Sennheiser HD600 e HD650

Antes de qualquer coisa, gostaria de agradecer imensamente tanto ao meu amigo Tulio pelo empréstimo do HD600 quanto ao Jean Polassi (e ao Lidson pela intermediação e por tornar isso possível), representante da Sennheiser no Brasil, pelo empréstimo do HD650. Sou muito grato pela confiança! Deixo claro, porém, meu compromisso com o leitor: comecei o blog para criar um repositório de avaliações reais e sinceras – coisa que me parece em falta por aí. Esse objetivo nunca será perdido.

OBS: Boa parte das informações históricas sobre esses modelos foi extraída de dois excelentes artigos, os quais recomendo ao leitor: os comparativos do HD580, HD600 e HD650 do Innerfidelity e do Headfonia. Ambos contém informações muito interessantes acerca dos fones. Links ao final do artigo.

 

INTRODUÇÃO

Sem dúvida nenhuma, uma das marcas mais tradicionais no mercado de fones de ouvido é a Sennheiser. Afinal, além de ter sido pioneira em diversas áreas, é responsável pelos lendários HE90 e HE60 e pelos clássicos HD-25-I-II e HD414. Mas dois verdadeiros marcos na história da marca são o HD600 e sua evolução, o HD650.

HD580, HD600 e HD650

HD580, HD600 e HD650

O HD600 foi uma versão um pouco melhorada do HD580, um dos primeiros fones dinâmicos considerados high-end. Li há pouco tempo sobre quando Tyll Hertsens o ouviu pela primeira vez – ele é o fundador do site HeadRoom e um dos responsáveis pelo hobby dos fones ter chegado onde chegou. Seu relato é interessante, e ele diz que praticamente todos os fones da época, mesmo os de referência, tinham um som magro e sem autoridade. O HD580 foi quem mudou esse cenário, introduzindo uma assinatura sonora cheia, autoritária e envolvente, sem precedentes no mundo dos fones de ouvido.

Foi lançada uma versão especial, limitada, do HD580 chamada Jubilee. O HD600 foi a versão de produção dessa edição limitada, com algumas poucas modificações, introduzida em 1996. Todos esses eram praticamente o mesmo fone, apenas com mudanças estéticas. O HD600 foi o topo de linha da marca por muito tempo, e se estabeleceu como o melhor fone dinâmico em produção quando se excluía os exóticos, como Sony MDR-R10 e Grado HP1000. Já em 2003, foi lançado o HD650, uma evolução do HD600. São fones parecidos, mas com algumas diferenças que vão além da estética um pouco modificada: o mais novo tinha um equilíbrio tonal diferente, com mais graves e um pouco menos de agudos. É um som mais relaxado, que de acordo com a Sennheiser, veio devido ao entendimento que audiófilos não buscavam necessariamente uma análise clínica da música, e sim uma conexão emocional com ela. As alterações do HD650 são uma tentativa de deixar o fone mais próximo dessa busca.

Mas não é possível dizer que o sucesso foi absoluto. Não são poucos os que ainda preferem o HD600 com sua assinatura mais neutra, nítida e seca, mas sem perder o relaxamento. O HD650 é mais escuro, mais cheio, mais refinado mas ao mesmo tempo menos transparente e mais colorido. Independente das diferenças, ambos são considerados verdadeiros marcos na história dos fones de ouvido, e estão hoje no sweet spot do hobby em termos de custo benefício.

 

ASPECTOS FÍSICOS

img0280drA construção dos dois é muito parecida, mas alguns detalhes os diferem. São majoritariamente de plástico, mas a carcaça do HD600 possui um acabamento azul –na minha opinião de gosto muito duvidoso –, enquanto o HD650 é de um cinza muito mais elegante. O acolchoamento nos dois também é ligeiramente diferente, mas não vejo mudanças significativas em termos de conforto, e as grades também não são iguais: no HD650, são um pouco mais rígidas e têm um tom cinza escuro, enquanto no HD600 são pretas. Finalmente, neste a estrutura dos cups é de um plástico fosco, enquanto naquele é brilhante. Prefiro a estética do HD650, sem a menor sombra de dúvidas.

Ambos são igualmente confortáveis. As almofadas de veludo são macias e cobrem totalmente as orelhas. Eles são leves, e por isso a pressão na parte superior da cabeça é branda. Entretanto, acho que a pressão lateral passa um pouco do limite. No HD650 que tenho aqui, que é novo, ela chega a incomodar, o que não ocorre no já muito usado HD600.

Aliás, um detalhe: esse fone não possui o cabo padrão, que foi substituído por um Cardas. Não sei qual o modelo exato, mas esses Sennheisers especificamente são amplamente considerados fones nos quais um upgrade de cabos é significativo. Porém, as alterações são sempre extremamente sutis – o que posso verificar conectando um cabo em cada lado e ligando os dois ao GS-X –, e aqui não é diferente: há apenas um levíssimo incremento na transparência, com um resultado que apresenta um pouco mais de brilho e definição nas frequências mais altas. As distinções são sutis o suficiente para tornar praticamente irrelevante o upgrade do cabo nessa comparação, já que as características que separam um fone do outro são de outra magnitude.

DSC_0179Por falar em cabos, eles são removíveis nos dois fones e têm a vantagem de possuir um negativo e um positivo para cada lado. É um sistema que torna o balanceamento muito mais fácil. No AKG K701, por exemplo, isso é muito mais difícil, já que para isso deve ser feito um furo no lado que não possui entrada de cabo e fazer o que é chamado hardwire. Aliás, o cabo dos dois Sennheisers é diferente. No HD650, a junção dos dois negativos é feita no conector, portanto é possível apenas reterminar o cabo original para torná-lo totalmente balanceado. É a solução mais simples e com o menor custo. No HD600, essa junção é feita no divisor em Y, o que torna necessário um recabeamento completo para que ele seja balanceado.

Os dois têm um acabamento bom, condizente com o preço, mas esteticamente são mais simples que os concorrentes da AKG e Beyerdynamic. Parecem seguir a máxima “forma que segue função”, sem mais nem menos. Simples e eficazes. A embalagem, aliás, é interessante, de plástico com um molde interno de espuma. O único acessório incluso é um adaptador P10-P2.

 

O SOM

Os Sennheisers são conhecidos pelo som relaxado, e essa é exatamente a primeira impressão que se tem. São quentes, convidativos e, de alguma forma, simples. Existem diferenças entre eles, mas sinceramente, elas são muito mais sutis do que eu me lembrava. É como se fossem dois temperos diferentes para uma mesma coisa.

