R$800? Acho que estaria justo por aí.

            Um abraço!

  • Reis

    Olá são muito boas suas observações, eu estou em dúvida sobre um bom headfone de preferência profissional com uma construção sólida e duradoura. As minhas fontes são preferencialmente 24-bit/192-kHz via SACDs/BD Áudios alguns poucos discos com DSD (utilizando um cambridge 752BD).

    Meu gostos são em média 60% eruditos música clássica, violinos, jazz (jaco pastorius/marcus miller), miles davis e outros 40% de Rock de diversos gêneros (incluindo death metal). O Meu sistema hoje parece OK, falta um fone “neutro” que não seja muito quente entretanto que tenha uma boa pegada se for possível.

    Eu estou lendo diversos reviews na Amazon, mas estou em dúvida com a construção descartável da maioria..Penso em gastar até uns $250

    Obrigado

    []s
    Ricardo

    • mindtheheadphone

      Olá Ricardo,

      Nessa faixa algumas boas opções são AKG K271 MKII, Shure SRH940 (um pouquinho mais caro na verdade) ou talvez algum Sennheiser da linha HD – são quentes, mas muito bons.

      Um abraço!

  • marcelo

    alguem saberia me indicar um headphone ou earphone para ouvir principalmente Metal a um custo de entre 100 a 250 reais. ja procurei pelo motorheadphone mas nao acho no brasil. obrigado

    • mindtheheadphone

      Olá Marcelo,

      Infelizmente no Brasil as opções no país são parcas. Vc pode tentar os Philips Citiscape Downtown ou Uptown.

      Um abraço!

  • Ola Turma tudo tranquilo!!!

    Quero comprar um fone para produção de musica eletronica no style Techno e Drum n Bass DubStep.

    Os graves são primordiais e médio e agudo!!! putz to parecendo nooob….

    Tenho um Home Studio e Faço Minhas Produção No Monitor M-Audio Bx8.

    Agora de fone não tenho nada que presta!!! comprei um Sony MDR XB 920 tenho também um Porta Pro Koss.

    Mas queria uma fone que me garantisse o que estou produzindo porque depois ter que mexer de novo pra equlizar e os #@$%¨& ai não vira!!!!

    Vocês podem ajudar!!!

    • mindtheheadphone

      Olá Eudimar,

      Vi sua pergunta no Facebook e respondi, mas estou vendo aqui que os requisitos são outros, é mais pra mixagem e masterização pelo que parece, certo? Nesse caso, talvez fosse melhor procurar um fone mais neutro. Isso vai depender muito da faixa de preço que vc pretende atingir, mas acredito que se o objetivo é neutralidade pra mixagem, talvez desse pra pensar em algum da linha de headphones da Shure. Também pensaria nos AKGs K271 e K240.

      De toda forma, geralmente, mixar com fones de ouvido não é exatamente recomendado. O mais importante, na minha opinião, não é o fone em si, mas sim conhecê-lo bem o suficiente pra entender como o que vc ouve dele se traduz em outros sistemas.

      Um abraço!

  • Ansel

    Oi. Gostaria de uma ajuda em qual fone comprar. Gostaria de um fone de boa qualidade e usarei basicamente no ipad. Gosto de Rock

    • mindtheheadphone

      Olá Ansel,

      É necessário saber o quanto vc está disposto a gastar. Mas pra rock e pra ser usado direto com o iPad, os Grados são ótimas opções.

      Um abraço!

  • Marcelo Miki

    Prezado Leonardo,
    Estou começando a estudar este lance de Headphones e vejo que quem curte é uma das tribos das mais obcecadas, kkkkk! Por isto tenho medo de entrar muito fundo nisto. Há aquelas tribos dos Upgrades infinitos no Hi Fi, há aquelas tribos que compram diferentes prensagens de um mesmo disco, enfim o que não falta é opção.
    Eu gostei deste seu artigo, pois dá um bom pontapé, apesar de ainda não estar muito familiarizado com os termos. Eu gostaria de saber se para ouvir música de qualidade no Computador (o meu é um Imac) posso partir direto para uma Interface. Como eu “arranho” guitarra e baixo, eu adquiri há alguns anos a Interface Line 6 Tone Port UX2. Esta interface já tem saída para Headphones mas não sei se seria um resultado satisfatório. Acabo de adquirir de um usuário lá do HTForum um AKG 65th K702. Alguma dica de melhoria nesta cadeia? E Player de música? Por acaso o Itunes é furada?

