Interpretando as Especificações de Fones de Ouvido

Em equipamentos de áudio – tanto sistemas baseados em fones quanto baseados em caixas de som –, nada substitui a audição como forma de avaliação. Infelizmente, frequentemente não é possível ouvir equipamentos que nos interessam, e então ficamos sem parâmetros para julgar o que seria uma boa compra ou não. As avaliações e depoimentos de usuários são a forma mais indicada, porém, cada ouvido uma sentença – o que é do gosto de uma pessoa pode não ser do seu.

Agora, alguns devem estar se perguntando “mas e as especificações?”

Os audiófilos um pouco mais experientes sabem que elas não dizem praticamente nada a respeito da performance de um equipamento, mas vejo os mais leigos confiarem nelas para escolher onde irão seus investimentos – sabendo muito pouco a respeito do que realmente significam essas especificações.

Posso adiantar que nenhuma delas vai apresentar a “voz” de algum equipamento, e consequentemente como ele vai soar aos nossos ouvidos. Tampouco vai evidenciar algo a respeito da sinergia, que é de suma importância no áudio. Porém, alguns dados podem sim ser importantes, e nesse artigo vou tentar explicar um pouco mais a respeito deles. O foco vai ser nos fones de ouvido, mas as partes de sensibilidade, impedância, potência mínima recomendada, potência máxima e resposta de frequência podem ser aplicados também a caixas de som.

 

Ultra-Mega-Master-Power-Enhanced-Ultimate Bass

Mega-Bass

Mega-Bass

Sei que não se trata de uma especificação, mas é algo que chama a atenção de muitos, principalmente iniciantes. Esse tipo de informação é normalmente encontrada em fones mais simples, de fabricantes que sabem que o consumidor comum, acostumado com earbuds, quer graves, coisa que eles não têm. O problema é que esse Mega Bass normalmente não quer dizer muita coisa, e no final das contas o excesso de graves acaba arruinando a qualidade de som do fone. Regra geral: fuja.

 

 

Tipo de diafragma/Driver type

Aqui já é possível tirar algumas conclusões, mas é uma questão muito variável. Cada tipo de diafragma tem uma característica sonora, mas como todos estão tentando chegar no mesmo lugar – a reprodução perfeita –, ao chegarmos mais perto do topo as diferenças normalmente diminuem. Aqui vai um resumo básico dos tipos mais comuns.

–  Dinâmico

Esotar_SubÉ o habitual, o tradicional falante em cone. É muito usado pelo preço baixo e pela capacidade de cobrir uma extensa faixa de frequência. No entanto, não é tão pequeno quanto as armaduras balanceadas. Como é apenas um diafragma por ouvido, não há a necessidade de se usar um crossover (é o circuito que divide as frequências de uma música e envia faixas específicas para cada alto-falante), que introduz distorção. Além disso, drivers dinâmicos costumam ter uma sonoridade mais linear do que armaduras balanceadas, algo que alguns preferem. A foto mostra um alto-falante dinâmico para caixas de som. Nos fones, o princípio é o mesmo, mas em miniatura.

EDIT: Existem algums fones com mais de um diafragma dinâmico, como o AKG K240, e outros que misturam tecnologias – K340, dinâmico e eletrostático, e Ultimate Ears Super.fi 5EB, dinâmico e de armadura balanceada –, mas são raríssimos e a grande maioria não é mais produzida.

–   Armadura Balanceada

Armadura Balanceada

Armadura Balanceada

A grande vantagem em relação aos dinâmicos, além do tamanho, é o fato de que é possível empregar mais de um por ouvido, e consequentemente o controle sobre a resposta do fone é maior. Mas são caros e não são capazes de cobrir uma faixa de frequência muito extensa, sendo deficientes nos extremos. Por isso, fones de armadura balanceada mais sofisticados usam mais de um por ouvido (o recorde atual, até onde sei, é do JH Audio Roxanne com 12 armaduras por ouvido), obtendo-se assim uma maior resposta no espectro de frequências. Há também a necessidade de um crossover caso haja mais de uma armadura por ouvido. Normalmente, os mais simples têm uma maior granulação, enquanto os dinâmicos são mais lisos. Além disso, os fones de armadura única costumam ser mais centrados nos médios, com menos graves e agudos que os dinâmicos.

 –  Eletrostático

Diafragma Eletrostático

Diafragma Eletrostático

É o tipo mais sofisticado de diafragma, com as maiores capacidades teóricas e, consequentemente, com o maior preço. Um diafragma eletrostático nada mais é do que uma película ultra fina, carregada com partículas condutoras, entre dois eletrodos. Quando uma carga elétrica é aplicada nos eletrodos, o campo magnético é alterado e a película se move para frente ou para trás. A primeira vantagem óbvia é o fato de que a película, tendo apenas micrômetros de espessura, tem um peso risível – no caso do Stax SR-007MKI, por exemplo, ela pesa menos que um metro cúbico de ar –, consequentemente a resposta a transientes é extremamente rápida e o nível de detalhes é altíssimo. A distorção também é praticamente inexistente. Outra vantagem é a resposta de frequência incrivelmente extensa e linear. O resultado sonoro é de transparência e detalhamento extremos e um som particularmente liso mas com textura excelente. Já uma desvantagem é a relativa falta de impacto nos graves se comparados aos dinâmicos.

 –  Planar magnético

110511_planar_photo_driverTambém chamados de isodinâmicos ou ortodinâmicos. É uma tecnologia relativamente antiga, mas que voltou a ser popular com os Audez’es e HiFiMANs. Trata-se de uma mistura entre os dinâmicos e eletrostáticos. A organização é dos eletrostáticos, mas os princípios são dinâmicos. Ou seja, ao invés de um filme carregado com partículas condutoras suspenso entre dois eletrodos, como os eletrostáticos, os planar-magnéticos usam um filme impregnado com fios em formato de serpentina (por onde passa o sinal, como a bobina dos dinâmicos) suspenso num campo isodinâmico criado por uma série de ímãs. O resultado é uma sonoridade que potencializa as vantagens dos dinâmicos – uma sonoridade autoritária, com peso – enquanto traz um pouco do que é visto nos eletrostáticos: transparência, velocidade e resposta a transientes. Em compensação, a espacialidade não costuma ser muito desenvolvida e atingir uma boa e coerente resposta nos agudos é um verdadeiro desafio. Por isso, alguns fones podem falhar nesse quesito.

 

Diâmetro do diafragma/Driver diameter

Em teoria, quanto maior, mais capacidade de excursão e mais graves. Na prática, não quer dizer absolutamente nada. Existem fones com falantes pequenos e graves colossais e outros com diafragmas enormes e graves tímidos.

 

Sensibilidade/Sensitivity

Em questões práticas, a sensibilidade e a impedância são provavelmente as especificações técnicas mais importantes num fone ou numa caixa de som – já que, junto com a potência do amplificador, vão dar uma ideia do volume ao qual será possível chegar com um determinado sistema. Sensibilidade é, como o nome implica, a sensibilidade de um determinado equipamento a um determinado impulso: a escala costuma ser em dB SPL/W (decibels de nível de pressão sonora por watt) para caixas de som e dB SPL/mW (decibels de nível de pressão sonora por miliwatt) para fones, já que a potência requisitada por eles é muito menor. Ou seja, para cada watt ou miliwatt de potência gerados por um amplificador, o fone ou caixa vai te dar X dB SPL – sendo curto e grosso, volume.

 

Impedância/Impedance

A impedância é a resistência encontrada por um impulso na sua recepção ou transmissão. Ou seja, num fone ou caixa de som, é a resistência imposta pelo diafragma ao impulso. Essa especificação é importante porque é variável, e amplificadores vão fornecer diferentes potências em diferentes impedâncias – já que ele vai ter que lidar com resistências diferentes. Em caixas, a faixa normal de impedância é de 4, 6 ou 8 ohms. Já em fones, normalmente vai de 32 a 600 ohms. Veja que essa impedância varia com a frequência,  e o número fornecido pelo fabricante é como uma média.

Em termos práticos, ao juntarmos a impedância e a sensibilidade com a potência de saída da amplificação, a questão é simples. Se um fone tem 120 ohms de impedância e 92dB SPL/mW de sensibilidade e é ligado a um amplificador que fornece 1mW em 120 ohms, esse 1mW gerará 92dB SPL de pressão sonora.

Dois detalhes: conforme a impedância aumenta, a potência diminui, e a relação entre potência de saída e nível de pressão sonora não é linear (a escala de dB é logarítmica), ou seja, nesse sistema, 2mW não vão te dar 184dB SPL.

Em fones, vejo que existem muitos equívocos de hobbistas. Primeiramente, deixando claro: impedância é apenas uma característica, e nunca um indicativo de qualidade de um fone. Impedância maior ou menor não quer dizer que um fone seja melhor ou pior. Em 95% dos casos, inclusive, não há motivo para se preocupar com isso. Se você simplesmente quer um fone portátil para usar com um DAP ou celular, não se preocupe com isso.

Ela deve ser observada, porém, na hora de entender a interação de algum fone específico com um determinado amplificador. A regra básica é a seguinte: o ideal é que a impedância de um fone seja pelo menos 8 vezes maior que a de saída do amplificador. Se isso não acontecer, o resultado é que os graves vão ser mais soltos e menos definidos. Por isso, por segurança, é possível dizer que o melhor é ter sempre amplificadores com a impedância de saída mais baixa possível, já que eles vão poder empurrar qualquer fone sem problemas, desde que tenham a potência necessária. A grande maioria dos fones do mercado possui por volta dos 32 ohms – para esses, o ideal é que a impedância de saída seja do amplificador, no máximo, 4 ohms (32/8=4). Mas existem alguns in-ears ainda menos resistentes, como o JH Audio JH16 Pro, que possui 18 ohms. Para ele, o ideal é que a impedância não passe de 2.25 ohms.

Muitas vezes, saídas de fones de má qualidade, como em placas de som integradas, possuem impedância de saída muito alta, o que de modo geral é algo ruim. Há, porém, uma exceção: existem alguns amplificadores valvulados que trazem uma topologia sem transformadores de saída, os OTL. Existem alguns benefícios nesse tipo de circuito, mas também um problema inerente, que é a alta impedância de saída. Não é como nas placas de som ruins porque se trata de um reflexo de um circuito sofisticado que possui diversos benefícios, então com eles, o ideal é usar fones de resistências altas, como os Sennheisers mais sofisticados da linha HD ou os Beyerdynamic Premium de 600 ohms.

A última questão que deve ser observada é que para alguns amplificadores é mais difícil lidar com impedâncias muito altas. Por exemplo, um iPod ou um celular qualquer provavelmente terão mais dificuldade em tocar um fone de 300 ou 600 ohms. Baixa sensibilidade é algo que traz mais dificuldades, mas impedância alta também deixam as coisas mais difíceis para amplificadores mais simples.

Já em caixas de som, a impedância é mais importante e algo que merece mais atenção, já que vai determinar que potência vai ser extraída do amplificador – além do fato de que uma impedância menor que a aceita pelo amplificador pode queimá-lo. Amplificadores normalmente têm sua potência nominal declarada em 8 ohms e, em 4, ela costuma dobrar. Por exemplo, um Marantz PM-11S2 é declarado como tendo 100W. Essa potência é em 8 ohms, e em 4 ohms ela salta para 200W. Mas isso não é uma regra: já vi amplificadores com 100W em 8 ohms e 175W em 4 ohms.

 

Potência mínima recomendada/Minimum power recommended

MiniWatt

MiniWatt

Não costuma ser visto em fones, mas é basicamente a potência mínima recomendada pelo fabricante para se atingir um volume satisfatório. Não é uma coisa tão certa, mas, assim como a sensibilidade, te dá uma boa noção de mais ou menos quanta potência será necessária para um falante. Por exemplo, se a potência mínima recomendada por uma caixa de som é 10W, é possível saber que amplificadores com pouquíssima potência (como os valvulados em triodo) serão suficientes. Um par muito elogiado, por exemplo, é o amplificador MiniWatt (com apenas 1W de potência) e as caixas Zu Audio Essence, de sensibilidade altíssima. A questão só não é tão simples quanto olhar o número e o entender como mínimo absoluto porque amplificadores fornecem correntes diferentes, então não é raro encontrar alguns que forneçam 100W que toquem mais do que outros que forneçam 200W.