Os graves são uma diferença, mas são muito competentes em ambos os HDs. Há uma boa quantidade – um pouco maior no HD650 –, e os dois apresentam ótimo impacto, textura e definição. O HD600 sai na frente nesses aspectos, e é mais definido e preciso. Nele, acho que os graves estão, sinceramente, no ponto da passividade. Fones como o HE500 e o JH13 trazem um pouco mais de vontade nessa região, mas sinceramente, acho que o HD600 está mais perto do que considero natural. Os outros dois têm um boost muito bem colocado e divertido. O HD650 não está longe, e se adiciona um pouco mais de gordura e vida aí, o que pode acabar obscurecendo um pouco os médios, não saiu dessa consideração.

sennheiser-hd-650-12439Partindo para os médios, a situação continua assim. Temos muita desenvoltura e uma apresentação extremamente natural nos dois casos. Mas é essa região que, na minha opinião, mostra melhor as diferenças entre os fones. O HD600 detém um qualidade muito clara e simples. Os médios são simplesmente médios como devem ser. O curioso é que essa não é uma qualidade que salta aos ouvidos, ela só existe. Quando o ouço, não sinto nenhuma falta ou excesso, ele cumpre o seu papel sem maiores pretensões. Uma voz é uma voz, uma guitarra uma guitarra e um piano um piano. Exatamente como deveriam ser.

O HD650, porém, com seu leve incremento nos graves e agudos e um pequeno vale nos médio-agudos em comparação ao irmão mais velho, acaba soando mais escuro e menos transparente, além de menos direto. Os médios são mais recuados, o que aumenta a sensação de velo (o famoso Sennheiser Veil), reduzindo a transparência, mas em compensação tornando a apresentação mais refinada e menos crua. O palco sonoro, que é correto mas não grande nos dois fones, também sai ganhando. Aliás, transparência não é o forte dos dois, assim como arejamento. Eles não tentam escavar a gravação atrás dos mais ínfimos detalhes, a prioridade é sempre a naturalidade e a musicalidade. É o todo, e não as partes. Mas, nesse quesito, o HD600 é sem dúvida mais apto, apesar de nenhum dos dois serem exemplos em detalhamento. Porém, isso faz com que eles sejam extremamente tolerantes a arquivos ou gravações de baixa qualidade.

Um único detalhe que pode incomodar um pouco é que ouço uma certa granulação em ambos, mas mais destacada no fone mais antigo. Devido à apresentação espacial mas não tão aberta e aos médios mais pronunciados, falta suavidade em sua apresentação. O HD650, com seus médios mais recuados, acaba resolvendo esse problema, mas a um custo – prefiro a apresentação do HD600. De toda forma, guitarras soam mais “rasgadas” do que estou acostumado. Hesito em chamar essa característica de um defeito, mas devo confessar que algumas vezes sinto falta do refinamento proporcionado pelo HD650 nesse aspecto, que apresenta uma maior suavidade.

img0281cdNos agudos, trago muitos elogios. Já disse uma vez que o HD600 está entre minhas referências nessa região, à qual sou extremamente sensível. Aliás, há pouco tempo estive num show acústico, onde ouvi novamente um chimbal sendo tocado do meu lado. Seu som naturalmente possui um corpo e um spike que pouquíssimos fones conseguem reproduzir de forma convincente. O HD600 é, definitivamente, uma das raríssimas exceções. Seus agudos são, sem a menor sombra de dúvidas, um dos três melhores que já ouvi até hoje. Possuem uma naturalidade e uma desenvoltura de tirar o chapéu. Os picos parecem sem colocados com uma precisão incrível, de forma a criar o que poderia bem ser a renderização mais correta de pratos de bateria que conheço. A It Could Happen to You, da Diana Krall, além das minhas tradicionais referências I’m Jim Morrison I’m Dead e You’re Lionel Richie são um claro exemplo de suas proezas.

Os picos normais de fones nessa região são em registros muito altos, o que geram aquele som fino e sem corpo que tanto me incomoda. Aqui, no entanto, os picos estão mais baixos, e não tiram corpo algum dos instrumentos mais agudos. Apenas parecem reproduzir da maneira mais correta possível o brilho real desses instrumentos. O HD650 mantém boa parte dessas qualidades, mas devido aos médio-agudos mais recuados, o resultado me parece um pouco menos correto, já que esse brilho acaba se destacando um pouco mais. Mas, ainda assim, está acima da média.

Por fim, apesar da impedância alta, os dois fones são surpreendentemente fáceis de serem empurrados. Tive bons resultados ligando-os diretamente à saída de um MacBook Pro. Saídas comuns de equipamentos de som também são aceitáveis, e até mesmo um tocador de mp3 comum pode trazer um som surpreendentemente respeitável. Sinceramente, eu viveria feliz com um HD600 ligado a um iPod. Mas, é claro, isso não significa que ele não melhore com equipamentos de nível mais alto. Isso definitivamente acontece. Mas gosto da ideia de ter um fone que toque muito bem num equipamento qualquer e que escale para resultados mais pretensiosos com equipamentos melhores, mostrando o que o resto dos equipamentos está fazendo.

 

CONCLUSÕES

30Acho que em boa parte do texto mostrei pouca empolgação. A grande questão dos Sennheisers HD600 e HD650 é que, com eles, o todo é muito maior que a soma das partes.

Nenhum deles possui características particularmente excitantes, ou qualidades que saltam aos ouvidos – bem, talvez os agudos do HD600, mas na minha opinião esse ainda é um detalhe perante o todo – mas, ao mesmo tempo, suas apresentações são incrivelmente naturais e competentes em todos os aspectos. Ao mesmo tempo que praticamente não existem proezas notáveis, também não enxergo defeitos significativos.

Não sei explicar… mas é como se eles – particularmente o HD600 – tocassem de uma forma tão simples, tão puramente competente e sem empolgação em nenhum aspecto, que acabam por criar uma apresentação que não excita, que não chama atenção em nada. Ela é exatamente como se espera, e o fone simplesmente sai do caminho. É engraçado, porque não acho que eles possuam a neutralidade de um HP1000 ou de um Orpheus. Não é esse o ponto. Mas a Sennheiser conseguiu criar, com esses dois fones, ferramentas de auto-negação. Você coloca o fone, e esquece que colocou porque é como se ele não estivesse lá.

E é angustiante não saber explicar direito a sensação, porque não é a transparência de um Orpheus ou a crueza de um HP1000. É uma presença de tudo que acaba se tornando uma falta de tudo. Todas as características, novamente no HD600 em especial, estão exatamente onde deveriam ser para ser ao mesmo tempo o tudo – por não haver faltas – e o nada – por desaparecer. Eu não sou nem um pouco empolgado com nenhum dos dois, porque não há nada neles que me chame a atenção. Mas justamente por isso, eles somem. E quem fica é a música.

4ce324f9_HD600-1O HD600 é meu favorito, porque me parece mais neutro. Nele, essas características são muito mais evidentes. Em compensação, o HD650, que é mais em V, é mais refinado e mais envolvente, apesar de menos íntimo. Pode ser mais divertido, mas eu, sem a menor sombra de dúvidas, fico com o HD600 – principalmente levando em consideração os 100 dólares de diferença entre eles. Lá fora, o HD650 custa 499 dólares, enquanto o HD600 pode ser adquirido por 399.

A grande questão, de qualquer forma, é que os dois têm, apesar de em diferentes proporções, uma mesma capacidade. É curioso, porque se olharmos as partes, não há como saber. Eu não sei dizer o que acontece, porque olhando para cada característica deles, não vejo praticamente nada em especial. Mas, como disse antes, por razões que vão além da minha compreensão, o todo acaba sendo muito maior que a soma das partes. O resultado do conjunto aqui é uma capacidade que, na minha opinião, é (ou deveria ser) o sonho de qualquer audiófilo: eles desaparecem.