    • mindtheheadphone

      Olá, Marcelo!

      Cara, realmente não sei como são essas interfaces pra usar com fones de ouvido… as Apogees são consideradas muito boas pra esse fim, mas as Line6 não tenho ideia!

      Como vc já a possui e comprou um AKG, acho que vale a pena testar e ver o que vc acha. Se te agradar, ótimo! Se achar que falta alguma coisa – por exemplo, se o som estiver estridente e sem graves, pode ser um sinal de amplificação medíocre pra esse fone, e aí valeria a pena de repente pensar em investir num amplificador e DAC. Lá no HTForum mesmo aparecem boas opções com alguma regularidade.

      Sobre player, uso o iTunes e gosto muito!

      Um abraço!

    • Ansel

      Gostaria de gastar até uns 500 reais. Não encontrei Grado para vender aqui no brasil

      • mindtheheadphone

        Ansel, a Grado é representada pela Audioheaven. Vc pode entrar em contato e ver se eles têm o SR60i ou o SR80i, que se encaixam em seu orçamento.

        Um abraço!

  • Antonio

    Olá. Gostei demais do seu site, excelentes dicas. Sempre quis ter um sistema hi-end, mas baseado em caixas acústicas. Preço, dificuldade em adequar a sala com o posicionamento ideal de caixas e tratamento acústico para obter o melhor resultado tornaram o projeto inviável. Até há muito pouco tempo, não sabia que era possível com fones se obter um palco sonoro convincente como se consegue (às vezes) com caixas, sem usar artifícios de DSP que são horríveis. Para mim, a recriação desta característica é fundamental, principalmente ouvindo música clássica. Gosto também de rock, jazz e pop. O som “dentro da cabeça” típico de fones me cansa. Dado que um sistema hi-end com duas caixas bookshelf chega fácil na casa de R$100 mil, gastar entre R$10 mil a R$15 mil seria uma barganha se o resultado for igualmente satisfatório! Infelizmente o tempo é curto e eu não gostaria de ficar testando várias combinações nem ter vários fones. Sou novato no assunto. Para dizer a verdade, nunca ouvi um sistema com fones hi-end. O que você recomenda? (Acho que abusei da sua boa vontade, desculpe…) Obrigado.

    • mindtheheadphone

      Olá Antonio, muito obrigado!

      Entendo perfeitamente suas preocupações. Infelizmente, essas são algumas das nossas dificuldades! Mas nada sem solução. O que posso te dizer é que com fones vc não vai ter um palco sonoro no nível do que caixas proporcionam porque, por melhor que seja, ainda não vai tomar a sala à sua frente – ainda vai ser algo ao redor da sua cabeça. Mas os resultados podem ser excelentes de qualquer forma e, sob alguns aspectos, igualmente convincentes.

      Seu orçamento te permite montar um sistema fantástico de fones de ouvido. Se o que vc mais ouve é música clássica eu nem pensaria duas vezes e partiria pro Sennheiser HD800. No Brasil é possível comprar na Cia Virtual Mix a R$4.490, mas comprando de fora, talvez um usado nos Classificados do Head-fi, vc pode conseguir por um pouco menos. Inclusive, se vc não se incomodar em comprar usado, o Fabio Venâncio, um amigo meu, está vendendo um no HTForum. Se vc puder, é uma excelente oportunidade.

      O próximo passo seria pensar num amplificador. Os amplificadores da Woo Audio (como WA3, WA2, WA6 e WA6 SE) provavelmente serão uma boa pedida se válvulas não impuserem um problema pra vc. Caso imponham, dá pra considerar os Burson. Alguns modelos, inclusive, possuem um DAC interno, o que eliminaria a necessidade de comprar um DAC externo ou ainda um bom CD player. Seria uma ótima solução única. Os amps da Luxman também são consagrados com o Sennheiser, mas nunca tive a oportunidade de ouvir um. Uma outra ideia, consideravelmente mais barata mas ainda excepcional, é o Bottlehead Crack – o único contratempo é que ele só é vendido em forma de kit, mas a construção é bem simples.