 

Potência maxima/Maximum power

São os famosos números frequentemente vistos em caixas de som passivas, como por exemplo 150W ou 300W. Muitos, aliás, se confundem, porque não é a caixa que tem 150 Watts. Ela não tem nada (a menos que seja ativa), quem tem é o amplificador. É simplesmente a potência máxima que a caixa pode aguentar sem que haja danos ao seu diafragma. Mas, como há essa questão, como já foi dito, de “forças” diferentes para uma mesma potência, esse número deve ser tomado mais como uma estimativa. Não é uma especificação normalmente encontrada em fones.

 

Potência de saída/Output power

Essa é a exceção nesse artigo todo, porque é uma especificação de amplificadores, especialmente de caixas de som. Existem outras, como resposta de frequência e slew rate (particularmente significativa para caixas de som), mas não vou abordar nesse artigo por não considerá-las tão importantes para os leitores para os quais essa matéria foi escrita. Mas, se alguém quiser alguma maior explicação, fiquem à vontade para perguntar, e adiciono ao texto.

Minisystem com teóricos 6600W PMPO

A potência de saída é como a “força” do amplificador, o que está ligado à capacidade dele de fazer caixas de som tocarem. Existem caixas fáceis e caixas difíceis (vejam sensibilidade e impedância), e é a potência do amplificador, junto com o slew rate, que vai determinar o quão bem ele vai lidar com elas – para chegar a um bom nível de volume com compostura e autoridade.

Para começar, nunca acredite nesses fabricantes que declaram 1500W ou algo do tipo. Mais de 200 já é bem esquisito – acreditem, 100W de potência é muito. Essas medidas estratosféricas normalmente são feitas em Watts PMPO, uma medida irreal que tem pouca relação com a realidade. O que importa são os Watts RMS, e os números não são impressionantes. Um ambiente de 20m2, com caixas sensíveis, já pode se satisfazer com 30W.

Para saber o que essa potência significa num sistema, como já dito antes, você precisa saber a sensibilidade e a impedância das caixas, além, obviamente, do ambiente no qual esse sistema vai tocar – quanto maior, maiores devem ser as caixas e a potência do amplificador.

Já expliquei bastante a respeito de amplificadores no artigo anterior, mas vale lembrar que a potência têm pouco ou nada a ver com a qualidade de som, e mesmo com relação à força do amplificador, é variável. Existem amplificadores com 100W que tocam mais que outros com 150 ou 200, e se considerarmos os que operam em classe A, não é incomum alguns de 30W tocarem mais que outros de 200W que operam em classe AB. Aliás, hoje em dia os minisystems comuns estão fornecendo a potência em W RMS, mas tenho certeza de que um bom integrado de 150 ou 200W vai tocar mais – falando de volume. Qualidade de som então…

No entanto, mais potência na maior parte das vezes de fato significa que o amplificador tem mais capacidade de lidar com as caixas, já que vão trabalhar com bastante reserva de potência, o que pode significar mais controle dos diafragmas – em termos práticos, melhores graves. Essa reserva também quer dizer que ele vai trabalhar mais longe do limite, o que significa um menor nível de distorção. Mas, um detalhe: não é incomum em audiófilos achar que potência demais é ruim, já que pode ser descontrolada e o resultado é a perda de refinamento.

 

Resposta de frequência/Frequency response

Primeiro, para já ficar claro: resposta de frequência nunca, sob nenhuma hipótese é indicativa da qualidade de um fone. Qualquer resposta entre 25Hz e 18kHz está mais do que suficiente para um fone de ouvido. Em fones, vejo muitos considerando a resposta como um atestado de qualidade, o que em nenhuma hipótese vai ser o caso. Veja por exemplo o JH13Pro, um dos melhores in-ears da atualidade, com uma resposta bem menos ampla que a do Sony EX310, um IEM de entrada. Não preciso dizer que o JH13 está boas léguas à frente do Sony.

Aqui a coisa complica. O que ocorre é que falantes respondem a impulsos, gerando vibrações em diferentes frequências. A frequência da vibração é o que determina se o som é grave ou agudo. Nenhum falante tem uma resposta perfeitamente igualitária em todas as frequências, e nenhum responde infinitamente, seja para os graves, seja para os agudos.

Não é um dado tão importante, já que normalmente só ouvimos de 20Hz a 20kHz, e mesmo que um fone não chegue a esses extremos (o que é incomum), poucas músicas chegam lá. E, a menos que a resposta seja criticamente curta (algo como 60Hz a 15kHz), não vai fazer tanta diferença, até porque, como já foi dito, a resposta nada tem a ver com a qualidade de som. É o que acontece entre os limites que faz toda a diferença. Veja no próximo tópico.

A resposta de frequência indica, simplesmente, os limites, ou seja, até onde o diafragma responde. A questão é que eles não param de responder abruptamente, isto é, respondem a 45Hz e não respondem mais a 44Hz. Há um decaimento nos limites, o nível de pressão sonora vai diminuindo suavemente. Então, como determinar o fim da resposta? Em suma, determinando uma atenuação em relação a um padrão, atenuação essa que chega a um nível audível, ou seja, após esse “limite”, percebe-se que há notavelmente menos graves e menos agudos.

Isso é feito determinando-se uma tolerância em relação a um padrão. Não sei se ele é o dB SPL máximo alcançado numa frequência qualquer ou se é simplesmente uma frequência arbitrária, no meio da resposta. Enfim, eles estipulam uma tolerância, que pode ser, por exemplo, 0.5dB ou 1dB. Quando, nos extremos, a atenuação do nível de pressão sonora, dB SPL, chega à tolerância estipulada, é determinado o fim da resposta de frequência.

Exemplificando: se um fabricante resolveu determinar que o padrão será 1kHz e nessa frequência 1W te dá 92dB SPL, e a tolerância é de 1dB, quando, numa determinada frequência nos extremos, o nível da pressão sonora for 91dB SPL, a resposta de frequência é dada como “terminada”. Se nesse falante essa atenuação de 1dB se deu a 18Hz e a 24kHz, a resposta de frequência é estabelecida como 18Hz a 24kHz.

 

Gráfico de resposta de frequência/Frequency response graph

O gráfico de resposta de frequência é uma especificação rara, mas para mim uma das mais importantes, já que é o mais perto que se pode chegar de ver como é a sonoridade de um determinado fone, porque evidencia seu equilíbrio tonal. Uma questão é que existem diferentes níveis de interpolação, diferentes microfones, diferentes equipamentos de medição, diferentes amplificadores usados… então o ideal é que se tenha uma base de dados, com vários fones, feita com os mesmos equipamentos. Outro problema é que ela também depende do amplificador, que tem seu próprio “gráfico”, apesar de com bem menos personalidade que fones ou caixas. Qualquer gráfico de resposta de frequência é feito com um amplificador, e se o seu for diferente, grandes chances de, no seu amplificador, o gráfico ser diferente. Mas não é uma diferença tão grande a ponto de invalidar o que esse gráfico nos diz – que é, basicamente, como o fone se comporta em diferentes frequências. Vai te mostrar por exemplo, a quantidade de graves, médios e agudos, o quão linear é sua resposta, se o roll-off nos extremos é grande, etc. É especialmente útil caso você tenha o gráfico, feito com os mesmos equipamentos, de um fone que você conheça bem. Assim, será possível compará-lo a outros, para saber por exemplo, se o fone no qual você está interessado tem muitos médios ou poucos agudos. No gráfico abaixo, selecionei um fone com um excelente gráfico, o Sennheiser HD800, e colori as faixas de acordo com as minhas considerações pessoais. Créditos ao Headphone.com e ao Innerfidelity.com pelas maiores bases de dados de resposta de frequência que conheço.

A interpretação do gráfico é simples: o eixo horizontal representa a frequência, e o vertical o nível de pressão sonora (volume). Ou seja, um fone utopicamente neutro vai apresentar uma linha reta, já que para um mesmo impulso, cada frequência vai ter o mesmo volume, certo?

Então, se a linha é mais para cima ou mais para baixo numa certa região, quer dizer que o fone tem uma quantidade maior ou menor dessa determinada faixa de frequência. Uma linha reta seria uma utopia, não só porque é impossível fazer um diafragma responder linearmente ao longo de toda a sua resposta de frequência mas também porque isso não seria interpretado pelos nossos ouvidos como neutro. Primeiro, porque é normal dar um pequeno aumento nos graves para compensar a ausência de “body cues” que os graves reais, de sons naturais, nos proporcionam. Nós sentimos os graves no peito, e com fones isso não acontece, então é normal aumentar um pouco os graves. Outro problema é nos agudos, já que a pina (parte externa das orelhas) é fonte de reflexão, então qualquer coisa que ouvimos de sons reais sofre influência dessas reflexões. O posicionamento de fones é muito artificial, então algumas alterações (como picos e vales na região 2-8kHz) são necessárias para compensar esse posicionamento. É normal que a região dos médios até os agudos seja bem estranha e longe de uma linha reta.

Bom, assim já dá para saber como interpretar um gráfico na teoria. Mas o que eu disse sobre comparação é porque mesmo que você esteja vendo no gráfico que, suponhamos, os médios de algum fone são recuados, você vai ter dificuldades de saber o quanto – mesmo que esteja vendo a atenuação em decibeis, é difícil ter noção da influência exata disso na voz do fone. Agora, se você tiver o gráfico de um fone com o qual você tenha experiência, isso se torna mais fácil, porque você vai comparar ao que você ouve. O mesmo para toda a faixa de frequência. Um exemplo simplificado: se você acha que o seu fone tem poucos graves, vai querer um que possua uma linha mais alta nessa região.

Assim, com os gráficos, é possível ter uma noção de como toca o fone, pelo menos no equilíbrio tonal.

133 Comments
3
  • Pingback: Fone de Ouvido In-Ear()

  • Diego

    Olá Leonarno.
    Uma questão me deixou em dúvida no seu textoe queria saber se poderia me esclarecer.
    Somente poderemos ansalisar o gráfico após já ter conhecimento prévio de outros fones? Digo isso pois nunca tive um fone consideravelmente bom (O mais top que tive foi um mdr-ex500), também nunca ouvi o Sennheiser HD800 e nenhum outro fone muito bom, então eu, apesar de ler as suas explicações ainda acabo olhando esse gráfico e percebo que não sei avalia-lo.
    Gostaria que você me desse uma noção de como você analisaria o gráfico.
    Por exemplo:
    Essa linha assim quer dizer que é neutro;
    Essa linha oscilando muito quer dizer assado;
    Quando a linha é mais horizontal significa tal coisa.

    Acredito que assim você possa esclarecer muitas dúvidas – pelo menos eu não entendo muito disso – e fará o artigo ainda melhor.

    Obrigado pela atenção.
    Diego.

    • Diego, não, claro que não precisa! É como eu disse no texto, vai ser bom para efeito de comparação, mas não é necessário. Aí vai a explicação, que vou adicionar ao artigo:

      A interpretação do gráfico é simples: o eixo horizontal representa a frequência, e o vertical o nível de pressão sonora (volume). Ou seja, um fone utopicamente neutro vai apresentar uma linha reta, já que para um mesmo impulso, cada frequência vai ter o mesmo volume, certo?

      Então, se a linha é mais para cima ou mais para baixo numa certa região, quer dizer que o fone tem uma quantidade maior ou menor dessa determinada faixa de frequência. Uma linha reta seria uma utopia, não só porque é impossível fazer um diafragma responder linearmente ao longo de toda a sua resposta de frequência mas também porque isso não seria interpretado pelos nossos ouvidos como neutro. Primeiro, porque é normal dar um pequeno aumento nos graves para compensar a ausência de “body cues” que os graves reais, de sons naturais, nos proporcionam. Nós sentimos os graves no peito, e com fones isso não acontece, então é normal aumentar um pouco os graves. Outro problema é nos agudos, já que a pina (parte externa das orelhas) é fonte de reflexão, então qualquer coisa que ouvimos de sons reais sofre influência dessas reflexões. O posicionamento de fones é muito artificial, então algumas alterações (como picos e vales na região 2-8kHz) são necessárias para compensar esse posicionamento. É normal que a região dos médios até os agudos seja bem estranha e longe de uma linha reta.

      Bom, assim já dá para saber como interpretar um gráfico na teoria. Mas o que eu disse sobre comparação é porque mesmo que você esteja vendo no gráfico que, suponhamos, os médios de algum fone são recuados, você vai ter dificuldades de saber o quanto – mesmo que esteja vendo a atenuação em decibeis, é difícil ter noção da influência exata disso na voz do fone. Agora, se você tiver o gráfico de um fone com o qual você tenha experiência, isso se torna mais fácil, porque você vai comparar ao que você ouve. O mesmo para toda a faixa de frequência. Um exemplo simplificado: se você acha que o seu fone tem poucos graves, vai querer um que possua uma linha mais alta nessa região.