 

 

LINKS:

http://www.innerfidelity.com/content/very-important-sennheiser-hd-580-hd-600-and-hd-650

http://www.headfonia.com/the-sennheiser-trio-hd580-hd600-hd650/

 

 

Especificações Técnicas

Sennheiser HD650 – R$2.599,00 (US$499,00)

  • Driver dinâmico único
  • Impedância (1kHz): 300 ohms
  • Sensibilidade (1kHz): 102 dB/1mW
  • Resposta de Frequências: 10Hz – 39,5kHz

Sennheiser HD600 – US$399,00

  • Driver dinâmico único
  • Impedância (1kHz): 300 ohms
  • Sensibilidade (1kHz): 102 dB/1mW
  • Resposta de Frequências: 12Hz – 39kHz

 

 

Equipamentos Associados:

Portáteis: iPod Classic

Mesa: iMac, MacBook Pro, Cambridge Audio DacMagic, Electrocompaniet ECD-1, JVC A-S5, HeadAmp GS-X

 

 

Onde Encontrar

Camelot

Casas Bahia

Ponto Frio

Extra

AccessoryJack

Amazon

95 Comments
0
  • Parabéns Leonardo por mais um artigo excelente. Está se tornando uma das principais autoridades sobre headphones ao nível nacional. Continue assim. 🙂

  • Leo, acho que esse “sair do caminho” do HD600 foi exatamente o que fez eu olhar meio torto pro Q701 depois de passar umas boas semanas com os dois, indo e voltando. Não que eu desgoste do Q, mas o HD600 simplesmente saiu do caminho e me deixou só com a música, e isso me botou vários sorrisões na cara, esses dias!

    E realmente, o todo é o que conta, porque além da neutralidade e falta de esforço em reproduzir as faixas, ele é o fone mais confortável que já tive oportunidade de botar no ouvido. Aquelas almofadinhas da headband deveriam ser pré requisito pra todos os fones!

    Tenho curiosidade de colocar o HD600 contra o HD650, também (assim como o Q701 contra o K702, que reza a lenda são também sutilmente diferentes), mas de bate pronto, eu diria que sou bem feliz com a quantidade de graves, agudos e médios que o HD600 tem pra oferecer. Pode ser o afobamento de estar com ele há pouco tempo, mas eu gosto dessa assinatura.

    Engraçado que no encontro de Recife eu coloquei ele no ouvido (acho que o mesmo que cê tá usando) e o K702 do Osni, e me impressionei mais com o K. Já agora, não tenho a mesma impressão. O jogo virou à favor do HD600!

    Excelente review como sempre! Continue nesse caminho que tá massa! 😀

    • Obrigado, Louis!

      Olha, acho que um dos maiores trunfos do HD600 é justamente soar como nada, e por isso ele não impressiona. O K701 sem dúvida impressiona mais! Mas vou te dizer que acho o AKG muito confortável também, até mais que o HD600. Mas pra mim, dessa linha, o mais confortável é o Beyer DT880, apesar de eu não gostar dele.

      Bom, e sobre as diferenças entre o HD600 e o HD650, foi o que disse na avaliação! Prefiro o 600!

      Um abraço!

  • Louis Just Louis, o K702 é um fone meio “perverso”… ele pode te levar ao céu, mas conforme as qualidades da própria mídia,que toca vira o puro inferno. O HD-600, além das qualidades perfeitamente descritos pelo Leonardo, perdoa muita coisa neste sentido. Creio que esta é a grande diferença entre os dois.

    • O lance do conforto do Q701 é que eu sou careca… risos! Aquela headband incomoda depois de uns 40 minutos na cabeça, aí eu tenho que ficar passeando com a headband pela cabeça toda, frequentemente.

      Quanto a ele ser perverso, eu sei disso! Não disse aqui que desgosto dele, muito pelo contrário, mas o HD600 é tão natural, tanto no conforto quanto na sonoridade, que acabou sobrepujando o AKG na minha concepção. Mas eu uso bastante o AKG, gosto da sonoridade dele. E agora tô na curiosidade de testar o DT800 600Ohms… Esse hobby é maldoso… rs

      • Ah, entendi, Louis!

        Cara, sendo sincero, eu definitivamente não gosto do DT880. O recabeado com Nucleotide do Guto me pareceu mais tranquilo, mas ainda assim é um fone com agudos excessivos e médios sem definição e transparência. Vale o teste, mas dos três, pra mim é sem dúvida nenhuma o pior.

  • Eu só comprei o Edition 8 pra compensar a feiúra dos Pk1 e HD600 :p.

    Parabens Leonardo, bons reviews

    Abs

    • Hahahahaha é, o que esses dois têm de feio o Edition 8 tem de beleza em dobro!

      • Pô, nem acho o HD600 feio… podia num ser aquela cor, mas acho ele bonito mesmo com ela… Preto seria bem melhor!

  • Tiago C

    Excelente review, adorei o comentário acerca dos cabos.

    Permita-me discordar da afirmação do Till de que antes do lançamento do HD580 quase todos os fones tinham o som magro e sem autoridade. O Beyerdynamic 990 600ohm já havia sido lançado em 1988 e não pode ser considerado “magro” e “sem autoridade” – http://kenrockwell.com/audio/beyer/dt-990.htm. O Beyer DT880 foi lançado no ano de 1981!

    Quanto ao clamping force do HD650, espero que melhore com o tempo. Meu HD650 antigo é muito confortável, já o novo (tenho 2) é muito mais apertado e tenho que regular o headband com um dedo de distância sendo que no antigo o headband fica encostado no fone e, mesmo assim, fica muito confortável.

    Estranho você ter falado que o palco do HD650 não é correto, eu sempre o achei bastante bom, não tão amplo quanto o do AKG Q701, mas muito correto. No entanto, pesquisando rapidamente descobri que existem outros foristas experientes que parecem concordar com sua opinião.

    Abraços,

    Tiago C

    • Obrigado, Thiago!

      Cara, na verdade isso do palco foi um erro, aquele “não” não existe! O palco é sim correto, mas não grande, foi um erro meu. Vou corrigir!

      E sobre o Beyer, obrigado por apontar, se o DT880 foi lançado em 1981 vc provavelmente tem razão. Ele não é um fone com pouco grave. Mas ele disse quase todos né, então cobre essa margem. De repente ele simplesmente – assim como eu – não gosta do DT880 e nem considerou. Mas vai saber! De qualquer forma seu comentário é muito interessante, eu não sabia que esse Beyer era tão antigo!

      Sobre o conforto, pois é, com o uso as coisas melhoram muito. O HD600 que estava comigo era bem usado, e a diferença de conforto era enorme! O único problema é que os pads já estavam muito deteriorados, mas são fáceis de substituir, só é caro.

      Um abraço!
      Léo

  • Lucca Cecin

    Leo, tenho um HD600 e estou procurando um replacement cable pois o meu quebrou, você tem alguma ideia de onde eu poderia comprar um sem pagar 90 dólares de frete(headphone.com)?

    Quanto ao review, gostei bastante, sinto falta de uma comunidade crítica para fones no Brasil. Mas não chego a concordar com você, já experimentei um DT 990, possuo um DT 880 e já experimentei vários outros fones mid-range(U$100), e para mim o HD 600 é o melhor de longe.