      Por último, há a fonte. Se vc usar o computador ou um CD player como fonte principal, um DAC seria a melhor escolha (no segundo caso, vc só usaria o CD player como transporte, então qualquer CD player ou DVD player bem barato – nível Casas Bahia mesmo – com saída digital já vai ser mais do que suficiente). Hoje acho que existem poucos DACs ruins, então sinceramente, dá pra buscar alguma opção que te atraia e que caiba no seu orçamento sem muitos receios. Se topar comprar de fora, dá pra pensar no Matrix X-Sabre ou no Neko D100. Se preferir comprar no Brasil, dá pra ficar de olho nos Classificados do HTForum porque sempre tem coisa boa por lá.

      E olha, uma dica: por mais que vc prefira ter um fone só, acho que a ideia de ter mais de um é muito válida, principalmente porque o HD800 é excelente com música clássica mas nem tanto com rock ou pop, por exemplo. Se vc se interessar por essa ideia, eu consideraria pegar também um Sennheiser HD650 e um Grado SR80i. São excelentes fones pros outros gêneros que vc ouve, e cabem no seu orçamento sem maiores problemas.

      Um abraço!

      • Antônio

        Puxa! Obrigado por responder tão rápido e tão detalhadamente! Eu já havia conversado com o Fábio e estou para visitar o show room logo. Um abraço e muito obrigado.

        • mindtheheadphone

          Ótimo Antônio, boa sorte! Um abraço!

          • Antonio

            Olá, Leonardo.

            Eu ouvi o HD-800 no show room do Fábio, ainda em outubro. Super atencioso, o Fábio me deixou à vontade para ouvir o HD-800 junto ao resto do seu sistema top. Levei algumas músicas de diferentes gêneros que conheço bem e gosto muito. A minha impressão foi que, se a gravação for realmente boa, o HD-800 nos leva ao paraíso, mas com outras gravações torna a audição simplesmente insuportável! É muito intrigante. Como engenheiro, gostaria de entender como isso é possível. Saí de lá com uma certeza: o HD-800 não seria para mim, pelo menos não como solução única. Você estava certo!

            Seguindo suas sugestões e vendo outros reviews na internet, acabei comprando um HD-600 e um amplificador com DAC Burson Conductor SL-1793. Uso o notebook como transporte, com o player JRiver. Todas as minhas músicas são ripadas com o EAC e compactadas em flac ou mp3 320k.

            Acho que fiz uma excelente aquisição. Tudo que ouço neste meu sistema soa super natural e detalhado e posso passar horas seguidas mergulhado na música sem sinal de fadiga ou desconforto. E, diferentemente do HD-800, tudo parece que ficou melhor! Sinto que só agora ouço algumas músicas como se deve.

            Queria dar este retorno a você, apesar de meio atrasado, pois seu blog e suas dicas foram fundamentais.

            O HD-600, por sua alta impedância, não soa satisfatório em sistemas portáteis, como iPad ou smartphones, mais adequados para fones de 32 ohms. No entanto, você testou o HD-650 com o Calyx-M que não tem muita tensão de saída. Você gostou da combinação?

            Muito obrigado e feliz 2015.

            Antonio

          • mindtheheadphone

            Antonio, é sempre bom ler comentários interessantes e inteligentes como o seu!

            Quanto ao HD800, pois é, é algo que me intriga bastante também, porque ele parece ser dois fones diferentes. Atribuir essa questão ao fato de ele ser exageradamente revelador, em minha opinião, explica apenas metade do problema. De fato, ele vai mostrar quando o espaço da música não faz sentido, quando há compressão exagerada e coisas do tipo, mas o equilíbrio tonal para mim é uma incógnita. Absolutamente incrível com gravações de referência mas terrível com as que não são… não sei como interpretar isso. Tenho algumas teorias, mas nenhuma que me convença totalmente. Enfim! Confesso que tenho me impressionado cada vez mais com ele pelo que ele faz bem.

            Agora, quanto ao seu sistema, tenho certeza de que está excelente. O HD600, na minha opinião, merece seu lugar entre os melhores fones de ouvido do mundo. Gosto muito dele, e tenho vontade de pegar um, mesmo tendo um HD650 e um HD800.

            Mas vou te falar que achei que o Calyx mostrou bastante competência com ele sim! É um belo player, que não se intimidou com meus fones mais exigentes.

            Um abração!