      Espero ter esclarecido! Um abraço!

  • Carlos Paixao

    Opa! Olha eu aqui denovo! Cara, no seu texto vc deixou a impressão que nao existem drivers dinamicos duplos, sendo que na verdade existem, como os Socore COA-805.
    Mas, ótimo artigo assim, mesmo! Valeu!

    • Ricardo, é verdade, não me liguei de incluir isso no artigo, tem também o AKG 240 Sextett. O problema é que são casos tão raros, mas tão raros (inclusive acho que só conheço esses, sem contar os híbridos, como o K340 e Super.fi 5EB) que nem me preocupei em incluir. Mas vou colocar lá então! 🙂
      Um abraço!

      • Carlos Paixao

        Valeuu… mas meu nome é Carlos! Hey, tem tb o Radius HP-TWF11K, japones… dao um soundstage interessantissimo!

        • Opa Carlos, desculpa cara! Também respondi o comentário de um Ricardo hoje e acabei trocando as bolas hahahahaha! E bom saber, não conhecia esse outro fone! Um abração!

  • Celso Laurentino de Medeiros Filho

    Olá Leonardo, Estou querendo comprar um fone da AKG K240 – Imp. 55 Ohms ou Shure SRH440 – imp. 44 ohms. Uma dúvida, a impedância deste fones têm que ser necessariamente compatível com impedância de saída do PC ou Player portátil? Esses fones citado são eletrostáticos? Um abraço. Celso

    • Celso, não, são dinâmicos, fones eletrostáticos atuam sobre um princípio totalmente diferente – além de serem muito mais caros, só a Stax e a Koss fabricam eletrostáticos atualmente. Também precisam de um energizador específico. Se eles fossem eletrostáticos, vc já teria visto isso bem evidente onde leu obre eles. Provavelmente, no mesmo lugar onde vc achou essas impedâncias, deve dizer que os fones são dinâmicos.

      E respondendo à outra pergunta, não, não há a necessidade de um casamento perfeito de impedâncias, até porque ela é apenas a impedância nominal, uma média, e varia de acordo com a frequência, como dito no artigo.

      Espero ter ajudado!

  • Celso Laurentino

    Olá Leonardo, só mais uma pergunta.
    Entre os 02 fones que citei acima, qual você recomendaria?

    Um abraço. Celso

    • Celso,
      Nunca tive a oportunidade de ouvir nenhum deles, mas já ouvi o Shure SRH840 e tenho um AKG K272 MKII. Acho que os dois são relativamente parecidos, e imagino que isso se repita com as suas duas opções porque são fones mais simples da mesma linha. Acho que se vc estiver à procura dessa sonoridade, qualquer um dos dois vai te satisfazer.

      Um abraço

  • Celso Laurentino

    Olá Leonardo, só mais uma pergunta.
    Entre os 02 fones que citei acima, qual você recomendaria?

    Um abraço. Celso

    • Celso,
      Nunca tive a oportunidade de ouvir nenhum deles, mas já ouvi o Shure SRH840 e tenho um AKG K272 MKII. Acho que os dois são relativamente parecidos, e imagino que isso se repita com as suas duas opções porque são fones mais simples da mesma linha. Acho que se vc estiver à procura dessa sonoridade, qualquer um dos dois vai te satisfazer.

      Um abraço

  • Celso Laurentino

    Leonardo, mais uma vez obrigado pela ajuda. Celso.

  • Celso Laurentino

    Leonardo, mais uma vez obrigado pela ajuda. Celso.

  • thiago Xavier do Nascimento

    Após ler fiquei na dúvida, como conseguir um gráfico desses do meu fone, ATH CKS77.. Existe algum software para fazer isso no PC???

    • Thiago, um gráfico bem feito desses requer equipamentos caríssimos de altíssimo nível, como uma pequena câmara anecoica, microfones binaurais especiais, uma dummy head… então suas chances de fazer um são muito pequenas.

      • thiago Xavier do Nascimento

        Eu admito! Vai ser quase impossível mesmo que eu consiga fazer um teste desses… Kkkkkk
        Tenho uma dica Man, pois gosto de ver blog bons sempre crescer, como a mídia é uma coisa sempre ligada à inovação, seria legal vc fazer uma revista digital, que seria lançada todo mês, contendo review, novidades e discussões sobre áudio..

        • Thiago, obrigado pela sugestão interessante, mas no meu caso não é muito possível devido à falta de disponibilidade que tenho. Por isso meus posts demoram tanto pra sair – uma revista digital seria ainda mais complicada!

  • thiago Xavier do Nascimento

    Após ler fiquei na dúvida, como conseguir um gráfico desses do meu fone, ATH CKS77.. Existe algum software para fazer isso no PC???

    • Thiago, um gráfico bem feito desses requer equipamentos caríssimos de altíssimo nível, como uma pequena câmara anecoica, microfones binaurais especiais, uma dummy head… então suas chances de fazer um são muito pequenas.

      • thiago Xavier do Nascimento

        Eu admito! Vai ser quase impossível mesmo que eu consiga fazer um teste desses… Kkkkkk
        Tenho uma dica Man, pois gosto de ver blog bons sempre crescer, como a mídia é uma coisa sempre ligada à inovação, seria legal vc fazer uma revista digital, que seria lançada todo mês, contendo review, novidades e discussões sobre áudio..

        • Thiago, obrigado pela sugestão interessante, mas no meu caso não é muito possível devido à falta de disponibilidade que tenho. Por isso meus posts demoram tanto pra sair – uma revista digital seria ainda mais complicada!

  • Leonardo,

    Estamos abrindo nesta próxima semana,em SP, as lojas física e de e commerce http://www.foneland.com.br (não está todo pronto ainda) voltada 100% a importação e comercialização de fones de ouvido,pois realmente acreditamos em “mind the headphones. Ainda que trabalhemos com marcas como AKG/Bose e Sennheiser,nosso público são os “mortais” que ,felizmente estão percebendo que este é um item importante,em vários aspectos no dia a dia…Quero dizer..estamos bem longe do seu nível de audiófilo mas esta é a nossa meta.Tudo isso para pedir a você autorização para reproduzir no nosso site este seu artigo,que sem dúvida muito ajudá o publico a valorizar e escolher os fones.

    Abcs e parabéns pela qualidade e paixão que você coloca neste seu trabalho

    • Opa Nelson, antes de tudo muito obrigado! Sinta-se mais do que à vontade pra publicar qualquer link pro meu blog no site, vai ser um prazer pra mim. Outra coisa, os preços no site são esses mesmo? Se for, estão excelentes!

      E é muito bom saber que em breve vamos finalmente ter uma loja dedicada a fones de ouvido no Brasil. Tenho amigos em São Paulo que vão adorar a notícia!

      Um abraço!

  • Leonardo,

    Estamos abrindo nesta próxima semana,em SP, as lojas física e de e commerce http://www.foneland.com.br (não está todo pronto ainda) voltada 100% a importação e comercialização de fones de ouvido,pois realmente acreditamos em “mind the headphones. Ainda que trabalhemos com marcas como AKG/Bose e Sennheiser,nosso público são os “mortais” que ,felizmente estão percebendo que este é um item importante,em vários aspectos no dia a dia…Quero dizer..estamos bem longe do seu nível de audiófilo mas esta é a nossa meta.Tudo isso para pedir a você autorização para reproduzir no nosso site este seu artigo,que sem dúvida muito ajudá o publico a valorizar e escolher os fones.

    Abcs e parabéns pela qualidade e paixão que você coloca neste seu trabalho

  • Ola Leonardo, te confirmo que o post acima bem como o link para sua pagina ,ainda que não seja no local final (está no rodapé) já estão em nosso site bem como sem as figuras dos texto inicial .Como tudo neste País é enrolado,ainda nao conseguimos finalizar a integração com os gateways de pagamento.assim o site oficialmente vai para o ar no final de Janeiro..,a loja física está aberta com o meu filho João Pedro(ex Bose-Discac e Harmman) no comando..

    Sim os preços são os que estão no site,muitos seguindo as recomendações dos fabricantes e distribuidores e outros tendo que seguir a regra(que não existe)de mercado.

    Aproveito tambem para comunicar que já agregamos mais produtos na loja,e outros estão aguardando para serem cadastrados tipo AKG/alguns modelos da Sennheiser e 2 linhas para esportes aquaticos ,H20 e Mormai..Como já comentei anteriormente,temos que ter produtos de várias marcas e públicos…mas sempre teremos para os conhecedores produtos de alta qualidade e reputação.Um grande abraço e nossos melhores desejos que você tenha uma ótimo 2013.
    abcs

    Nelson Montagna

    • Entendi, muito bom, Nelson. Torço pra que o negócio dê muito certo!

      Um grande abraço!

  • Ola Leonardo, te confirmo que o post acima bem como o link para sua pagina ,ainda que não seja no local final (está no rodapé) já estão em nosso site bem como sem as figuras dos texto inicial .Como tudo neste País é enrolado,ainda nao conseguimos finalizar a integração com os gateways de pagamento.assim o site oficialmente vai para o ar no final de Janeiro..,a loja física está aberta com o meu filho João Pedro(ex Bose-Discac e Harmman) no comando..

    Sim os preços são os que estão no site,muitos seguindo as recomendações dos fabricantes e distribuidores e outros tendo que seguir a regra(que não existe)de mercado.

    Aproveito tambem para comunicar que já agregamos mais produtos na loja,e outros estão aguardando para serem cadastrados tipo AKG/alguns modelos da Sennheiser e 2 linhas para esportes aquaticos ,H20 e Mormai..Como já comentei anteriormente,temos que ter produtos de várias marcas e públicos…mas sempre teremos para os conhecedores produtos de alta qualidade e reputação.Um grande abraço e nossos melhores desejos que você tenha uma ótimo 2013.
    abcs

    Nelson Montagna

    • Entendi, muito bom, Nelson. Torço pra que o negócio dê muito certo!

      Um grande abraço!

  • Gabriel

    Olá,
    Sabe me dizer, a partir de que ponto existe realmente a necessidade de um amplificador para o fone de ouvido? Já usei um AKG 702 com e sem amplificador e notei muita diferença, já quando usei um shure srh440 direto na saída do pc e no amplificador não notei muita diferença.

    • Isso depende muito do fone, e é algo “progressivo” em termos de especificações. Mas acho que dá pra generalizar um pouco e dizer que fones com baixa sensibilidade e baixa impedância ou alta impedância e baixa sensibilidade costumam precisar de amplificação.

      Ou, em termos mais acessíveis:
      1 – IEMs não precisam de amplificação. Exceções são raríssimas (Yuin PK1), mas alguns bem sofisticados podem sim se beneficiar de amplificação, mesmo sem precisar de uma pra tocar muito bem (JH13Pro).
      3 – Full-sizes mais simples, até sei lá, 200 dólares, não costumam precisar de amplificação. Raras exceções.
      4 – Fulls mais sofisticados costumam precisar. Raras exceções (exemplo, os Grados).
      5 – Full-sizes voltados pro mercado de monitoração não costumam precisar (como esse Shure, os AKGs da linha profissional – o K701/2 é exceção, mas na prática é muito mais pro mercado de audiófilos).
      6 – Full-sizes especificamente voltados para o uso portátil não costumam precisar (B&W P5, Sennheiser Momentum e HD-25, essas coisas).

      Acho que é isso!

  • Marcos Filho

    Só tenho a agradecer! Essa postagem deveria servir de referência a todos que estão iniciando no hobby, como outras do blog, me ajudou muito a entender e fazer melhor minhas escolhas o/

  • Gabriel

    O que você acha dos fones zinken e plattan da marca urbanears?
    andei lendo um reviews e alguns dizem ser bons e outros não..

    Então pelo o que entendi, quanto maior a sensibilidade melhor a qualidade e quanto maior a impedância também?

    O que caracteriza se eu vou ouvir todos os detalhes da musica com clareza e os distinguir sem precisar aumentar o volume?

    Abaixo estão algumas caracteriticas dos fones, mesmo sabendo que elas não servem para fazer uma fiel avaliação.Qual seria o melhor?

    Plattan:Impedância de 60Ω
    115dB Sensibilidade

    Zinken:Impedância de 85Ω
    98dB Sensibilidade

    obrigado

    • mindtheheadphone

      Gabriel, pelo que sei nenhum dos dois é bom! Te aconselho a procurar outras opções na mesma faixa de preço.