    Vejo que seu palco fechado, com seus médios e agudos equilibrados e seu grave um pouco punchy perfeitos, vai ver é por conta do meu gosto musical que beneficia isso mesmo, haha.

    • Ué, mas como assim não concorda comigo? Essa é minha opinião! Já ouvi basicamente todos os fones mid-fi concorrentes (trio Beyer Premium, AKG K701/2, HD650/600 e Grado SR325i) e considero o HD600 o melhor. Só não disse isso dessa forma no texto, mas imagino que tenha ficado claro o quanto gosto dos dois, não? O ponto é que o HD600 tem ótimas características, mas nada é impressionante – não há o palco do AKG, ou a agressividade e transparência do Grado (isso pra me manter nos concorrentes diretos). Mas não impressionar não é algo negativo, como disse. É justamente esse conjunto “simples”, mas competente e bem feito que o torna um fone praticamente perfeito. Essa foi minha conclusão na avaliação.

      Quanto a onde comprar, acho que vc pode tentar direto com a representante da Sennheiser no Brasil. Se for muito caro, eu tentaria nos classificados do head-fi mesmo!

      Um abraço!

  • Robberto

    Léo, meu HD600 chegou ontem à noite. Não tenho muito a dizer, apenas digo o seguinte:

    – Ouvi, com ele, bem menos músicas do que teoricamente consideraria suficiente pra chegar a uma conclusão, mas já cheguei. Por quê? O fone simplesmente não deixou variar mais. Diversas vezes quis mudar pra faixa seguinte, mas não tinha coragem. A música simplesmente fluía e ponto.

    – “Como é que não descobri esse fone antes?”

    É isso.

    • mindtheheadphone

      Opa, ótimo relato, Robberto! Fico feliz que vc esteja gostando dele. É isso mesmo, o HD600 é um fone excepcional. Parabéns pela aquisição!

      Um abração!

  • Rafael

    Leonardo, parabéns pelo Review!

    Sabe me dizer se o HD600 casa bem com o Fiio E17? Perderei muito o potencial do fone?

    Abraços!

    • mindtheheadphone

      Olá Rafael, obrigado!

      O HD600 não é um fone particularmente exigente, então acredito que o E17 já vá te dar um bom resultado sim.

      Um abraço!

      • Rafael

        Olá Leonardo!

        Obrigado pela resposta!

        Li boa parte de seus artigos e me ajudaram muito!

        Mas ainda tenho algumas dúvidas, a princípio, sou iniciante neste hobby, ainda irei adquirir meu primeiro combo de entrada, o que eu realmente gostaria de saber é se é bom investir já em um HD600 + E17 ou melhor ficar com o HD598 + E17, pelo que entendi pesquisando, o último combo seria o mais satisfatório o investimento, correto?

        Basicamente irei ouvir Rock, metal e clássica.

        Será que o HD598 + E17 já são o suficiente para mim? Aproveitarei todo o potencial do combo?

        Obrigado novamente!

        Abraços!

        • mindtheheadphone

          Olha, isso vai depender. Não tenho dúvidas de que o HD600 junto com o E17 vai te dar um melhor resultado, agora, se vai ser um resultado que fará valer o investimento extra, só você pode responder.

          Eu não concordo com muito do que se lê por aí sobre esse tipo de coisa, dizendo que não se pode usar, por exemplo, um fone high-end num amplificador mid-fi, e que o ideal seria um fone mid-fi num amplificador mid-fi. São raros os casos em que um fone high-end traz um resultado ruim num amplificador mais simples. Então, por mais que um amplificador menos pretensioso talvez não leve um fone sofisticado ao seu verdadeiro potencial, é leviano dizer que, por isso, não se pode usá-lo e que somente um fone mais simples vai te satisfazer. Muito frequentemente o resultado com um fone high-end ainda é melhor. E, nesse caso, o fone high-end ainda traz uma vantagem: você pode, mais pra frente, fazer um upgrade de amplificador.

          Acho que as duas opções são boas, mas se o HD598 já vai ser suficiente, só você pode dizer.

          Um abraço!

          • Rafael

            Entendi, sanou minhas dúvidas!

            Então já vou começar direto com o HD600.

            Leonardo, muito obrigado!

            Abraços!

          • mindtheheadphone

            Boa sorte, Rafael! Espero que goste!

            Um abraço!

  • Helio

    Eu tenho um HD580 que comprei dez anos atrás, mas que atualmente está equipado com drivers do HD600. Eu recomendo a custom-cable.co.uk para quem procura peças de reposição para o seu Sennheiser HD580/600/650.

    • mindtheheadphone

      Obrigado pela dica, Helio!

    • Alex Altorfer

      Helio, acabo de substituir os drivers de meu HD580, também com 10 anos de uso. Adquiri as cápsulas na Custom Cable, como você recomendou. Agradeço muito pela dica! Abração.

  • Bruno Santos

    Bela análise como sempre Leonardo! Meus parabéns.

    Gostaria de algumas dicas de vossa pessoa, certo que vou levá-las em consideração visto seu excelente trabalho numa área tão pouco explorada nos nossos meios.

    No momento não posso importar e estou a fim de comprar por aqui no Brasil, no caso o DT880 250 Ohms ou algum 600 Ohms usado. Penso que seja um belo investimento a longo prazo especialmente por que é um valor alto pra mim e não pretendo comprar outro High-End no espaço de 1 a 2 anos, aliás é um senhor de um fone no aspecto físico e no conforto, não terei problemas quanto a isso, creio.

    Apesar de você ter deixado claro que não gosta desse Beyer considerando o HD600 e AKG K701 melhores opções imagino que para quem possui um HD518 será um upgrade e tanto.

    Minha dúvida é quanto à amplificação, estou de olho num JDS O2, é “barato” (na realidade é caro para mim) e possui um excelente feedback. Há também o Schiit Magni, porém vi comentários no Head-Fi que eles (Magni e Modi) são um tanto Overpriced e que um FiiO E09 se sai melhor que o Amp da Schiit. Como disse anteriormente eu não posso importar, até recomendaram um Little Dot MKIII que consegue dar mais corpo, melhorando o palco e deixando-o menos frio, mas esse amp embora possua um ótimo custo/benefício sai bem salgado importando.

    Desde que entrei para esse mundo considero o HD600 um supra-sumo dos abertos (desconsiderando os tops, claro), bem como os outros 2 flagships, além dos Denons, Grados, HiFiMANs, etc. Ainda desejo comprá-lo, mas importar não é opção atualmente, dessa forma gostaria de alguma indicação de Amp e DAC na faixa do O2 e que possa extrair toda ou quase toda qualidade possível do DT880/HD600/Q701.

    Muito Obrigado.
    Continue com esse trabalho maravilhoso!

    Abraço.

    • mindtheheadphone

      Opa, muito obrigado, Bruno!

      Vamos lá. Sendo muito sincero, fico preocupado com o que vc vai achar do Beyer. Não é tanto por eu não gostar dele, mas sim porque vc está partindo da sonoridade típica Sennheiser e indo para algo totalmente diferente – e, na minha opinião, pior em termos de equilíbrio tonal! A quantidade de agudos, por exemplo, deve te surpreender. Por que a escolha dele? Quais os estilos que vc ouve?