          • Paulo Mario

            Antonio,

            Na minha opinião, o HD650 toca meio baixo com o Calyx M. Mas certamente não tenho a audição tão sensível quanto a do Leonardo, inclusive tenho um pouco de perda de audição em um dos ouvidos. YMMV.

  • Marcelo

    Eu estava na internet procurando por headset’s e acabei vindo parar de paraquedas no seu blog, eu achei bem interessante esse seu post em especial e fui ler, acabei despertando uma curiosidade a respeito disso e talvez um encanto, bem eu criei vontade de tentar montar um sistema pra mim a principio um BEM básico, qro um fone de até R$150 to de olho nesse http://pt.aliexpress.com/item/New-Superlux-hd681evo-Dynamic-Semi-open-Professional-Audio-Monitoring-Headphones-Earphones-Detachable-Audio-Cable/1561078390.html no AKG 414p e no Koss Porta Pro, o que mais me atraiu foi o Superlux hd681EVO pela frequencia de 10 até 30khZ (sou extremamente leigo x.x) a principio quero meu sistema para jogos, escutar musicas / filmes e fazer algmas gravações amadoras pra me divertir, (guitarra, baixo e vocal) qual desses você acha que é melhor pra mim ? Algum outro fone que você me recomende ? Algum desses fones eu irei precisar de um Dac/amplificador ? (minha placa de som é horrorosa) se eu gostar e quiser evoluir um pouco depois, quais fones / outras coisas do sistema que vc me recomendaria adquirir (a principio nada superior a R$500 individualmente)
    Desde já agradeço e fico no aguardo, forte abraço !

    • mindtheheadphone

      Olá Marcelo, obrigado!

      Os Superlux são ótimos fones, e acho que se encaixariam bem no que vc procura. O AKG e o Koss também, mas não sei se são tão bons e existem muitas falsificações no mercado, o que torna o processo de compra um pouco mais complicado. Agora, sobre o que vc disse da resposta de frequência: esqueça isso, não quer dizer absolutamente nada tanto na teoria quanto na prática. Nunca considere a resposta de frequência como indicativo de qualidade. Pra clarificar um pouco mais essa questão, dá uma lida nesse post aqui.

      Se sua placa de som for muito ruim, é sim possível que vc venha a precisar de uma fonte um pouco melhor. Já que inicialmente vc pretende montar um sistema mais simples, te indico a HiFiMAN HM-101.

      Quanto ao upgrade futuro, vai depender bastante, o ideal é que vc ouça o sistema que montar e veja o que acha. Assim será muito mais fácil definir em que direção vc irá querer seguir depois.

      Espero ter ajudado! Um abraço!

  • Marcelo

    Eu tirei o dia ontem apenas para procurar fones, axei o koss, axei algns modelos da AKG, mas o que me agradou mais foi o modelo 414p da AKG, escutei o som do koss axei lindo, escutei o AKG axei o koss fraquinho fraquinho, graves muito acentuados e uma potencia ótima, (testei no celular) nao axo em lugar algm esses Dac’s, alias o pessoal nem ao menos sabe o q é isso qnd eu pergunto, sera q eu vou ter q importar ou comprar do ML ? vc aconselha algma loja ou vendedor onde eu possa achar isso em um preço acessivel ? meu sistema por enquanto será apenas o fone ? algm player q vc recomenda para computador ? vou comprar o 414p agora pela manha.
    Muito Obrigado, vc me ajudou e está ajudando muito 😉

    • mindtheheadphone

      Então Marcelo, geralmente, nesse hobby, tudo é comprado no exterior. Pouquíssima coisa está disponível aqui no Brasil, principalmente equipamentos complementares, como amplificadores e DACs. Os de baixo custo, como o HM-101 que te recomendei, não costumam vir pro país (em loja física então…), só modelos mais sofisticados, mas aí o preço é muito alto e a disponibilidade é restrita a alguns pequenos importadores, que até podem demonstrar os aparelhos num showroom, geralmente com hora marcada. Não é um esquema de compra muito comum.

      A saída seria, de fato, importar o HM-101. Ele mais o AKG já vai formar um sistema que deve te agradar.

      Um abraço!

  • Guilherme

    Olá, Leonardo!

    Primeiramente deixe-me dizer que seu post é incrível, achei muito completo e bem fácil de entender, foi realmente algo iluminador para quem está querendo iniciar no mundo dos fones de ouvido de melhor qualidade.