      Mas olha, acho que vc não entendeu tanto hahaha! 🙂

      Não disse em momento algum que sensibilidade e impedância maiores se traduzem em mais qualidade. Esse definitivamente não é o caso. São apenas características, umas mais indicadas pra certas ocasiões, outras pra outras. Talvez um fone mais sensível seja mais indicado pro que vc procura, mas não significa que ele seja melhor ou pior que outros. Uma analogia com carros: o que é melhor, um Rolls-Royce ou uma Lamborghini? Depende, se vc quer uma forma relaxante de se locomover, o Rolls. Se quer emoção, a Lamborghini. Nenhum é melhor que o outro, são pra situações distintas.

      Nenhuma especificação caracteriza a capacidade de detalhamento de um fone. Talvez gráficos de resposta a impulsos ou a senóides dêem uma ideia, mas são gráficos dificílimos não só de achar, mas também de interpretar. Então se um fone é detalhado e transparente ou não é algo que vc só vai saber ouvindo.

      Um abraço!

      • Gabriel

        humm..to sabendo pouco então rs

        No gráfico tem uma linha q começa em cima, por volta dos -5dB e outra menos intensa que começa em baixo pelos -35dB.O que significa cada?

        Li sua análise do Beats Solo HD em que você relata que ele é ruim, etc.O fone da urbanears estaria no mesmo nível dele, ou seria pior?

        estou procurando outros mas se vejo um fone bonito ele não é bom rsr

        Você me aconselha algum que tenha um ótimo som, não seja muito grande e que seja esteticamente simples e bonito tipo com o urbanears?na faixa de uns R$450

        Obrigado novamente
        Abç

        • mindtheheadphone

          Uma é o lado direito e a outra o esquerdo. Mas as diferenças são provavelmente devido ao posicionamento do fone na dummy head.

          Não sei se o Urban Ears está no mesmo nível porque nunca ouvi um, mas sei que não se trata de um fone bom.

          Nessa faixa de preço, eu daria uma olhada nos Philips Citiscape. Se puder comprar de fora, há também Skullcandy Aviator, Audio Technica M50 ou V-Moda Crossfade M-80.

          Um abraço!

  • Gustavo Silva

    Por favor! gostaria muito de falar diretamente com o autor dessa matéria. Me procure no e-mail informado, por gentileza. Obrigado!

    • mindtheheadphone

      E-mail enviado, Gustavo!

  • Isadora

    Olá, percebi que vc é expert no assunto e queria saber se vc acha que esse fone é bom para mim:
    seria para uso diario, nao quero escutar o mundo externo, gosto de voluma alto 30% do tempo… e tbm quero boa qualidade de som, poder distinguir minimamente os instrumentos….
    esse é o fone :
    http://www.fravega.com/productos/audio/accesorios-de-audio/auriculares/auricular-in-ear-sony-mdr-ex10lp-wcu.html

    obrigada!!!

  • Michael

    Ótima análise.
    Uma dúvida, vi num programa de tv falando que quanto maior a impedância de um fone, menor será o ruido elétrico que ele fará. Isso é verdade? Por que eu gosto muito de ouvir música clássica, e nas partes calmas, esse chiadozinho do fundo é realmente chato.
    Estava pensando em comprar do EUA o Shure SRH840, vi que você achou ele muito bom. Mas você acha que o Shure SRH440 fará uma grande diferença de qualidade?
    Obrigado!

    • mindtheheadphone

      Olá Michael,

      Na teoria mais ou menos, mas na prática não. Ruído de fundo se deve a diversos fatores (mais influentes), que se encontram principalmente no amplificador ou no pareamento de um amp específico com um fone específico. Isso é um assunto complexo, mas o resumo é que na prática existem várias outras questões pra influenciar o ruído.

      Acredito que a diferença de desempenho entre os dois será significativa – por isso, se for possível, eu iria no SRH840. Outro fone que merece consideração, que funciona muito bem com música clássica, é o AKG K550 – estou terminando de formatar a avaliação dele para postá-la aqui!

      Um abraço!

      • Michael

        Obrigado pelo esclarecimento, estou cada vez mais me interessando a aprender a fundo sobre audio.
        Eu fiquei curioso sobre a impedância, porque passei a observá-la e buscar a maior como sinal de qualidade, mas vi que não fazia muito sentido quando achei um fone de R$10 que dizia ter 120 ohm.

        Vou de shure 840 então, vou usá-lo no PC, você recomendaria uma placa de som específica? Eu comprei uma asus xonar DG, mas confesso que não vi diferença para a onboard em questão de qualidade, junto com um Tritton pro+

        Inclusive, no artigo acho que só faltou falar, junto com o “enhanced bass”, os fones de vários canais de audio. Eu fui um desavisado que pagou 190 dolares num Tritton, por causa dos 8 falantes que fariam “5.1 real”. Mas para música não percebi diferença de qualidade para um fone qualquer de R$30

        • mindtheheadphone

          É Michael, como disse no artigo, a impedância é meramente uma característica. Impedâncias mais altas podem sim ter suas vantagens, mas no final das contas não é determinante de absolutamente nada. Por exemplo, o Sennheiser HD800 possui impedância de 300 ohms e é obviamente muito superior aos Beyers DT880 de 600 ohms.

          O SRH840 não é um fone particularmente exigente, então uma Xonar pode ser o suficiente. Mas, se quiser algo melhor, eu não recomendo nenhuma placa de som – um DAC e amplificador externos seriam a melhor solução, mesmo modelos muito simples como os FiiO E17 e E07K.

          E obrigado pela sugestão, é interessante sim. Tenho visto muitas pessoas falando sobre esses fones multi-canal, que não trazem muitos benefícios reais.

  • Caro Leonardo,

    Vc tem alguma referência técnica quando se trata de headset para rádios de comunicação? Vejo uma grande variedade no mercado, muita discussão, muita variação de opiniões e nenhuma conclusão lógica a este respeito. No meio policial, os hesdsets precisam ter uma qualidade boa de recepção e transmissão, pois as condições de uso são extremas com muito ruído externo e baixa qualidade na transmissão de voz. O headset de qualidade é um equipamento determinante na qualidade desta recepção/transmissão do som. Vc tem algum estudo sobre isto? sabe qual poderia ser a melhor relação de impedância-sensibilidade-frequência p estes casos? obrigado pela atenção.
    Paulo Lourenco

    • mindtheheadphone

      Olá Paulo!

      Infelizmente não sei nada específico a respeito de headsets para esse uso… mas pelo que pude entender com seu exemplo do uso policial, chutaria o seguinte:

      Se o objetivo é a inteligibilidade da fala em primeiro lugar, o ideal, em termos de assinatura sonora, é um fone centrado nos médios e agudos, e isso talvez não seja muito fácil de achar em headsets destinados ao consumidor comum – com exceções, como por exemplo o Sennheiser PC360. A questão é que graves excessivos – como no AKG GHS1 – embolam bastante a apresentação e prejudicam o entendimento. A voz humana está nas frequências médias, e os agudos, de certa forma, dão a ela a “distinção” em meio ao resto e podem ajudar bastante. Um fone centrado nessas faixas de frequência vão ser muito mais inteligíveis do que outros headsets gamers que trazem graves fortes para enaltecer efeitos como explosões.

      Em termos de especificações, também para esse fim, acredito que o ideal seja que o fone seja o mais alto possível. Se esse for de fato o caso, os fatores determinantes são sensibilidade alta e impedância baixa. O resultado é ditado por um equilíbrio entre esses dois parâmetros. Resposta de frequência não é importante aqui. Basicamente qualquer fone já vai ter a resposta que vc precisa.

      Veja que estou falando de questões que tangem unicamente a inteligibilidade da fala, visto que esse é o seu objetivo. Não estou considerando o desempenho para música. Uma marca que possuía produtos – se não me engano foram descontinuados, infelizmente – que me pareciam interessantes era a JH Audio, que possuía uma linha especificamente desenvolvida para a aviação. Eles não seguem exatamente o que disse acima, o foco nas frequências médias e altas, mas eram monitores customizados feitos sob medida. Consequentemente, o isolamento de ruídos externos (o que também faz diferença no caso em questão) é muito eficiente, e aliado à sua grande capacidade de resolução, certamente comporia um fone onde a voz é muito clara.

      É isso! Peço desculpas por não poder ajudar mais nesse assunto.

      Um abraço!

  • Fabiano Vaz

    Poxa, é ótimo encontrar artigos como esse!
    Caro MINDTHEHEADPHONE, a primeira vez que resolvi trocar meus fones de R$1,99 por um melhorzinho, o Sony Ericsson HPM-77, fiquei impressionado com a diferença de qualidade.
    Mesmo pesquisando bastante na internet, afim de comprar um bom fone, é possível continuar se enganando com marcas que valem apenas no marketing, e seu artigo é uma luz para quem, leigos como eu, buscam por um fone ótimo e adequado.
    Ficava muito confuso (e ainda fico um pouco) ao ver fones baratos mas com especificações “melhores” do que outros mais caros e profissionais. Li em alguns sites que quanto maior a impedância melhor é o fone. Já em outros descobri que impedâncias altas geram sons com baixos decibeis e de nada adiantam se o player não fornece a “potencia” adequada. Bem, gostaria de pedir uma gentileza sua em me sugerir um fone de ouvido intra auricular de até R$ 200,00 para usar com meu smartphone (samsung s4 mini). Um celular pode entregar boa qualidade de som para um bom fone de ouvido intra auricular? Obrigado pelo artigo e parabéns!

    • mindtheheadphone

      Muito obrigado, Fabiano!

      Minha sugestão: entre no nosso fórum, lá podemos te ajudar melhor. Há um tópico de indicações.

      Um abraço!

  • Anderson

    A marca Sades é boa? durável? de confiança?

    • mindtheheadphone

      Olá Anderson,

      Nunca tinha ouvido falar, mas vi que é uma marca de headsets e esse tipo de equipamento, voltado ao público gamer, não costuma ser nada bom. Se quiser qualidade, recomendo buscar um fone de alguma marca mais consagrada (exemplos de preço baixo são Superlux e Philips) e, se for o caso, aliar ao microfone Zalman ZM-MIC1.

      Um abraço!

      Um abraço!

  • marcelo

    Olá Leonardo, por favor preciso de uma dica sua li o seu texto mas sou muito leigo referente a potência, impedância e tal, porem estou querendo adquirir um fone de ouvido e tenho muitas dúvidas. Gostaria de um fone de ouvido com conchas e que tenha ótimos graves só que queria desembolsar de R$ 100,00 a no máximo R$ 200,00. Por favor me sugira algo.

    • mindtheheadphone

      Olá Marcelo,

      O objetivo do texto é, justamente, ensinar. Se vc é leigo no assunto, ele foi feito pra vc. De toda forma, no site vc vai encontrar algumas avaliações de fones nessa faixa de preço, como por exemplo o Sennheiser HD 202, que é uma boa pedida. Outras opções são os Philips Citiscape e os Superlux.

      Um abraço!

  • Leandro

    qual seria a melhor opção de fones de ouvido para celular ate R$ 100

  • Bernardo Areal

    Leonardo, boa noite!
    Me tira uma dúvida, eu ja li bastante sobre esses assuntos nos sites, mas ainda continuo com um dúvida.
    Eu gosto de escutar musica no meu ipod touch e usava um hd202 so que qubrou por descuido! Vou para os eua agora e estou querendo comprar um fone sennheiser e estou querendo do hd650 ao hd800 (uma das opções) sendo que o hd700 tem de 150 ohm até comprei um Fiio e18 com dac para poder aguentar embora depois me recomendaram um e12 por ter mais potência.
    Minha pergunta é: com esse e18 eu consigo ter qualidade no hd800 ou mesmo com esse amp seria melhor um com 50ohm tipo o hd 598? E o hd700 poderia render melhor que o hd650 por ter menos ohm?
    Obrigado! E obrigado pelo texto assima!
    Att. Bernardo

    • Olá, Bernardo!

      A primeira coisa que te digo é que nenhum desses Sennheisers mais sofisticados é portátil, então se vc deseja ter fones para esse uso, eles não são uma boa opção. São abertos, então vazam som e não isolam nada. Inclusive, um detalhe, eu não tenho certeza se o E18 pode ser usado como DAC para um iPod touch – eu daria uma conferida nisso.

      De toda forma, se o objetivo for usar em casa, acho que vc pode contemplar desde o HD600 ao HD700. Mas, com o E18, infelizmente o HD800 está fora da jogada. É um fone muito exigente, e o mínimo do mínimo que eu recomendaria para ele é algo como um JDSLabs O2 (já achando que o resultado pode não ficar tão bom) ou um Bottlehead Crack.