      Minha primeira recomendação seria pensar bem e avaliar se de repente não seria mais interessante pegar um HD598 ou algo parecido, aqui mesmo no mercado de usados ( http://www.htforum.com/vb/forumdisplay.php/158-Classif-Fones-de-Ouvido-e-Acess%C3%B3rios-%28343-2395%29VSa ).

      Dos amplificadores que vc citou, eu apostaria imediatamente no O2, por ser muito bem conceituado e seguir a filosofia que gosto, “wire-with-gain”. Para Sennheisers ou AKGs, acho que seria o ideal, mas tenho medo do resultado com o Beyer. Acho que esse é um fone que realmente pode aproveitar benefícios de um valvulado: corpo e suavidade. Então não sei… talvez vc possa arriscar o O2 mesmo e vê o que acontece. O lado positivo é que tanto esse amplificador quanto o DT880 têm bastante mercado aqui, então provavelmente são equipamentos que vc consiga vender com pouca ou nenhuma perda caso não goste de qualquer um dos dois!

      • Bruno Santos

        Opa, muito obrigado pela resposta, Leonardo!

        Em verdade eu já imaginava o que responderia, exatamente pela questão da sonoridade do Sennheiser, o HD518 é um grande exemplo do som “warm”, é meu primeiro fone de verdade e gostei bastante das suas características.

        O fato de usá-lo numa onboard com driver VIA HD pode passar uma má impressão, deixando-o a desejar,, talvez a compra de um bom DAC/Amp – E17 – ou um Amp como o JDS O2 já seja suficiente para amenizar qualquer distorção vinda da onboard deixando o som do HD518 mais fiel, controlado.

        Vamos lá, a respeito do que eu ouço.
        Digamos que a 60% seja Metal e suas variantes, em especial o Metal Progressivo (Opeth, Symphony X, Dream Theater, Anglagard), música clássica, rock progressivo e tradicional (anos 60, 70, 80, 90) e claro, bastante instrumental (Jason Becker, Joe Satriani, Yngwie Malmsteen).

        Após ouvir um Sony MDR-V6, um mito da Sony para monitoramento, esse que possui um leve pico nos agudos (considerado bright inlusive), consegui notar alguns detalhes a mais, percebi que uma extensão maior nos agudos deixam o som mais alegre, claro, especialmente nos solos e dedilhados. Obviamente ao compará-lo com o HD518 é um choque especialmente por conta dos graves que “somem” ao ouvir o Sony na sequência. Porém, depois de ouvir várias músicas e se acostumar com a sonoridade e o soundstage limitado percebi que um ganho nos agudos não seria mal e como ouço estilos que se beneficiam de violões, pianos.

        Dessa forma cogitei a compra de um fone equilibrado (acredito que seja a busca de boa parte dos audiófilos) e que possua palco sonoro amplo, detalhado, por isso a escolha entre os 3 famoso: DT880, HD600 e Q701. Como meu orçamento está limitado no momento e não posso arcar com prováveis taxações eu decidi comprar e até mesmo parcelar aqui mesmo, optando pelos flagships tendo em mente que vou ficar com ele por um bom tempo.

        O HD598 já é um conhecido das minhas pesquisas mas gostaria de um fone para não trocar mais, de um calibre acima e, se possível apenas adcionar outros junto dele como um fechado ou IEM.

        Agradeço o espaço concedido Leonardo, muito obrigado pela ajuda e prontidão ao responder.

        Abraço.

        • mindtheheadphone

          Ah, entendi, Bruno!

          Bom, nesse caso realmente a escolha faz sentido. Ainda considero o HD600 o melhor dos três para os estilos que vc ouve – o HD650 na verdade, que é mais em V e pode ser que vc prefira pelo seu relato. De qualquer forma, acho que o DT880 ainda vai apresentar uma maior atividade nos agudos que o Sony, mas pode ser algo que te agrade. Vale o teste!

          Quando vc estiver com o fone, vou adorar saber o que vc achou! Se puder, volte pra contar!

          Um abraço!

  • Marcus_Sac

    Olá, Leonardo. Confesso que comecei a ler seu blog há alguns dias e não parei mais… Parabéns pela capacidade expressiva, isenção e respeito pelos leitores.
    Gostaria de fazer uma pergunta, se não for incômodo. Um amplificador Little dot MKIII é suficiente para um HD 650? Além disso, que DAC você recomendaria, hein? Muito obrigado.

    • mindtheheadphone

      Muitíssimo obrigado, Marcus 🙂

      É mais do que suficiente sim. Acho que muito do que se lê sobre a necessidade de amplificação do HD600/650 é exagero! São fones relativamente fáceis de amplificar.

      Mas olha, vou te dar uma sugestão, que é complicada, mas enfim… o HD650 se dá muito bem com amplificadores OTL, e existe um que custa um pouco mais que o Little Dot e que é considerado um dos melhores amplificadores disponíveis para o HD650. É o Bottlehead Crack, mas ele tem um problema: é DIY. Ou seja, vc compra o kit e tem que construir. É coisa simples, vc basicamente tem apenas que soldar seguindo o esquema, e há muita informação disponível on-line para o projeto ( http://www.innerfidelity.com/content/marvelously-addictive-bottlehead-crack-page-2 ). Não sei se vc tem disposição pra isso, mas se tiver, será recompensado. Se não, não se preocupe que o Little Dot vai fazer um bom trabalho!

      Um abraço!

      • Marcus_Sac

        Obrigado pela resposta rápida. Nunca tinha ouvido falar do Bottlehead Crack; parece muito interessante. A soldagem é um pequeno desafio, mas não intransponível. O ponto é que tenho um Little dot em vista aqui no Brasil mesmo, o que facilitaria a negociação… E quanto ao DAC, você acha necessário acrescentar um? E tem sugestões?

        • mindtheheadphone

          Opa, desculpa Marcus, esqueci do DAC! Acho que existem muitas opções interessantes por preços acessíveis. Um bem legal é o JDS Labs ODAC! Mas, na minha opinião, o mercado de DACs passa por um ótimo momento, e as opções costumam ser muito boas em qualquer faixa de preço. Acho que vale a pena ficar de olho nos classificados do HTForum para ver o que aparece, porque aí já vai ser um produto no Brasil. Mas, se quiser correr atrás do ODAC, vale a pena pelo ótimo custo x benefício!

          Um abraço!

  • Renato Nickel

    Leonardo,
    fico me perguntando se a diferença de queima entre o HD 600 e o HD 650, o primeiro muito mais queimado, não interferiu em sua opinião. Pois o HD 650 é uma melhoria do HD 600. Falo isso porque falando de caixas acústicas o burn in é fundamental. Não tenho experiência com fones, mas com caixas alguma.
    Abraço e parabéns pelo blog.
    Renato

    • mindtheheadphone

      Hmmm… Renato, na verdade eu não acredito muito em burn-in, já escrevi dois artigos sobre o assunto! No segundo cheguei a conclusões interessantes: http://mindtheheadphone.com.br/2013/05/19/o-famoso-burn-in-parte-2/

      Mas a diferença que descrevo no comparativo é bem conhecida, muita gente ainda prefere o HD600. O que aconteceu foi que a Sennheiser, ao lançar o HD650, quis sair de uma sonoridade mais analítica e “profissional” e partir para uma mais eufônica, mais em V. Claro que boa parte do público iria preferir a do irmão mais novo, mas o que não falta também são audiófilos que preferem a do antigo! 🙂

      Um abração!