    Embora tenha me esclarecido muitas coisas e eu tenha pesquisado bastante a respeito de fones ainda me restam dúvidas e gostaria muito que você me explicasse, se possível.

    Na minha pesquisa eu reduzi a quatro fones minhas dúvidas, o clássico Phillips L1 Fidelio, o estiloso V-MODA LP, o belíssimo AKG K 240 MK II, e o livre Sony MDR1RBT.

    Pelas minhas pesquisas, o L1 tem uma clareza excepcional e é muito divertido pois tem Mids e Highs claros e avançados, com um Bass um pouco baixo, porém presente e limpo, sendo assim um fone divertido e com boa qualidade sonora.

    Já o V-MODA LP tem um Bass mais forte, com uma boa clareza em todos os alcances, porém não tem um High tão poderoso e os Mids podem ficar embolados com o som muito alto e se a música for veloz (mas eu particularmente não gosto de som alto).

    O AKG K 240 MK II tem uma clareza excepcional, ótima qualidade sonora, porém ele não é tão divertido, é um fone Studio e por isso ele não tem nada avançado e pode ser considerado morno.

    Já o MDR1RBT pelos reviews tem uma boa qualidade sonora, é um fone poderoso mesmo usando o BT como fonte, e o que mais me atraiu foi a praticidade de ficar sem fio, porém é um investimento bem mais pesado custando o dobro do preço de qualquer dos outros, o que daria para comprar um bom AMP e DAC, que é outra dúvida que tenho, pelo que li nos reviews as pessoas usam o Fiio e11 como AMP e DAC, afinal ele é um AMP ou um AMP e DAC? Não entendi muito bem a função de cada um.

    O AKG também tem uma impedância um pouco alta, acho que não rodaria legal no meu Smartphone, mas meu notebook deve aguentar relativamente bem.

    Minha noção de qualidade de som não é tão boa, uso arquivos MP3 e utilizo meu headset Siberia V2 para ouvir música pelo notebook, não sei onde ele se encontraria em relação a estes outros fones mas acredito que não chegue nem aos pés de um bom fone como estes que citei.

    Bom, agora a um pouco de background, eu gosto de ouvir músicas relativamente suaves, gosto muito de Rock, mas nada pesado, ouço clássicos dos anos 80~90 em sua maioria, mas também ouço bastante música eletrônica leve (como Waves do Mr Probz), acredito que as músicas mais “pegadas” que ouço sejam Metallica, Matanza, e umas poucas mais puxadas do Linkin Park, mas em geral são músicas que não vão a extremos.

    Desculpe pelo longo texto, agradeceria se pudesse me contar suas experiências e sua sugestões, de antemão já digo que os AKGs só estão na lista por causa dos reviews belíssimos que li sobre sua qualidade sonora, mas os mesmos reviews me levam a crer que eles não são tão “animados” e gosto de músicas mais vivas, acho que eles não são uma boa opção…

    • mindtheheadphone

      Opa! Cara, te respondi no Facebook aquela sua pergunta, agora vamos a essa:

      Acho que todas as opções que vc elencou são interessantes, mas pelos estilos que vc ouve e pelo que vc parece buscar em termos de som, eu daria prioridade ao Philips ou talvez ao V-Moda. O Sony eu talvez descartasse, não pelo Bluetooth, mas por ser um fone com umas personalidade bem mais melódica, o que não se encaixa tão bem nas músicas que vc gosta. O AKG não segue a mesma linha, mas de fato talvez seja um fone mais neutro do que vc quer, exatamente como vc disse.

      Mas quem eu mais recomendaria mesmo é o Sennheiser HD 25-1 II. Ele tem a vantagem de ser bem fácil de empurrar (como o Philips e o V-Moda) e vai se dar muito bem tanto com o notebook quanto com o smartphone. O AKG não é tão difícil de levar, mas também não é dos mais fáceis.

      Por último, sobre o FiiO, o E11 é apenas um amplificador, então não serviria como DAC! Acho que nesse momento vc pode se concentrar no fone, e mais pra frente, se quiser entrar de vez no hobby e pegar um fone mais faminto, pode pensar nessa opção.

      Um abraço!