      Já os outros devem se dar bem com o FiiO, mas cada fone tem uma personalidade. O HD600 é o mais neutro dos três, o HD650 segue uma linha mais musical e eufônica e o HD700 tenta aliar um pouco da musicalidade do HD650, tendo uma personalidade mais fechada, com a abertura e a espacialidade do HD800.

      Um abraço!

      • Bernardo Areal

        Ok! Entao os sennheiser hds não sao as melhores opções para o meu propósito
        Entao me tira mais uma dúvida por favor. Você acharia uma boa opção pegar um sennheiser pxc 450? Ou até ir para um outro lado que não me favorece mas não e de se jogar fora que seria pegar um (beats Studio by dr. dre) ou um (bose quiet confort 15) Sabendo que estaria descendo a ladeira (minha opinião) mas ambos com (noise cancelling) e ainda sendo insistente na questão dos sennheiser hd, um hd598 não seria uma boa opção já que estou recorrendo a “outra categoria”
        Novamente muito obrigado pela ajuda e sabedoria!
        Att. Bernardo

        • Bernardo, o HD598 também é um fone aberto, então não seria bom para as suas necessidades. Infelizmente nunca ouvi o PX450, mas sei que é um bom fone. Mas se vc está contemplando fones com cancelamento ativo de ruídos, eu daria uma olhada no Parrot Zik.

          Um abraço!

          • Bernardo Areal

            Obrigado! Gostei do parrot!
            Você me ajudou muito!
            De qualquer forma, talvez lá nos eua eu consiga testar antes de comprar um desses.
            Valeu!
            Um abraço!

  • Pierre Capra

    Olá Leonardo, tudo certo?
    conheci o site agora e adorei os textos, parabéns, tudo muito bom e bem explicado!
    mas eu tenho uma pergunta, ainda sou completamente leigo nesse mundo, gostaria de saber se pode me ajudar, eu vou comprar um Sennheiser HD 598 e queria pegar um AMP bom pra ele, eu estava na dúvida entre o Fiio E18 e o FIIO E12, eu queria algo que não fosse faltar potência, porém pelo que andei lendo o E12 é forte demais pra esse fone, mas também tenho medo que falte potência com o E18, Oq você acha? qual seria a melhor opção para O HD 598.
    ABRAÇOS!

    • Olá Pierre, obrigado!

      O HD598 não é um fone incrivelmente exigente, então acho que qualquer um dos dois será uma boa opção.

      Um abraço!

  • Winicius C.

    Qual fone é melhor? Um com:
    Potência 50 mWatts
    Impedância35 Ohm
    Sensibilidade82dB

    ou um com
    Potência100mW
    Impedância16 ohms a 1kHz
    Sensibilidade100dB/mW

    ??

    • Winicius, vc leu o texto? Tudo extraído dele:

      “Os audiófilos um pouco mais experientes sabem que elas [as especificações] não dizem praticamente nada a respeito da performance de um equipamento”

      “[Potência máxima] São os famosos números frequentemente vistos em caixas de som passivas, como por exemplo 150W ou 300W. Muitos, aliás, se confundem, porque não é a caixa que tem 150 Watts. Ela não tem nada (a menos que seja ativa), quem tem é o amplificador.”

      “Primeiramente, deixando claro: impedância é apenas uma característica, e nunca um indicativo de qualidade de um fone. Impedância maior ou menor não quer dizer que um fone seja melhor ou pior.”

      “Sensibilidade é, como o nome implica, a sensibilidade de um determinado equipamento a um determinado impulso […] para cada watt ou miliwatt de potência gerados por um amplificador, o fone ou caixa vai te dar X dB SPL – sendo curto e grosso, volume.”

      Por favor, antes de fazer uma pergunta como essa, leia o texto. Todas as informações que vc precisa já estão lá. Assim, vc não me dá o trabalho de ter que responder um comentário cuja resposta já foi dita num texto enorme, que deu muito trabalho para redigir.

  • fabio luiz do nascimento

    amigo me ajude na compra de um fone de ouvido do tipo com fio para assistir prioridade tv se precisar de dac amplificador me indique nao importa o preço prezo a qualidade me indique os tipos a principio quero uasr para assistir televisao e se der para usar no smartphone melhor quero um fone que o som nao encomode a pessoa ao lado e que seje o melhor no quesito qualidade e conforto nao precisa ser o mais caro mas que tenha as mesmas caracterisitcas de um profissional desde ja agradeço

    • Fabio, minha sugestão é muito simples: leia.

      Esse é um site de avaliações, onde existem inúmeras avaliações de fones dos mais diversos tipos e faixas de preço. Leia essas avaliações e aprenda sobre fones. Assim, vc vai começar a entender com quais fones você se identifica e poderá tomar uma decisão.

      Um abraço!

  • Luan Ellen

    Ola..tudo bem?
    não fico sem fone .. Comprei um da coby in ear.. Para min tem ate uma qualidade legal… Mas estou pesquisando em investir em um fone in ear melhor com qualidade de som superior.. Estou disposto a gastar em torno de R$60,00 a R$250,00.. Usaria em Smarthfone e em iPod … Qual você me indicaria… Visando somente qualidade conforto.. E uma boa esoeriancia sonora.. Não me importo com o preço desde que esteja dentro dessa faixa.. Pode ate passar um pouco… Me ajude..peço pois confio em seu conhecimento… E obrigado desde já por todas as informações do site vocês são de mais!!

  • Luan Ellen

    Aaa e uma indicação de Full-Sizes … Nessa faixa tbm. Gosto de ouvir as cordas do violão e sentir a batida de uma música com um bom bass… Se possível.. Vlw!!!

    • Olá Luan,

      Com relação aos in-ears, confesso estar um pouco por fora do que está disponível no mercado nessa faixa. Mas eu daria uma olhada nos fones das marcas SoundMagic, DUNU, VSonic e Fidue, disponíveis em sites como o MP4Nation.

      Com relação aos full-sizes, nessa faixa dá pra considerar o Superlux HD681 e o Sennheiser HD 202 II, ambos já avaliados aqui no site.

      Um abraço!

  • BeIenos

    Cara, muito bom o seu artigo, parabéns!
    Você pode me tirar uma dúvida por favor?
    Eu comprei um headphone sony, modelo MDR 10RNC, para ouvir músicas comuns (jazz, blues, rock em mp3, ogg, acc etc) em equipamentos comuns (celular, notebook…). Minha questão é: fiz uma boa comprar ou joguei dinheiro fora? Obrigado!

    • Obrigado, Belenos!

      De fato, as especificações não querem dizer absolutamente nada. Nunca tive a oportunidade de ouvir o MDR-10NC, mas pelo que sei se trata de um fone bem interessante. De toda forma, o mais importante é que você esteja satisfeito com ele, então se esse for o caso, não há com o que se preocupar. Só isso que importa.

      Um abraço!

  • Diego Araújo Costa

    Excelente artigo, esses dias andei a procura de um fone in ear, pela internet encontro muita recomendação do philips she9000, que tem uma caracterista são os graves, porém comprei um JBL J22A, era o que tinha por aqui, paguei 150 reais, estou meio satisfeito com ele, porém, to achando os graves um pouco baixos, não sei se é costume com fones fracos (fones originais de celulares, principalmente os samsung do s4, s5, etc), sinto uma fidelidade de som maior com eles, escuto instrumentos que não escutava antes, porém, os agudos me aparenta serem forte demais, nas especificações do fone, é possível saber se o fone é melhor em graves ou agudo?

    • Diego, basta ler o artigo 😉

      “Vai te mostrar por exemplo, a quantidade de graves, médios e agudos, o quão linear é sua resposta, se o roll-off nos extremos é grande, etc.” – Gráfico de resposta de frequência.

      Infelizmente, porém, é uma especificação difícil de achar.

      Bom, o SHE9000 é conhecido por ter graves muito fortes, então o JBL ter menos não significa que seja menos fiel, pelo contrário. Fones fiéis não têm graves exagerados, têm uma resposta neutra com uma quantidade de graves proporcional à dos médios e agudos.

      Um abraço!

  • Ricardo Moreira

    Primeiramente gostaria de parabenizar o site e o excelente conteúdo exposto acima.

    Bem, eu tb sou bastante leigo em relação a Fones de ouvido e após ler o conteúdo, realmente fiquei na duvida sobre uma compra recente que fiz. Comprei de um amigo um AKG K495 NC. Meu intuito era ter um fone bom em termos de qualidade sonora, levando em conta apenas o seu uso em meu computador, para ouvir musicas, shows, filmes, series e jogos. Eu estou usando ele em uma placa de som creative x-fi titanium fatality pro e não achei nada sobre o amplificador dela, porém quanto as características do fone, achei bem baixas:
    Frequency Response: 20Hz-20kHz

    Maximum Input Power: 50mW

    Input Impedance: 26 ohms

    Sensitivity: 121 dB SPL/V

    obs: é um Fone fechado na parte de tras.

    Minha duvida seria: eu fiz uma péssima compra (meu amigo me vendeu por 300 reais e estava praticamente novo), ou seja, este fone é ruim ou caso não seja, ele é indicado para o meu fim (ouvir musicas….filmes…jogos…no computador) ?

    A outra seria: Sendo ele bom ou ruim, ele esta sendo limitado pela minha placa de som offboard do computador ou algo parecido?

    Obrigado desde já galera!

    • Olá Ricardo,

      Não sei se entendi, o que vc quis dizer quando disse que achou as características bem baixas? Como disse no artigo, as especificações não querem dizer nada, então não há como saber se o fone é bom ou ruim. O que posso dizer (talvez tenha sido isso que vc quis dizer) é que a impedância desse AKG é muito baixa e a sensibilidade alta, então é um fone muito fácil de tocar. Consequentemente, não acho que ele esteja limitado pelos outros equipamentos.

      De toda forma, pelo que pude ver é um fone que aqui no Brasil custa no mínimo 750 reais, então por 300 me parece ter sido uma ótima compra – principalmente porque, pelo que estou lendo, esse é um excelente (e lindo) fone.

      Mas o mais importante é que vc goste dele. Se está gostando, tudo certo!

      Um abraço!

      • Ricardo Moreira

        Boa noite. Acabei de sanar com vc as principais duvidas eu tinha quanto a qualidade dele e quantos as limitações que ele poderia estar tendo. Estou achando ele muito confortável e com uma qualidade sonora muito boa. Infelizmente eu não tenho parâmetros pra compara-lo pq esse realmente é o primeiro fone bom que eu comprei, pois antes eu só utilizava subwoofer 5.1 no pc. Mas mesmo sem ter como comparar, estou gostando muito do som dele. Obrigado pelas dicas e ajuda. E parabéns pelo excelente site.. estou começando a aprender desde o básico a respeito de fones e som em geral, desde que comecei a acompanhar o site recentemente e espero ser útil assim que aprender mais.

  • Carlos

    Muito obrigado pelo artigo! Tenho uma dúvida com relação a impedância. Essa regra: Ω Fone 8 vezes ou mais saída do Amp. Isso vale apenas para fones, certo? Como seria para caixas de som? Considerando o HRT Microstreamer (dac/headphone-amp) (http://www.hirestech.com/product/?pid=107#prods) com head-out de 0,5 Ohm e line-out (só dac) de 50 Ohm, o que representa esses 50 Ohm para caixas que variam de 4 a 8 Ohm? E qual seria a diferença de conectar as caixas pela head-out e pela line-out?

    • Carlos, essa regra vale somente para fones.

      Caixas de som geralmente têm 4, 6 ou 8 ohms de impedância nominal, e amplificadores comuns (assim como receivers) não terão problemas com essas impedâncias. O que pode acontecer é a caixa chegar a impedâncias mais baixas em determinadas frequências, o que exigiria um amplificador sofisticado. Mas isso geralmente só ocorre em sistemas verdadeiramente high-end. Basicamente, a preocupação que vc deve ter é verificar na saída do amplificador quais as impedâncias suportadas, e qual a impedância das suas caixas só para ter certeza de que está tudo certo. Por exemplo, já vi receivers de duas zonas permitirem que apenas uma seja usada se as caixas forem de 4 ohms ao invés de 8.

      Vejo que vc está fazendo uma pequena confusão com isso, porque no caso do HRT, ele estará sendo usado como DAC alimentando um amplificador, e não há conexão direta com caixas de som – só se as caixas forem ativas, mas ainda assim o HRT estará sendo ligado ao amplificador interno delas, e não ao crossover ou aos falantes diretamente. Ou seja, esses 50 ou 0,5 ohms nada têm a ver com os 4 a 8 ohms de caixas de som, porque o sinal não irá diretamente do DAC à caixa; passará por um amplificador primeiro.