  • Carlos Fiedler

    Belo artigo. Tenho um Grado sr225 e gosto dele mas quero comprar outro fone que seja mais “confortável” sonoramente falando. Acho que o Grado tem uma característica que entrega um som muito “na cara” Costumo ouvir som no meu carro e sempre prefiro recuar os médios, por isso talvez o HD 650 tenha mais afinidade com o meu gosto. Meu estilo musical é rock e jazz rock, muito progressivo e, em função disso, pergunto se a sonoridade do SENNHEISER é mais indicada ou se os AKG 701 e 702 também poderiam ser opções interessantes. Aliás não sei se é possível relacionar os fones com os estilos de musica mais indicados para cada caso? Abraços e parabéns pelo site.

    • mindtheheadphone

      Olá Carlos,

      Pra esses estilos o HD650 é a escolha certa. Geralmente eu recomendaria o HD600 ao invés dele, mas o 650 é mais melódico e agradável, então acredito que se encaixa melhor no seu gosto. O AKG também é um ótimo fone, mas é mais frio e não se dá bem com estilos mais pesados, como rock. O HD650 se dá bem com qualquer coisa. É sem dúvida alguma minha recomendação.

      Um abraço!

  • Fernando

    Gostaria de saber se o sennheiser hd 600 ainda vem novo,pois já possuo um hd518 ,o som do hd 600 e parecido com mais detalhes? vc sabe algum lugar para comprar aqui no Brasil? aguardo a resposta.

  • Fernando

    Possuo um hd 518 ,qual dos dois(hd600 hd650)possui o som mais parecido com ele? O hd600 ainda e vendido novo? E vc sabe algum lugar que eu possa comprá-lo aqui no Brasil?aguardo a resposta.

    • mindtheheadphone

      Fernando, vou responder as duas perguntas aqui. Não sei qual dos dois é mais parecido com o HD518 (faz tempo que o ouvi, e foi uma audição longe do ideal), mas todo são parecidos e entre o HD600 e o HD650 o mais detalhado é o HD600.

      Quanto ao lugar para comprar, está ao final do artigo. Só que o preço no Brasil é proibitivo, por isso recomendo a importação.

  • Willlian Chaves

    E ai Leonardo, gostei bastante do do seu blog, sou um completo novato nessa classe. Sempre curti ouvir musicas com “fones normais”, mas ja faz algum tempo q queria dar um upgrade no meu fone e depois de pesquisar bastante eu vi a respeito desses Sennheiser HD 650, falam muito bem dele e confesso q gostei bastante dele. Será que com musica eletronica ele fica legal ? E quanto ao DAC? Teria algum por um preço legal tambem (de preferencia aqui no brasil)? Talvez aquele FIIO ficaria de bom tamanho ?

    • mindtheheadphone

      Olá, Willian! Muito obrigado.

      O HD650 é um excelente fone, e se dá bem com música eletrônica sim. Se vc só ouve esse gênero acho que existem opções melhores, mas não vão ser tão indicadas pra outros gêneros – ao menos não tanto quanto o HD650. Sobre o FiiO, acredito que o E17 já faça um bom trabalho com o Sennheiser. Mas não é tão fácil achar no Brasil, apesar de aparecerem de vez em quando nos classificados do HTForum. Existem, porém, várias lojas estrangeiras que enviam pra cá!

      Um abraço!

  • Caros, boa tarde
    Parabéns pelo blog
    Estou buscando um combo de audição para muitos anos. Imaginei HD600 com Fiio X3, Uma outra opção mais cara seria o HD650 com FiiO X5. Acham que a segunda opção vale o investimento ? Alguma sugestão complementar ?
    abs
    Antonio

    • mindtheheadphone

      Olá Antonio!

      Obrigado. O HD650 não é exatamente melhor que o HD600 – são apenas dois fones com personalidades diferentes: este mais neutro e natural, e aquele mais doce e melódico. Prefiro o HD600, por isso o recomendaria, seja com o FiiO X3 ou com o X5.

      Um abraço!

  • Newdon

    Salve Leonardo,

    Muito obrigado pelo ótimo artigo, a leitura deste texto foi definitiva para firmar minha escolha no HD600.

    Tenho visto que varias pessoas de outros fóruns afirmam e batem na tecla que é necessário trocar o cabo do HD600 por um melhor, como por exemplo um Zu Mobius (atualmente fora de linha).
    Abaixo lhe pergunto:
    Existe realmente a necessidade de realizar a troca do cabo do HD600 ?
    Se sim, qual cabo você indicaria ? E onde encontra-lo nos EUA ?

    Cordialmente,

    Newdon Rabello

    • mindtheheadphone

      Olá Newdon, muito obrigado!

      Na minha opinião, não é necessário fazer essa troca. Com o tempo e a experiência (e uma dose de ceticismo), você acaba vendo que muito do que se diz em foruns pode ser exagero. Na minha opinião, esse é um desses casos. Como disse na avaliação, o HD600 estava equipado com um cabo Cardas, e à época pensei ter ouvido uma leve abertura no som. No entanto, era uma diferença de magnitude tão ínfima que poderia facilmente ser placebo – fato que de certa forma se confirmou quando fiz um outro teste com cabos no HiFiMAN HE500. Então minha sugestão é para vc não se preocupar com isso.

      Mesmo se um upgrade de cabos fosse representar uma mudança perceptível, na maior parte dos casos eles são muito caros, e esse dinheiro poderia ser melhor gasto num upgrade de fone, fonte ou amplificador – elementos cuja importância num sistema é muito maior. Uma modificação que recomendo, no HD600, é retirar a espuma que fica entre os pads e a estrutura. Basta retirar os pads, remover a espuma e colocá-los novamente. Essa é uma modificação simples que confere maior arejamento ao fone.

      Espero ter ajudado!

      Um abraço!

      • Newdon

        Oi Leandro,

        Entendi, melhor ainda pois só no cabo economizo uma grana.

        Mais uma vez muito obrigado e fique com Deus.

        Abs,

        Newdon Rabello

  • Antonio Gonçalves

    Leonardo, bom dia
    Acatando sua sugestão comprei o HD600 e o FIIO X5 . Nas primeiras audições fiquei satisfeitissimo com o resultado alcançado . Parece que estou em um outro universo . Valeu mesmo.
    abs

    Antonio

    • mindtheheadphone

      Fico feliz que esteja gostando, Antonio!

      Um abraço!