      • Guilherme

        Obrigado Leonardo! Resolveu minhas dúvidas mesmo! O Seinnheiser tem um problema na minha escolha, considerei ele um fone um pouco feio para o meu gosto pessoal, sinceramente eu estou apaixonado pelo estilo do L1 por ser bem clássico, mas o estilo moderno do Crossfade também me atrai muito, provavelmente ficarei com o Crossfade por causa do Bass, já que também quero que ele seja um portátil ele teria vantagem para anular um pouco do som das ruas, agradeço muitoooo pela sua ajuda, principalmente na pergunta que fiz no facebook, acredito que esses fones de entrada não necessitam de um amp um pouco mais forte (talvez, no máximo um HM de 30 dólares).

        Estou aprendendo muito pelo Blog e muito pelo Fórum, Obrigado e continue o excelente trabalho!!!

  • Hildo Barbosa

    Ótimo artigo! Sempre quis saber a diferença entre esses equipamentos e você conseguiu explicar de forma clara. Meus parabéns.

    • mindtheheadphone

      Muito obrigado Hildo, fico feliz que tenha gostado!

  • marcelo

    ola, vc tem um excelente material aqui, parabéns! vc saberia me dizer qual o melhor fone na faixa de R$ 300 (reais) para se ouvir Heavy Metal? obrigado.

    • mindtheheadphone

      Olá Marcelo, obrigado!

      Vc pode pensar no Philips Fidelio Uptown se estiver restrito a comprar no Brasil. Se quiser de fora, porém, existem outras opções, como os fones da VSonic!

      Um abraço!

  • Já fazem 4 meses após a compra do meu AKG 414p, testei escutando vários tipos de música, o que eu achei melhor de escutar nesse fone foi black metal, os graves acentuados fazem o som ficar perfeito, você sai dessa dimensão, gostei bastante do som, porém não é tão confortável como eu gostaria, também quando eu ponho o volume do meu computador no máximo, algumas vezes o fone começa a chiar, isso ai seria um defeito do fone ou poderia ser a minha placa de som muito ruim ? Gostaria de saber a repeito de player para computador, aqui eu uso o Windows Media Player porém ando insatisfeito, visto que quando eu coloco o fone em qualquer mp3, mp4 o som sai muito mais alto e com uma qualidade superior. Gostaria também de saber se existe dac que também sirva como um player portátil pra eu tá usando como mp3 player, e se existir, qual seria o mais acessível que eu poderia encontrar ? Esta semana fiz a compra no ebay de um superlux HD 681evo, agora é esquecer que eu comprei e esperar o presente chegar rsrs, desde já meu muito obrigado !

    • Olá Marcelo,

      O chiado certamente tem a ver com a placa de som. Sobre DAC e player portátil, recomendo a leitura do texto Amplificadores e DACs, postado aqui no site, pra vc entender melhor essa questão.

      Qualquer equipamento que toque som digital (como computadores, celulares e players) possui internamente um DAC, que é um conversor digital analógico. Então qualquer player portátil possui um DAC internamente, a questão é que apenas alguns podem ser usados como conversores para uma fonte externa, entendeu? O mais barato que conheço é o FiiO X3.

      Um abraço!

  • Gabriel Ferreira Souza

    Sempre via teus Reviews, primeira vez que eu leio esse artigo, parabéns pelo trabalho. Infelizmente está complexo viajar/importar equipamento, um dia ainda monto um set bom para mim. Abraços.

    • Obrigado, Gabriel!

      Mas pois é, agora está difícil pra todos nós.

      Um abraço!

  • renato santos

    Olá, quais as melhores opções de dac/usb de 400 a 1300,1400 reais que não chie/ruído e tenha bastante volume pois eu achei o FiiO E17 fraco no volume, sou meio surdo de volume. Até +!!! Renato

    • Renato, ruídos não deveriam vir de um DAC, e sim de um amplificador sob algumas circunstâncias… e apesar de DACs apresentarem potência, ela não varia tanto. Quem vai ditar mesmo o volume é o amplificador. O E17 é um DAC e amplificador. É isso o que vc procura?

  • renato santos

    ola leonardo, procuro mesmo um dac e amplificador juntos ou separados, desde que até 1500, 2000 reais no máximo; mas prefiro dac e amp juntos

    • Então vai no JDSLabs O2 + ODAC, acho que é uma boa pedida e cabe no seu orçamento. Se não me engano, há dois disponíveis nos Classificados do HTForum.

    • Eu tentaria o Schiit Audio Jotunheim. Pessoal esta falando bem dele.