      Na conexão do DAC ao amplificador vc terá um sinal em line-level, e vc não precisa se preocupar com as impedâncias nesse caso. A de saída geralmente é relativamente baixa (como os 50 ohms do line-out, que é o que deve ser usado nesse caso) enquanto a de entrada deve ser bem alta, como 10kΩ, por exemplo.

      Espero ter esclarecido!
      Um abraço!

      • Carlos

        Muito obrigado por responder tão rápido, Leonardo!

        Eu entendo que o DAC deveria se conectar ao amplificador. Fui infeliz
        na minha última pergunta, não me expressei da melhor forma, mas você sempre se expressa muito bem, sabe escrever. Então deixa ver se entendi: Meu erro foi comparar a impedância do DAC a das caixas, sendo que deveria considerar a entrada do amplificador primeiro. Porque a relação do amplificador com as caixas, quando estamos falando de impedância, é basicamente saber a quantidade de potência, para saber se está dentro do intervalo recomendado para os falantes.

        Esse dado de 10kΩ, acho que não é facilmente encontrado, geralmente em dados de impedância no amplificador de caixas agente encontra facilmente a saída ligada ao nível de potência, não vejo nada sobre a entrada. Agora fiquei com outra dúvida, e se eu quiser ligar o HRT em um amp externo para fones? Se quiser um mais potente, usaria o line-out ou o Head-Out?

        Com relação a essa questão de crossover eu sei muito pouco, ele que delimita o intervalo de frequência do falante, né? Até estava querendo fazer um post no fórum sobre como montar um sistema 2.1, e para integrar o sistema preciso entender mais sobre isso.

        • Exato, Carlos 🙂

          Agora, sobre ligar o HRT em algum outro amplificador sim, vc usaria a saída de linha. Pense o seguinte: o ideal é que, num sistema, vc tenha apenas um controle de volume. Então, se vc vai conectar qualquer equipamento em algum outro que tenha controle de volume, o melhor é que vc use uma saída fixa (como a line-out). A head-out é a saída para fones do HRT, que possui controle de volume, que idealmente deveria estar fora da equação se vc vai usá-lo com algum amplificador externo. Se o HRT não tivesse line-out, o melhor seria vc maximizar o volume dele e controlá-lo apenas pelo amplificador final.

          Sobre o crossover, na realidade é algo interno nas caixas, então vc não precisa se preocupar com isso! A menos que queira montar vc mesmo um conjunto. Mas aí é algo de que não entendo, e não poderia ajudar.

          Um abraço!

          • Carlos

            Acredito que o controle de volume seja feito pelo computador, pois não vejo nenhum botão físico. No link que mandei, na descrição do HRT ele explica que o volume é controlado pelo pc (digital), para ajustar o controle de volume interno (Analógico) do Dac. Tem o controle do pc e do player de qualquer forma, então eu colocaria eles no máximo e apenas faria o controle pelo amplificador? Essa questão de controle de
            volume é mais importante ainda se eu for montar um sistema 2.1, porque eu penso que, dependendo do caso (do sub), talvez eu tenha que colocar o amplificador depois do sub (dac>sub>amp>speaker) mas se for entrar nessa questão
            talvez estenda muito, puxando outros assuntos além de que eu já estou incomodando demais com tantas perguntas, hehe.

            – Você falou sobre controle de volume, mas e a amplificação sobre amplificação? Se eu usar a Head-Out (140mW) do HRT para conectar um amp externo de fones. Tem algum problema ter 2 amplificadores? O que ocasionaria? Porque se fosse conectar em um amp para caixas, imagino que não haveria problema já que essa potência é irrisória para os falantes.

            – Outra questão: Com relação a potência mínima e máxima recomendada. Como saber, a potencia necessária para o M50, por exemplo? http://www.audio-technica.com/cms/headphones/0edf909675b1be4d/
            A impedância de 38 ohms é baixa, apesar de ter menores como o Momentum de 18 ohms e a sensibilidade de 99dB acredito ser alta. Tem a potência máxima de entrada de 1.600 mW em 1kHz, já no Fidelio X2 esse valor é 500 mW e o PSB M4U 1 http://www.psbspeakers.com/content/130501134148-13-014_PSB-Headphone_English_Specifications.pdf
            tem o Power Handling Maximum de 30mW??? Porque esse valor tão baixo?? É uma especificação diferente? Todos os fones citados tem impedância entre 30 e 38 Ohms. O Momentum diz “Load Rating” de 200 mW. Não tem um padrão de nomenclatura e medição para estes números?? Em
            falantes este dado é bem mais claro pois geralmente existe um
            intervalo de mínimo e máximo.

          • Exatamente Carlos, vc maximizaria tudo e deixaria pra controlar o volume apenas no último componente.

            Amplificação sobre amplificação nesse caso específico não é um problema muito significativo, visto que as potências em jogo são baixas, e é uma tensão semelhante à de um sinal em line-level, por exemplo. O máximo que pode acontecer é vc ter um pouco mais de distorção ou ruído de fundo. Mas o melhor é usar a line-out mesmo, porque é uma saída fixa.

            Sobre a potência máxima, de fato não há um termo padrão para isso, mas não é difícil interpretar qual é! Elas são as que vc menciona mesmo, tipo 1.600mW, 500mW e 200mW (de fato, os 30mW do PSB parecem muito estranhos). Mas sinceramente, essa não é uma especificação que merece atenção, já que, em minha opinião, depende de diversos fatores e tem pouca relevância na prática. Pela impedância e a sensibilidade vc já consegue ter uma ideia de o quão difícil um fone é de ser empurrado, que é o que realmente importa.

            Por último, quanto a um artigo sobre acústica, é algo que eu adoraria fazer, mas não domino tão bem o assunto, por isso prefiro não escrever sobre isso por enquanto 🙂

  • Sr. Oliveira

    O artigo realmente é muito útil, me ajudou bastante a entender esse monte especificações que eu não fazia muita ideia do que queriam dizer, cheguei procurando uma resposta “especifica” pra um problema que tenho com meu celular, os fones originais dele reproduzem bem, mas qualquer outro (até o momento), sempre deixa o som muito fraco(baixo e as vezes com muita sujeira) ou em apenas um lado do fone (geralmente os que tem mic no cabo, e quando aperto o botão ele fica nos dois). Procurei as especificações de som do celular, mas realmente não encontrei nada, sempre imaginei que ele não tivesse “energia” suficiente pra sustentar o fone, o que agora não faço ideia se faz sentido.

    A duvida em si “existe a possibilidade de ser algo nessas características dos fones que cause isso?

    exemplo: hoje testei um chilli beans Speaker 40mm, Sensitivity 108dB, Impedance 32ohms, Frequency Range 20-20000Hz. (é um modelo hipster comprei pra dar de presente enfim.) ele deu o problema do botão do mic, no notebook funcionou bem.

    outra duvida, estou afim de comprar o
    Fidelio M1
    Resposta em frequência15 – 24.000 Hz
    Impedância16 Ohm
    Sensibilidade106 dB
    Diâmetro da caixa acústica40 mm
    Entrada de energia máxima150 mW
    Distorção< 0,1% THD (não achei sobre isso no artigo)
    WBCV 111mV (e nem isso) (ou li e nem percebi ai desculpa)

    já testou ele?

    ps: desculpa o texto gigante, eu até dei uma procurada no site pra ver se já tinha algo sobre mas não achei, deixo como sugestão uma caixinha pra busca no site, não querendo ser chato. MUITO OBRIGADO.

    • Olá Oliveira,

      Sim, esse tipo de coisa pode ser previsto pelas especificações. Basicamente, o que ocorre é que seu celular provavelmente tem pouca potência de saída. Para isso, peço que vc por favor releia as partes “Potência de Saída”, “Impedância” e “Sensibilidade”. Com as três, vc vai conseguir ter uma ideia de o quão alto um determinado fone vai ficar com o seu celular.

      Por último, sobre o problema do fone com microfone, isso ocorre porque esses fones possuem um conector com um pólo a mais, o TRRS – ao invés de um TRS de um fone comum. Para sanar o problema acho que vc teria que procurar um adaptador TRS para TRRS.

      Um abraço!

  • Wagner Jose Araujo de Andrade

    Tenho um mini system que diz ser um dos melhores do mercado e costumo baixar musicas ouvindo pelo fone de ouvido do samsung S4 , quase tudo que ouço no fone ouço no mini system, mais meu fone quebrou e estou querendo compra um AKG-K321.
    sera que com esse fone vou ouvir um som mais definido para baixar minhas musicas?

  • Lucas Soares

    Olá, estou querendo adquirir um Shure SE215, então estou a procura de algumas características e informações.
    Não sei muito sobre termos técnicos, então me perdoem.
    Esse fone irei usar em sonorização ao vivo como monitor, gostaria de saber algumas coisas… qual o volume máximo o fone vai suportar?
    Existe algum termo técnico pra isso?
    Por exemplo, usar o fone para retorno e o operador deixar o volume alto e vier amplificado para o meu fone.
    Qual a potencia máxima para queimar os drivers? Ou como posso saber isso?
    Existe algum aparelho em que eu possa usar para impedir que isso aconteça?

    • Olá Lucas,

      A resposta está no artigo, é a potência máxima. É só dar uma olhada.

      Mas não é uma especificação geralmente encontrada em fones. A melhor forma de impedir que isso aconteça é sempre garantir que, antes de plugar o fone em qualquer lugar, o volume esteja no mínimo. Aí, gradativamente, vc vai aumentando o volume. É uma prática saudável não só para o fone, mas também para os seus ouvidos.

      Um abraço!

      • Lucas Soares

        Outra dúvida, se meu fone possui 20 ohms, e o amp possui 8 ohms de saída. Existe a possibilidade de queimar o driver do fone?
        Uma vez que não obedece a regra da impedância do fone ser maior que o amp 8 vezes. Nesses casos, como proceder? Como no caso do JH Audio JH16 Pro, que possui 18 ohms e a impedancia passa de 2.25 ohms?

        • Lucas, como disse no artigo:

          “A regra básica é a seguinte: o ideal é que a impedância de um fone seja pelo menos 8 vezes maior que a de saída do amplificador. Se isso não acontecer, o resultado é que os graves vão ser mais soltos e menos definidos.”

          Ou seja, nada de queimar o driver, apenas uma sonoridade um pouco aquém do ideal. Nesses casos, a solução é usar outro amplificador, com uma impedância de saída menor.

  • O artigo ficou ótimo, parabéns!

    Estou preparando uma review de um ATH-M40x e como nunca tive um HeadPhone profissional antes, estava precisando de uma esclarecida em alguns pontos sobre suas características.

    Uma pena que não tenho uma placa de som/interface usb melhorzinha, para sentir a diferença na impedância. Na minha Realtek aqui, chega ao absurdo (eu acredito que seja absurdo) de quase eu não sentir diferenças entre uma mesma música MP3 128 para uma FLAC e também sinto o baixo meio embaralhado em algumas músicas :/

    • Olá Lukan, obrigado!

      Acho importante que vc ouça o fone numa boa fonte antes de formar qualquer opinião mais concreta. Não precisa ser nada exorbitante, até porque esse fone não é particularmente exigente, mas procure pelo menos ouví-lo num bom mp3 player ou smartphone (como algum iPod ou iPhone) ou na saída de algum receiver ou algo que pelo menos fornece boa potência!

      Um abraço!

      • Além da minha onboard, eu usei a interface de audio integrada ao meu Go Mic da Samson, em um Tablet Intermediário da LG e um Smartphone intermediário da Sony. Na Placa de Som e Go Mic soou igual o som. No LG e Sony, deu a sensação de algumas frequências ficaram melhores e outros embaralhadas. Para um HP parabenizado por sua neutralidade, isto não é algo que deveria acontecer…
        Infelizmente eu não tenho acesso a um iTreco ou Receiver rs

        É uma pena, mas provavelmente eu vou ter que fazer a review com esta limitação

        • Lukan, mas isso não é culpa do fone. Aparentemente suas fontes são fracas pra ele, que aparentemente é um fone um pouquinho mais exigente (mas ainda não é nada demais). Delas, o Sony é o que mais tem potencial, mas os smartphones da marca são ridiculamente pouco potentes – eu tinha um Z2 e tenho um Z3, são ótimos em termos de qualidade mas bem fracos em potência.