  • Alexandre Apolonio Callejas

    Leonardo, lendo suas postagens, decidi comprar um HD650 e um JDS O2+ODAC, na última viagem que fiz aos EUA. Anteriormente, tinha um B&W P7, excelente, diga-se de passagem. Daí porque escolhi o HD650 ao invés do HD600, pois queria um som mais quente, mais refinado, para escutar por mais tempo. Muito obrigado, pois o conjunto é simplesmente espetacular. A diferença sem e com o amp/dac é impressionante. É um acréscimo que realmente vale o investimento. Muito obrigado pelas informações. Na próxima compra, quero um fone que simplesmente mostre tudo. Todos as qualidades e defeitos da gravação. Com amplo palco sonoro. Lendo seu review sobre o HD700, seria ele o que procuro? Muito obrigado pelas informações que você compartilha conosco. Só tenho que lhe agradecer pelo seu site. Acallejas.

    • Olá Alexandre,

      Fico muito feliz que tenha gostado do resultado!

      Agora, sobre um fone para mostrar tudo, acho que eu pularia o HD700 e iria direto pro HD800. A questão é que o HD700 parece querer aliar a musicalidade do HD650 à espacialidade do HD800, mas no final das contas esse último ainda é muito mais detalhado.

      Acho que uma outra opção que vc pode considerar, pelo mesmo preço do HD800, é algum set Stax. Por 790 dólares vc consegue o conjunto SRS-2170 mas, se quiser e puder investir um pouco mais, pode pensar no SRS-3170 ou no SRS-4170. Talvez o HD800 não esteja muito distante deles, mas nesses fones eletrostáticos os detalhes são mais evidentes. Ainda me lembro da primeira vez que ouvi um fone desse tipo (foi o SRS-2170), e a impressão que tive é que tudo o que eu havia ouvido antes tinha um cobertor por cima. É uma experiência realmente reveladora. O porém é que o palco sonoro não é o forte desses fones… mas ainda assim acho que valem a sua consideração.

      Um abraço!

  • Gewers

    Leonardo. Antes de qualquer comentário… obrigado.
    Mudei para um apartamento bem menor e fui obrigado a me desfazer das gigantes Klipsch RF7-II, caixas com 1,2m e 40kg cada, com dinâmica e qualidade proporcional ao tamanho. Como a paixão pela música continua, independente do lar, a opção foi seguir com fones, embora um tanto cético com os resultados. Após ler seu artigo e os comentários que o seguem, optei pelo HD600.
    A música voltou! Comovendo e emocionando como deve ser!!!!
    Alguém aqui comentou que ouviu poucas músicas, pois não existe vontade de passar para a próxima…. Apenas ouvir e se deliciar até o fim de cada uma. Concordo e me identifico.
    Obrigado pelo tempo investido em seu site, para mim, foi e é, de grande valor!!
    Abraços
    Luiz

    • Olá Luiz, muito obrigado!

      Fico feliz que vc tenha gostado do HD600. Recentemente comprei um novamente, e balanceado ligado ao HeadAmp GS-X ele realmente mostra que é um fone espetacular. É inclusive o que mais tenho usado!

      Um grande abraço!

  • Otávio Campos

    Leonardo, se conectarmos um HD 650 em um AV Receiver Sony você acha que o resultado é muito inferior ao usá-lo com um amplificador de fone dedicado?

    • Otávio, é uma questão complicada… o problema é que as saídas dos receivers atuais são bem fraquinhas, mas não sei se o resultado vai ser muito inferior a algum amplificador. Sei que vai ser pior, mas infelizmente não sei te dizer o quanto!

      O melhor a fazer de repente seria testar vc mesmo, e se vc sentir falta de alguma coisa, pensa num amplificador.

      Um abraço!

  • Thiago

    Leo, tenho um HE560 e um HD800, agora procuro algo com mais graves, você acha que o HD650 supriria essa falta no meu set? Alguma outra sugestão para quem procura graves bem definidos?

    • Opa!

      Thiago, acredito que o HD650 não vai ser o que vc busca. O HE560, por ser planar, possui um desempenho mais vigoroso e interessante nos graves. Sei que é mais caro, mas se vc conseguisse um Audez’e LCD2 acho que seria o ideal pra vc.

      Abração!

  • André

    Tudo bem gente….!? Sou novato tanto no assunto quanto no fórum… E parabéns ao Léo e aos participantes por focarem no assunto ao q se propõe o forum…!Então, tenho um Galaxy Note 2 (velho). Gostaria de saber se ele é capaz de transmitir ao hd 650 um som perto do q é o fone oferece…! Ele empurraria um som satisfatório? Desde já agradeço

    • Olá, André!

      Olha, não conheço o Note pessoalmente, mas imagino que esteja aquém do que o HD650 realmente precisa. Nesse caso, talvez fosse mais prudente optar por um HD598, por exemplo.

      Um abraço!

  • renato

    gosto que se realçem médios e agudos, então pergunto , leonardo; qual o melhor fone : beyerdynamic 880 DT, AKG 701 ou Sennheiser HD600 ????

    • Olá Renato,

      Se esse é seu gosto, acredito que o AKG será a melhor opção.

      Um abraço!

  • Jaime Pessoa

    Ola, gostaria de uma orientação, pretendo compra o HD 650 esta semana mais tenho uma dúvida, normalmente uso meus fones em uma placa de SOM externa M Audio 1814 que uso também para fazer gravações de audio e ela esta ligado a uma mesa yamaha , vou conseguir ter um bom volume de som com este fone , minha mesa yamaha tem um bom pré nao queria investir num fone caro e depois ter que usar apenas em um reciever ou um DAC

    • Olá Jaime,

      Acho (não tenho certeza, já que não conheço essa M-Audio e nem sua mesa Yamaha pessoalmente) que vc não terá problemas. Mas uma coisa: se vc quer usar o fone profissionalmente, como minha avaliação certamente deixa claro, o HD600 é a melhor opção, e não o HD650.

      Um abraço!

  • Jaime Pessoa

    Oi Obrigado, este é para ouvir musica , curtir musica, para gravação uso o Audio Technica m50x e também o Sennheiser HD 280 e 380 , quero um fone que me faça ouvir musica com o máximo de qualidade mesmo

    • Entendi. Nesse caso, o HD650 pode ser interessante sim. Mas vc usa o M50X e os Sennheisers pra tracking ou como referência?

  • Jaime Pessoa

    Uso como referencia quando faço minhas gravações , também uso monitor de referencia da Yamaha HS8 , também tenho como apoio o AKG MKII 240, tenho 4 musicas lançadas no Itunes , deezer etc pode procurar como Jaime Chigancas, seria legal sua avaliação
    obrigado pela sua atenção, são musicas meio Classicas

    • Entendi, Jaime! Perguntei porque se vc também usa fones de ouvido como referência, acho que o HD600 seria interessante já que é melhor do que os outros fones que vc usa!

      E ouvi suas músicas, são muito interessantes, parabéns 🙂

  • Jaime Pessoa

    Gosto também muito do som do Sennheiser HD 598, mais não serve como referencia , mais é um dos fones que eu tenho que mais gosto

  • Jaime Pessoa

    Comprei o HD 650 gostei muito, obrigado pelo ajuda , continuo aqui na sua página aguardando novas avaliações e novidades minha sugestão de uma avaliada neste amplificador que vende no Alibaba ,

    Nobsound MS-10DMKII será que vale a pena trazer

    • Que bom que gostou, Jaime!

      Agora, sobre esse Nobsound, não sei te dizer, mas sinceramente, eu não apostaria em amplificadores dessas marcas desconhecidas se há muita coisa consagrada pros Sennheisers nessa faixa de preço. Exemplos são o Bottlehead Crack (mas é vendido na forma de kit), o Lovely Cube e o Schiit Vali.

      Um abraço!

  • Jaime Pessoa

    Ola,

    O que voce acha então do Little Dot MK II sei que tem aqui uma avaliação do MK IV , mais vi o MK II por um bom preço e entrega no Brasil em 15 dias, obrigado

    • Olá Jaime,

      Não acho tão interessante. Vá em alguma das opções que te recomendei. Não tem erro.

      Um abraço!

  • Jaime Pessoa

    Estou pensando então em compra o Fiio E 18 segundo o distribuidor aqui no Brasil este é a melhor DAC amplificado para fones de qualidade com o HD 650 , posso confiar nisto?

    • Poxa Jaime, eu já te dei indicações que considero as melhores pelo preço… Quando dou essas indicações, já considero muitas alternativas, como os Little Dot e o FiiO.

      Sobre o E18, ele até é interessante, mas pode ter certeza que não é o melhor DAC com amplificador disponível no mercado. Existe uma infinidade de equipamentos mais sofisticados por aí.

      Pegue o Schiit Vali, como eu já indiquei. E se quiser um DAC também, adicione o Schiit Modi 2! Como eu disse, não tem erro.

  • Jaime Pessoa

    Obrigado vou procurar estes, ou já procurei aqui no Brasil e não estou achando

  • Jaime Pessoa

    Oi desculme mais uma vez pelas minhas duvidas mais ainda sou muito leigo em amp fiquei 2 dias pesquisando e não achei estes Schiit Vali, nem no ebay e nem na amazon , alguma outra sugestão que eu consiga comprar? o que voce acha deste aparelho

    Amplificador Musical Fidelity V90-hpa

    • Jaime, eles não são vendidos no Brasil, mas como vc perguntou sobre o Nobsound e o Little Dot, presumi que comprar no exterior não seria um problema.

      O Schiit Vali pode ser comprado diretamente com o fabricante, aqui: http://schiit.com/products/vali

      Inclusive, acho que se vc adicionar o Modi 2 e o cabo Pyst (pra conectar os dois), eles te dão algum desconto.

      Sobre o Musical Fidelity, não conheço, mas insisto no Schiit Vali como uma das melhores opções disponíveis. A menos que seja absolutamente impossível comprar um, ou no mínimo terrivelmente inconveniente, eu iria nele, como já disse.

  • Jaime Pessoa

    Obrigado , já naveguei pelo site e fiz algumas simulações vou comprar

    • Só não se esqueça de considerar os impostos pra não se surpreender, ok?

  • Jaime Pessoa

    Sim obrigado são 77% de imposto mais ICM e U$ 73,00 de frete, este hobby nosso não é barato abraços e obrigado

    • Ih Jaime, 77%? Aqui no RJ pelo menos são 60% e não há ICMS – considerando que o item seja enviado via serviço postal comum e não transportadora. De toda forma, se vc já está considerando o custo extra, ótimo!

      Um abraço!

  • Antonio Setz

    Olá, Leonardo.

    Adquiri um fone HD600, por sua indicação, lembra? Uso com um DAC+Amp da Burson e estou bastante satisfeito. Notei, no entanto, um efeito bastante curioso: se eu abrir a boca, os agudos ficam MUITO mais nítidos! Bizarro, não? Testei com outros fones, inclusive IE e, apesar de não serem tão bons quanto o Sennheiser, o efeito não se repetiu. Você tem ideia do que pode ser isso? Não é muito confortável ouvir de boca aberta. Há, na internet, vários relatos de modificações no HD600 (basicamente, retirar as espumas internas e externas). Vale a pena? Obrigado.

    • Olá, Antonio!

      Rapaz, que curioso! Deve ser alguma particularidade da interação do seu canal auditivo com esse fone em particular!

      Sobre as modificações, valem sim, são simples, reversíveis e trazem bons resultados – principalmente a remoção da espuma embaixo dos pads. Pode ser algo que vai justamente trazer um pouco mais desses agudos.

      Um abraço!

  • Tiago

    Olá, obrigado pela resenha.

  • Rômulo Dessotti

    Acabei de comprar o HD600 após ler os seus comentários sobre os dois fones. Estava MUITO indeciso sobre qual deles comprar, mas como gosto de um som levemente analítico e com médios mais pronunciados, o HD600 me pareceu ser a opção mais lógica. O cruel vai ser esperar pelo fone agora (acabei adquirindo-o pela Amazon UK). Espero não me decepcionar, já que li tantas coisas positivas sobre esta dupla da Sennheiser. O único Senn que possuo atualmente é o HD202, que curto bastante.

  • Sidnei Junior

    Parabéns pela análise, gostaria de esclarecer um ponto que não foi abordado na analise, o uso destes fones hd 600 e hd650 para games no PC e console, gostaria de saber se o palco sonoro é melhor do que o hd598 e ou n50x ? Irei usar para jogos, em especial para fps, por isso a preocupação com o palco sonoro. E por fim se existe fone melhor na faixa de preço entre 2 mil e 2,5 mil para essa finalidade, games em geral.
    Obrigado a quem puder ajudar. Abs

    • Olá Sidnei,

      Em primeiro lugar, gostaria de observar que não abordo o uso de fones para games porque não sou gamer, e por isso não me sinto habilitado para comentar mais profundamente sobre o desempenho desses equipamentos nessas condições.

      De toda forma, o palco do HD600, principalmente, é sim melhor do que o do HD598 e do M50. Mas, se essa é sua absoluta prioridade, o AKG K701 e suas variantes (K702, Q701, etc) são melhores. Só observe que eles são mais exigentes com amplificação.

      Um abraço!

  • Andre

    Oi Leonardo! Comprei essa semana um HD650 (em boa parte por influencia do seu review!), pra complementar meu Grado SR80 (ou melhor, o Grado que vai complementar o Sennheiser né 🙂 ) Estou maravilhado com o fone, casou muito bem com o combo DAC/amp que tenho (Schiit Modi+Magni Uber), mas gostaria de fazer uma pergunta inusitada: terias alguma dica/macete/”jeitinho” para quem usa óculos de grau? O fone em si é bem confortável, mas sendo over-ear, acaba pressionando as hastes do óculos um bocado

    • Opa, que bom, André! 🙂

      Mas poxa, infelizmente não sei de nada que possa ajudar… acho que não tem muito jeito a não ser colocar lentes hahaha

      Brincadeiras à parte, imagino que seja bem desconfortável…

  • Henrique Fantato

    Olá Leonardo! Comprei o HD600, ainda não recebi, mas pelo seu review e pelo review do Tyll, estou indo sem medo 🙂 Bateu uma duvida aqui, eu tenho uma xonar dgx, e uma interface phonic firefly 302, será q alguma delas é capaz de segurar o hd600? ou terei que ir pra algo mais parrudo?

    • Poxa Henrique, não sei te dizer, porque nunca escutei esses equipamentos… mas, em minha opinião, empurrar o HD600 não é tão difícil quanto dizem!