          Um fone ser neutro não quer dizer que é utilizável em qualquer equipamento – vide Sennheiser HD600, HD800 e Grado HP1000. Quer dizer que ele tem uma resposta equilibrada, e isso não tem nada a ver com suas exigências em termos de potência e impedância de saída.

          Também não sei o que vc espera do fone, pode ser que ele simplesmente não tenha atingido as suas expectativas. Acho que vale a pena procurar algum amigo com um iPhone pelo menos pra vc ver se é isso mesmo.

          Se suas fontes forem de fato fracas, não acho que seria justo com o fone e nem relevante para leitores fazer uma avaliação – seria o mesmo que avaliar, digamos, um Lotus Elise com pneus ruins e ressecados e gasolina batizada de 70 octanas. Vc vai concluir que o carro não anda direito e que tem uma dirigibilidade horrível, mas são conclusões totalmente balizadas por um cenário para o qual o carro não foi desenhado. Quem ler a avaliação ou vai achar injustamente que o carro é ruim ou vai entender o que houve e ficar sem saber como o carro é de verdade em condições normais, e nesse caso a avaliação se tornaria irrelevante.

  • Daniel Santana

    Amigo, já que nenhuma especificação (divulgada) no aparelho serve para avaliar a qualidade, você poderia me indicar um fone intra-auricular (aqueles com borracha de preferência, pois os sem borracha são desconfortáveis) com uma boa qualidade de som?
    Vale ressaltar que eu comprei na internet um fone She8000 e depois de apenas uns 7 meses, o fone bugou. O som sai mais alto dum lado a que no outro. No notebook eu tinha que compençar a intensidade em cada lado ficando 20% dum lado e 100% do outro só pra tentar equilibrar. Escutava baixo pois um lado já estava em 100%. Meu celular é um Sonny xperia z3 compact e eu realmente não sei por que o fone pifou depois de pouco tempo. Também não achei as especificações da saída P2 do meu celular. Será que compensa tentar concertar esse She8000 ou comprar logo outro? Caso compence compra, gostaria que me indicasse um. Estou disposto a gastar até 200 reais, mais que isso talvez até você ache desnecessário para um fone. Desde já agradeço à atenção.

    • Daniel, dá uma olhada no Tópico de Indicações 2.0 do nosso fórum, dentro da seção Ajuda: Começando no Hobby.

      Dentro do seu orçamento, dá pra tentar correr atrás de um SoundMagic E10 (mas não vai ser fácil) ou então partir pra um Philips SHE9105.

      Um abraço!

  • Yan Leonel Do Porto

    Parabéns pelo artigo! Fiquei com algumas duvidas em relação a impedância dos fones de ouvido. Pretendo comprar um fone para ligar na minha mesa de som (Behringer Xenyx 302USB), porém não sei até qual impedância ela suportaria. Nas especificações dela está falando na saída de fone ”Max. output level = +7dBu/150Ohms “. Isso significa que se eu colocar um fone de até 150Ohms ela vai tocar em um volume aceitável? Outra coisa também é sobre o ”+7dBu”, no seu artigo você fala sobre ”dB SPL/mW” para fones, é a mesma coisa?
    Os fones que eu estou querendo comprar são circunaurais que tem impedância de 32 a 55 Ohms, a sensibilidade deles é bem parecida, não foge muito de 100 dB/mW. Pra você ter uma ideia os modelos são esses: Philips Cityscape Uptown, ATH-AX3, ATH-AX1iS e SHO9560. Se você tiver mais alguma indicação nessa fixa de preço pode falar, estou procurando um fone over-ear que tenha um bom grave, não exagerado como um beats, mas capaz de se sobressair, pois sou baixista.

    • Olá Yan, obrigado!

      Olha, nunca vi dBu, e não faço ideia do que isso pode querer dizer. Tampouco +7dBu/150 Ohms, o certo/comum seria ela dizer que potência é fornecida a uma determinada impedância. Mesmo se considerarmos que dBu é só decibéis, a mesma coisa que dB, continua sem fazer sentido, porque +7dBu a 150 Ohms é bizarro, é +7 em relação a quê? E a placa não tem como dizer a que volume o resultado irá chegar sem a sensibilidade do fone. Achei extremamente bizarra essa especificação inteira e não faço ideia do que significa.

      Quando falo no artigo XdB SPL/mW é outra especificação – é a sensibilidade de um fone. Como digo no texto, é a quantos decibéis de pressão sonora (XdB SPL) um fone irá chegar com X mW de potência. E as especificações do amplificador deveriam informar o quanto de potência ele irá fornecer numa determinada impedância do fone. Com todas essas informações vc vai saber a que volume o resultado final irá chegar, entendeu?

      Bom, de qualquer forma, o que posso dizer é que os fones que vc está considerando são muito fáceis de serem empurrados. 32 a 55 ohms é muito pouco, e 100dB de sensibilidade ainda é uma sensibilidade relativamente alta. Então duvido que vc vá ter problemas com volume.

      Agora, sobre esses fones, acho que são interessantes, mas eu ficaria entre o Uptown e o JBL J88i.

      Um abraço!

  • renato santos

    leonardo, se não for incomodo voltar (não perguntarei sobre fiio), qual cabo e onde encontrar para esse caso; sujeito tem um dac separado (saida rca output) e comprou um amplificador separado (entrada aux; saida rca pre out); o que ele precisa para conectar separadamente dac e o amplificador dele (cabo, marca e onde comprar no brasil; a blue jeans só se acha para importar ???) ;;; outra pergunta na sua opinião qual dac você acha de mais qualidade, o do yulong ou o dac da ASUS (aquela essence ONE, de mais de $1000 dólares), abs renato

    • Renato, o amplificador realmente só tem entrada auxiliar normal, TRS (P2)? Se for isso vc precisa de um cabo P2-RCA, mas qualquer um serve, não vale a pena importar pra isso… no máximo, mande fazer na Eletrônica Yashi ou algo parecido.

      Sobre os DACs, nunca ouvi o ASUS, mas uso um Yulong D100 e sou muito feliz com ele.

      Um abraço!

  • PARKERsp

    Bom artigo…tenho dúvida sobre qual a diferença entre um fone de 32mm e um de 36mm…o que isso altera na qualidade do áudio?…

    • Parkersp, a resposta está no artigo 🙂

      • PARKERsp

        Vou reler…

        • Parkersp, a Panasonic não é uma fabricante tão tradicional de fones de ouvido – acho que vc consegue opções mais seguras pelo preço!

          • PARKERsp

            Parece que na faixa abaixo de 100 reais é tudo japonês…Sony, Philips, Panasonic, Behringer, etc…sinceramente não sei qual comprar…

          • A Philips é holandesa e a Behringer é alemã 😉

            Bom, nessa faixa é complicado, eu indicaria, se possível, esticar um pouquinho e pegar ou um Philips Citiscape Downtown ou um Edifier H840.

  • Jailson Amarante

    olá, realmente artigo muito bom, o fone Philips SHL5605BK é bom ?

    • Olá Jailson, obrigado!

      Sim, o Citiscape Downtown é um bom fone – mas o Edifier que te indiquei pelo Facebook, para o seu uso, é melhor.

      Um abraço!

  • Luís Eugênio Xavier

    Fiquei com uma dúvida. Num artigo do site da shure (http://shure.custhelp.com/app/answers/detail/a_id/2991/~/understanding-earphone-%2F-headphone-specifications), está explicado que a impedância de saída do amplificador tem de igualar a do fone, para que ocorra máxima transferência de potência. E mesmo assim ainda existe uma perda de potência, que eles chamam de load loss, por causa da impedância do fone, o que ñ tem como evitar.

    Conclusão, se a impedância do amplificador for maior ou menor que a do fone, haverá perda de potência. O nível ótimo ocorre quando as duas se igualam.

    Posto isto, como fica a questão da impedância do amplificador ser 1/8 da do fone?

    • Luís Eugênio Xavier

      Pensei mais um pouco. Veja:

      (I) a relação entre sensibilidade e potência de saída é logarítmica, isto é, uma variação na potência implica numa variação de sensibilidade menos que proporcional. A relação entre potência e impedância é, no limite, linear. Precisamos estabelecer como sensibilidade e impedância de recepção se relacionam.

      Dá para ter uma noção, baseada nas primeiras 2 relações. Impedância de saída diminui, potência de saída aumenta virtualmente na mesma proporção e sensibilidade do fone aumenta, porém em menor proporção.

      (II) pela tabela potência x sensibilidade do site da shure (embora não esteja mencionado, acredito que eles consideraram a mesma impedância tanto para o amp quanto para o fone), um fone de 105 dB SPL/mW, ligado a um amplificador com potência de 0.1 mW vai proporcionar resposta de 95 dB; uma perda considerável, mas ainda bem superior ao nível de segurança do ouvido humano (85 dB). Ou seja, ainda teremos uma resposta sonora satisfatória.

      (III) pensando em impedâncias distintas, se um amp de 4 ohms consegue gerar 1 mW, ele conseguirá empurrar um fone de 100 dB SPL/mW a 32 ohms?

      Faço essa pergunta pois é preciso estar claro como uma alteração na impedância do fone afeta sua sensibilidade. O que aconteceria com a sensibilidade do fone se a sua impedância aumentasse?

      Por fim, se o amp gera 1mW a 4 ohms, supondo ñ haver perdas no trajeto, essa potência chega em mesma magnitude num fone de impedância diferente de 4 ohms?

      • “(III) pensando em impedâncias distintas, se um amp de 4 ohms consegue gerar 1 mW, ele conseguirá empurrar um fone de 100 dB SPL/mW a 32 ohms?”

        Aqui vc quer dizer um amplificador com 4 ohms de impedância de saída (especificação irrelevante nesse caso) ou um amplificador que fornece 1mW em 4 ohms? Veja que são duas coisas diferentes, e as duas existem. Se for o segundo caso, acredito que ele não conseguirá empurrar, visto que é uma potência baixa demais (anormalmente baixa, desconheço amplificador tão pouco potente).

        “Por fim, se o amp gera 1mW a 4 ohms, supondo ñ haver perdas no trajeto, essa potência chega em mesma magnitude num fone de impedância diferente de 4 ohms?”

        Por essa pergunta, acho que é o segundo caso. E aí a resposta é não. Amplificadores têm uma impedância de saída fixa, mas eles fornecem, obviamente, potências diferentes para impedâncias de entrada (do transdutor) diferentes. Em amplificadores de caixas de som isso é muito visto, já que basicamente só encontramos caixas de 4, 6 ou 8 ohms de impedância nominal – e por isso o comum é que as fabricantes especifiquem que seus equipamentos forneçam, por exemplo, 100W em 8 ohms e 200W em 4 ohms (geralmente a potência dobra conforme a impedância cai pela metade, mas isso não é uma regra e existem casos em que a potência aumenta em 75% ou algo próximo disso).

        Mas em fones, como as impedâncias são muito variáveis – vão de 13 a 600 ohms, com muita coisa pelo caminho –, as fabricantes muitas vezes divulgam a potência em três ou quatro impedâncias diferentes, para que tenhamos uma ideia. E, sinceramente, não sei como calcular o que aconteceria em impedâncias diferentes das divulgadas porque depende do equipamento, acho que não é uma relação fixa, entende?

        Agora, o que posso te falar no final dessa história toda, é pra vc relaxar. Sinceramente, não se preocupe muito com isso. Na maioria dos casos, vc não vai ter problemas: dá pra usar qualquer fone com qualquer coisa com resultados satisfatórios.

        É possível abordar essa questão de forma simples: in-ears, salvo raríssimas exceções, são muito fáceis de empurrar e não precisam de amplificação. Já com headphones, basta ver se a impedância é muito alta (acima de 100 ohms, por ex.) e/ou se a sensibilidade é muito baixa (abaixo de (94dB, por ex.). Se sim, e se sua fonte for algo mais simples, como um celular ou um notebook menos sofisticado, vc pode ter problemas. Se for um equipamento melhor, ou um amplificador de fones mais legal, não há com o que se preocupar – a menos que vc esteja com um fone notoriamente complicado, como um HiFiMAN HE-6 ou um AKG K1000.

    • Luís, a questão basicamente é que existem outros fatores – que são praticamente um consenso entre os hobbistas – que não são contemplados no artigo da Shure mas que afetam essa situação e vão muito além da simples transferência de potência. Dê uma olhada nesse artigo aqui: http://nwavguy.blogspot.com.br/2011/02/headphone-amp-impedance.html

      Ele vai esclarecer essas questões. Além disso, pense também que (como o próprio artigo da Shure menciona) a probabilidade de vc conseguir casar a impedância de saída do amplificador com a de entrada do fone são quase nulas, visto que ambas são muito variáveis. E, tendo em vista o que argumenta o NwAvGuy, o ideal é que qualquer amplificador tenha a menor impedância de saída possível.

  • Sergio Montandon

    Leonardo, parabens pelo trabalho. Estou certo que seu site já é a maior referência nacional em informações a respeito de headphones. Continue assim.

    Eu ja estava decidido a comprar o phone Fidelio X2 da Philips. Primeiro por que sou fã da marca ha muitos anos (a velha e boa Philips de tempos atras) e depois de ler o excelente e elogioso review que fez sobre ele me senti quase que obrigado a comprá-lo. Minha segunda opção é o Sennheiser HD600. Tambem baseado em seus reviews.

    Minha certeza vira duvida depois que leio este artigo, especialmente a parte que trata da impedância ideal.

    Uso um amplificador integrado para audições e nao acho em lugar algum qual é a impedancia de saida de headphones. A impedancia de saida das caixas é 8 ohm.

    Se a saida de phones tiver a mesma impedancia da saida de caixas, o X2 ficaria fora do ponto ideal de pelo menos 1/8. Sao 32ohm contra 8 do amp. Ja o Sennheiser ficaria folgado.

    Vc saberia me dizer se a relacao entre impedância de saida de phones vs impedância de saida de caixas costuma ser a mesma, ou seria no geral maior/menor?

    Este aspecto é relevante o bastante a ponto de se descartar o X2 em favor do HD600, visto que, como seu proprio review descreve, a sonoridade de ambos é semelhante?

    Obrigado e novamente parabens pelo trabalho.

    • Olá Sergio, muito obrigado! 🙂

      A impedância da saída de fones não é a mesma que a da saída de caixas. O problema, porém, é que de fato a da saída de fones não é divulgada, principalmente porque essa saída é muito mais uma “utilidade” (dependendo do integrado), e não algo feito com o objetivo de fornecer alta qualidade. Não ficaria surpreso se a impedância de saída for alta – talvez não 8 ohms, mas alta de qualquer forma!

      Por isso, se vc quiser ter um melhor desempenho, seria interessante buscar um amplificador de fones, que poderia inclusive ser alimentado por um “loop” do seu integrado, se ele tiver um, ou de repente, por uma segunda saída da sua fonte (se ela estiver ligada no seu integrado por saídas balanceadas, por exemplo, vc pode usar as single-ended pra ligar no amplificador de fones). E, hoje, existem diversos amplificadores de alto nível que custam muito pouco, como por exemplo Schiit Magni, Schiit Vali e JDSLabs O2. Qualquer um desses te traria um excelente resultado excelente tanto com o X2 quanto com o Sennheiser.

      De qualquer forma, como é seu sistema hoje em dia – qual é seu integrado, e qual é sua fonte? Se precisar de mais ajuda, é só falar!

      Um abraço!

      • Sergio Montandon

        Rapido na resposta hein!
        Meu sistema hoje e um conjunto Marantz (olha a heranca da Philips aí ;)) com o integrado PM6005 e a fonte um Cd player CD6005.

        Aproveitando a deixa, os Marantz tem um som mais quente caracteristico, na sua opiniao se daria melhor com o X2 ou com o HD600? Ou vc tem uma sugestão diferente?

        Abraço

        • Ah, entendi, Sergio!

          Olha, nesse caso, acho que a saída de fones provavelmente é competente. Em minha opinião, dá pra arriscar o Fidelio X2 sim!

          Sobre a personalidade dos Marantz, acho que eles até são mais calorosos, mas não é nada gritante nesse caso.

          Um abraço!

          • Sergio Montandon

            Pois é Leonardo, o porém disso é que o X2 está enfrentando um sério problema de controle de qualidade. Parece que os Ear Pads removiveis estão vindo de fábrica porcamente colados ao fone. Só isso ja seria uma mutilaçao de uma funcionalidade bem util do fone mas em muitos casos, pelo que li em alguns forums gringos, está interferindo na qualidade sonora.

            Pouco depois que me respondeu no domingo fui a Amazon comprar o X2 quando me surpreendo com uma mensagem na pagina do produto dizendo que o item está sob avaliaçao e por isso encontrava-se indisponível. Esse aviso se dá sempre que algum produto recebe muitas reclamaçoes de consumidores. Alias se você entrar na Amazon nesse momento, na pagina do X2 você verá esse aviso.

            Acho isso tudo simplesmente lamentável pois, te parafraseando, logo agora que a Philips chutou a porta do mundo audiófilo, que o X2 estava sendo bradado por todos os cantos como um marco de excelencia, esse tipo de problema acontece com seu Top de linha.

            Nao tenho psicologico pra encarar a compra de um produto com tanto risco. Estou me desviando definitivamente pro HD600 e com um olhinho espichado pro Hifiman 400i ou 400s.

          • Caramba Sergio, não estava sabendo!

            É, o lado positivo é que tanto o HD600 quanto os HiFiMANs são excelentes fones, e têm tudo para te satisfazer! 🙂

  • Vinicius Loubach

    Leonardo, essa matéria me tirou muitas dúvidas. Mas ainda resta uma.
    Tive uma oportunidade e comprei um Vokal VH 70 que tem 120 ohms. Um Headphone excepcional, incrível. Mas como você disse na matéria, a placa integrada do notebook não combinou nada com o Vokal. Falta tudo na qualidade.
    Você me recomenda algum amplificador para “iniciante”? Não sou nenhum audiófilo, só quero usufruir da capacidade desse Vokal sem investir horrores.
    Espero que possa me ajudar, Muito obrigado.

    • Olá Vinicius,

      O problema é que qualquer amplificador hoje em dia, por mais simples que seja, com esse dólar, vai custar bem mais do que o próprio fone… por exemplo, as coisas mais simples que conheço são amplificadores como esse aqui:

      http://www.ebay.com/itm/Audio-HiFi-6J9-Vacuum-Tube-Integrated-Amplifier-Mini-Stereo-Headphone-amp-/281777147402?hash=item419b3a0e0a:g:PaMAAOSwgQ9V0-yH

      Mas não dá pra vc pedir pra vir com o frete grátis, incluso nesse preço, porque possivelmente se perderia pelo caminho, teria que ser algo com rastreio. E aí só esse frete custaria mais que o produto, e depois tem os impostos… não é uma situação fácil!

      Minha sugestão seria ficar de olho em lugares como os Classificados do nosso fórum, os do HTForum ou o grupo de Facebook Compra e Venda de Fones de Ouvido e Acessórios High End, até ver se aparece alguma coisa dentro do seu orçamento – de marcas como Bravo Audio ou FiiO, por exemplo.

      Um abraço!

  • Bernardo Herkenhoff

    Olá Leonardo.

    Fiquei com algumas dúvidas:

    Quando se fala de “casamento de impedância” e de máximo de potência que uma caixa suporta, fico imaginando se eu conseguiria ligar por exemplo um amp com 100w de saída em cada lado em caixas que tecnicamente só aguentariam até 60w (minhas Swans M200 MKII), desde que eu não botasse o volume no máximo; ou, se fosse o caso do amp ter um pré-amp em que eu pudesse diminuir o “volume” nele diretamente, se deixaria de ter o perigo de queimar ou rasgar as minhas caixas.

    Outra coisa que não ficou muito clara no texto é sobre a “impedância de saída” do amplificador (ou da “placa de som”, mas parece que você quis dizer uma placa de som que tenha amplificador). Achei que a impedância fosse algo própro às caixa ou ao fone só, e o amplificador simplesmente teria uma relação de quanto de força ele mandaria de acordo com as diferentes impedâncias das caixas.

    Somando essas duas dúvidas, ficou complicado de entender porque um amplificador teria uma “resistência mínima” que as caixas/fone deveriam ter, pois, afinal, se a digamos 4ohms de resistencia das caixas ele mandaria 100W e a 2ohms das caixas ele mandasse 200W (creio que isso seja feito “automaticamente?), mas se essas caixas porventura suportassem 200W de potencia.. porque alguma coisa queimaria? .. Bem, acho que não entendi direito a relação entre a impedância de saída do amp e a impedância de “entrada” das caixas.

    Agradeço de antemão se você puder ajudar, e pelo bom artigo.

    • Olá, Bernardo! Vamos por partes:

      1) Sim, vc pode ligar um amplificador em caixas que não suportam sua potência, porque a potência especificada é a máxima. Logo, desde que vc não aumente demasiadamente o volume, não deverá ter problemas.

      2) Impedância é basicamente a resistência que um circuito apresenta a uma determinada corrente ou tensão. Toda a cadeia de um sistema de som possui impedância – por exemplo, falantes, cabos, conectores, etc. Nós geralmente não ficamos sabendo da impedância dessas outras partes porque elas não estão tanto no nosso controle, mas elas existem. A saída de fones de um amplificador não é exceção, e possui uma impedância de saída, já que está transmitindo um sinal. E o ideal geralmente é que essa impedância de saída seja a mais baixa possível. Essa era a sua dúvida, certo? Só não entendi quando vc disse que falei sobre impedância da placa de som, não mencionei nada sobre placas de som no texto.

      3) No caso de caixas de som, vc não precisa se preocupar com a impedância de saída do amplificador. O que importa é vc usar caixas que respeitem o que o amplificador requer em termos de impedância das caixas de som. Os fabricantes geralmente especificam qual a impedância mínima das caixas que ele suporta. Vc pode queimar o amplificador se for muito longe disso.

      Já em fones, até onde sei não existe risco de danificar o amplificador devido à impedância de entrada dos fones, mas é importante vc observar a impedância de saída do amplificador simplesmente para respeitar a regra do 1:8 (como expliquei no texto) e não prejudicar o fator de amortecimento do fone, o que afetaria negativamente a qualidade de som.

      Espero ter ajudado!

      Um abraço!

  • Matheus d’Angelis

    olá, estou a procura de um fone, ja olhei em algumas lojas aqui na cidade e no forum, estou na duvida do Vokal VH70 ou Phillips downtown, qual me recomenda? Tenho medo do vokal pois há muita impedancia e pretendo usar o fone no celular e no pc, qual é melhor? E compensa comprar um amplificador apenas para suprir as necessidades do vokal? obrigado.

  • Alexandre Dittrich

    Caro Leonardo,

    Estou esperando chegar um Sennheiser HD600, e já tenho um FiiO E07K. Li por aí que o E07K seria insuficiente para a impedância desse fone (300) – o E07K aguentaria apenas fones com até 150 de impedância. Supostamente uma solução seria ligar o E07k em um amplificador E09K (http://www.somsupremo.com.br/?gclid=CNOkh5nAsM0CFdcagQodcBQMCg). Mas o E09K não tem DAC – ele usaria o DAC do E07K. Na prática, portanto, eu teria apenas ganho de volume, pois a qualidade do som já seria manejada pelo DAC do E07K… certo? Desculpe, pergunta de leigo…

    • Olá Alexandre,

      Na realidade mais ou menos – por mais que, em teoria, o ideal é que isso não acontecesse, amplificadores injetam um pouco de suas personalidades quando amplificam um sinal, fora raríssimas exceções. Mas, em boa parte dos casos, não é uma diferença tão grande assim – em minha opinião, a diferença entre amplificadores costuma ser pequena e muito do que se lê de audiófilos, particularmente se tratando de amplificadores para fones, pode ser exagero.

      De toda forma, o E09K seria sim uma maneira de solucionar essa questão. Mas minha opinião: antes de comprá-lo, ouça o HD600 no E07K sem nada. É perfeitamente possível que vc já fique satisfeito com o resultado!

      Um abraço!

      • Alexandre Dittrich

        Ok, seguirei sua sugestão… Realmente, a gente fica confuso com o tanto que se lê por aí – às vezes sugestões contraditórias. Fico tentado a comprar o Bottlhehead Crack, pois todo mundo diz que é o casamento perfeito com os Senn HD 600/650. Mas são mais de 500 dólares para ter a peça já montada!

        Enfim, como você disse, vou esperar chegar os fones e ver como desempenham com o E07K.

        Parabéns pelo belo trabalho aqui, e grato pela pronta resposta…

        Grande abraço!

        • Pois é, áudio trata de sensações subjetivas, e por isso fica difícil ter uma boa noção de como as coisas de fato são ou pelo menos de como seriam pra gente. E o pior é que audiófilos, a meu ver, são naturalmente exagerados…